Como ser único homem feliz

Como ser uma pessoa feliz. por Fernando Matos - Homem de caráter. Quando você se propõe a ter um dia bom, você tem, quando você passa a adotar o “mas olha pelo lado bom”, em tudo que acontece a sua volta, você deixa de ter problemas, como num passe de mágica. ... Entenda que somos 6 bilhões de pessoas vivendo num único lugar ... 26) Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação (Tiago 1:12) Muitos não conseguem ser felizes em meio as provações. Acham que felicidade e provação não se misturam. Porém, o servo de Deus consegue extrair da provação muito mais do que o sofrimento e, por isso, consegue ser feliz mesmo diante dela. 10 dicas sobre como ser feliz sendo único. Às vezes parece que o mundo conspira contra pessoas solteiras e tudo é voltado para dois. Parece que todo mundo espera que você seja triste e solitário, se você é único, mas que apenas isn `t o caso. Como Deixar Alguém Feliz. Deixar alguém feliz sem querer nada em troca pode ser uma das sensações mais recompensadoras desse mundo. Alegrar o dia de alguém, quer essa pessoa seja seu melhor amigo ou um garçom que o está atendendo, pode... Para ser feliz solteiro, foque em si e não nos outros. Procure desenvolver suas habilidades e se tornar uma pessoa melhor, para ter mais autoestima e confiança em seu taco. Isso é ótimo pra você se amar e não se entregar a relacionamentos improváveis e fracassados só pra não ficar sozinho. Como Conquistar um Homem O Único Método, Para Conquistar e Relacionamento Para Mulheres Que Divide Os Homens Em Diferentes Tipos de Personalidades Afetivas.. É Feito Para Mulheres Que: Tem dificuldades para atrair, chamar a atenção, sair com homens e querem se sentir desejada pelos homens. Pode ser divertido para deixar ir algumas vezes, mas não faça disso um hábito, porque ele vai fazer você feliz, a longo prazo. 2. Saia e conhecer novas pessoas Outra dica sobre como ser feliz de ser único é sair e conhecer novas pessoas. Ser único e ser feliz desse jeito, realmente leva a pressão quando você conhecer alguém novo. Então, aproveite, são pelo menos 27 formas de ser feliz que eu e você podemos colocar em prática hoje mesmo! 1) Bem-aventurado é o homem a quem Deus disciplina (Jó 5:17) Ser corrigido pelo Pai é muito melhor do que ser corrigido pelo mundo ou pelo mal (que nunca, na verdade, quer nos corrigir para o nosso crescimento). Como ser feliz na vida? Graças à salvação de Deus. Deus diz : 'Há um jeito mais simples de se livrar dessa situação: abandonar o anterior modo de viver, dizer adeus às anteriores metas na vida, resumir e analisar o estilo de vida, a filosofia, as buscas, os desejos e ideais anteriores e, depois, compará-los com a vontade e as exigências de Deus para o homem e ver se algum deles é ... Como o próprio autor afirma em sua obra Ética a Nicômaco: “Todos estão de acordo e dizem ser o fim do homem a felicidade e identificam o bem viver e o bem agir com o ser feliz. Diferem, porém, quanto ao que seja a felicidade, o homem limitado não a concebe da mesma forma que o sábio”.

Eu preciso de uma luz

2020.09.17 06:24 Rotarki Eu preciso de uma luz

Eu vou tentar resumir para que não fique muito grande. Eu tenho 22 anos de idade, estou no último ano da faculdade, faço curso na área de tecnologia da informação e estou bastante perdido na minha vida. Eu perdi a vontade de lutar por mim, ao mesmo tempo, eu não quero desistir da minha vida.
Eu formei no ensino fundamental, médio e curso técnico sem tirar uma nota abaixo da média, eu nunca fiquei de recuperação ou reprovei em absolutamente nada, tudo sempre foi muito fácil pra mim, eu simplesmente ia e dava certo, sem me importar com qualquer coisa que pudesse ser um obstáculo. Eu era extremamente cheio de vontade e queria ser alguém 'grandioso', mas o único motivo para isso era a capacidade de construção de uma família feliz, queria ter uma esposa e 2 filhos, e ser para eles um herói, esse era meu sonho de criança. Minha motivação esteve por muito tempo arraigada à ideia de estar ao lado de um amor, e construir uma vida assim... Mas, ao longo da minha vida eu fui me decepcionando muitas vezes, e nunca confiei muito em ninguém, nem em amigos que eu amo, porque penso que estes mesmos podem me deixar um dia. Nunca namorei de verdade, e a garota da qual eu cheguei mais perto disso, que eu mais confiei em toda minha vida e me abri de todas as formas, me abandonou no fim e foi extremamente doloroso, eu me senti substituído e inválido, fraco. A vida perdeu o sentido, e eu me senti um homem impotente comigo mesmo, desprezível até, inferior.
Claro, depois de um tempo eu percebi que o erro era em sua maior parte da garota em questão, e eu também errei em interpretar o quão especial ela era pra mim, eu superei esse relacionamento mas não voltei a ver cor na vida, aquilo era tinha sido o rompimento do último fio que mantinha minha vontade no mundo. O mundo é repleto de pessoas podres, crueldade e decepções de todas as espécies, eu sei que há, entretanto, no meio de todo o caos algumas centelhas de luz, e é justamente o que eu preciso nesse instante, um pequeno milagre, que claro, pequenino aos olhos alheios, pois para mim seria possivelmente o maior que vivi após o meu nascimento. Eu entrei na faculdade já deturpado mentalmente, não era mais obrigado a ficar na sala de aula portanto eu matava muitas aulas, eu não me importava com absolutamente nada, nem com resultados de provas, trabalhos, notas ruins...(Não foi quando houve o rompimento da relação com a garota, eu já entrei na faculdade meio desanimado da vida, o rompimento do relacionamento com a garota foi no começo de 2020, meu último ano da faculdade) Por mais inteligente que eu pudesse ser, não havia como adivinhar o conteúdo da prova sem nem ter feito absolutamente nenhuma aula anterior a mesma, então eu afundava absurdamente em tudo, foi assim durante todos os anos da faculdade, mas eu conseguia ser aprovado ainda assim, porque meu esforço mínimo já gera grandes resultados, costumeiramente.
Chegamos ao problema: Eu não consigo mais me esforçar nem minimamente, eu perdi totalmente o interesse no mundo. Após o problema do último relacionamento, eu fiz um pequeno plano de curto prazo do qual, surpreendentemente, tudo aconteceu, o último estágio do plano era sair do meu emprego e focar em estudar programação, porque é o que está relacionado ao meu curso e onde tenho maiores possibilidades de ganho. Eu me encontro na fase aonde eu posso simplesmente me esforçar e estudar, mas não tenho vontade, eu não consigo ir adiante nisso porque não tenho desejo disso, e não consigo ter motivação e nem o mais importante, disciplina. Pra quê me esforçar? Pelo quê lutar? Eu não amo nada, não consigo amar nada, e não tenho ambição ou cobiça de construir mais nada, eu não sei nem se ainda quero realizar aquele meu grande sonho de ter uma família, eu me decepcionei demais vivendo. Eu sinto que já vivi tudo, já senti como é ter muito dinheiro, como é ter relações sexuais, como é amar e como é ser desprezado, eu nunca me senti verdadeiramente amado por uma garota, mas isso nem mesmo é o foco principal. Eu conseguiria seguir adiante, sabe? Eu sei que se eu sentisse verdadeiramente vontade, eu dobraria o mundo de joelhos pois eu realmente me esforçaria em prol de algo. Acontece que se foi toda a minha vontade de lutar, eu tô cansado. Eu não tiro minha vida porque não quero desistir, eu não quero assumir que eu perdi, eu sei e acredito que enquanto houver vida há esperança, mas... Como pode haver esperança para alguém que não quer mais lutar? Eu não consigo simplesmente abrir um vídeo no youtube de 20 minutos pra estudar, eu tenho desejo de fazer qualquer outra coisa. Antes que pense algo como 'Você só não gosta tanto assim de programação' bem, eu gostaria de gostar de alguma coisa, mas não há nada que eu ame na vida, não há nada que me dê verdadeiramente prazer e que eu queira, eu tenho apenas existido. Pelo menos acho interessante programação.
Eu juntei um dinheiro, consigo me manter por 11 meses sem depender de nenhuma ajuda financeira, eu realmente planejei para que eu pudesse viver esse momento e me dedicar 100% ao estudo de programação, mas eu não consigo me dedicar nem 1%. O tempo tá passando, e eu já tô nessa tem alguns meses, eu tenho vários trabalhos atrasados na faculdade que eu não tenho vontade de resolver, inclusive o meu TCC. Eu sinto que isso tudo é uma bomba relógio até dar um grande problema, mas eu não sinto medo, e as duas razões pra isso são: 1- Eu não me importo 2- Eu sei que se eu me importasse, eu resolveria qualquer coisa.Eu já cogitei que tudo isso pudesse ser uma grande auto-sabotagem, e que eu construí durante 4 anos uma arma pra me destruir, porque no fundo eu me odeio, mas não sei se isso era mesmo a resposta, considerei várias vezes tê-la encontrado, falhei em todas. Esse é o grande abismo da minha vida, infelizmente, cedo demais eu encontrei ele. Eu penso que se eu superar essa necessidade do desejo para lutar, não existirá nunca mais algo que seja um obstáculo pra mim, eu, ironicamente, sou meu maior obstáculo. Como vencer à mim mesmo? Eu não sei se alguém poderá realmente me entender e me dar alguma pista de como sair desse labirinto mental que eu vivo, mas eu preciso tentar pelo menos esse pouco aqui, porque eu sou teimoso demais pra desistir totalmente de mim.
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2020.09.17 06:23 Rotarki Preciso de uma luz.

Eu vou tentar resumir para que não fique muito grande. Eu tenho 22 anos de idade, estou no último ano da faculdade, faço curso na área de tecnologia da informação e estou bastante perdido na minha vida. Eu perdi a vontade de lutar por mim, ao mesmo tempo, eu não quero desistir da minha vida.
Eu formei no ensino fundamental, médio e curso técnico sem tirar uma nota abaixo da média, eu nunca fiquei de recuperação ou reprovei em absolutamente nada, tudo sempre foi muito fácil pra mim, eu simplesmente ia e dava certo, sem me importar com qualquer coisa que pudesse ser um obstáculo. Eu era extremamente cheio de vontade e queria ser alguém 'grandioso', mas o único motivo para isso era a capacidade de construção de uma família feliz, queria ter uma esposa e 2 filhos, e ser para eles um herói, esse era meu sonho de criança. Minha motivação esteve por muito tempo arraigada à ideia de estar ao lado de um amor, e construir uma vida assim... Mas, ao longo da minha vida eu fui me decepcionando muitas vezes, e nunca confiei muito em ninguém, nem em amigos que eu amo, porque penso que estes mesmos podem me deixar um dia. Nunca namorei de verdade, e a garota da qual eu cheguei mais perto disso, que eu mais confiei em toda minha vida e me abri de todas as formas, me abandonou no fim e foi extremamente doloroso, eu me senti substituído e inválido, fraco. A vida perdeu o sentido, e eu me senti um homem impotente comigo mesmo, desprezível até, inferior.
Claro, depois de um tempo eu percebi que o erro era em sua maior parte da garota em questão, e eu também errei em interpretar o quão especial ela era pra mim, eu superei esse relacionamento mas não voltei a ver cor na vida, aquilo era tinha sido o rompimento do último fio que mantinha minha vontade no mundo. O mundo é repleto de pessoas podres, crueldade e decepções de todas as espécies, eu sei que há, entretanto, no meio de todo o caos algumas centelhas de luz, e é justamente o que eu preciso nesse instante, um pequeno milagre, que claro, pequenino aos olhos alheios, pois para mim seria possivelmente o maior que vivi após o meu nascimento. Eu entrei na faculdade já deturpado mentalmente, não era mais obrigado a ficar na sala de aula portanto eu matava muitas aulas, eu não me importava com absolutamente nada, nem com resultados de provas, trabalhos, notas ruins...(Não foi quando houve o rompimento da relação com a garota, eu já entrei na faculdade meio desanimado da vida, o rompimento do relacionamento com a garota foi no começo de 2020, meu último ano da faculdade) Por mais inteligente que eu pudesse ser, não havia como adivinhar o conteúdo da prova sem nem ter feito absolutamente nenhuma aula anterior a mesma, então eu afundava absurdamente em tudo, foi assim durante todos os anos da faculdade, mas eu conseguia ser aprovado ainda assim, porque meu esforço mínimo já gera grandes resultados, costumeiramente.
Chegamos ao problema: Eu não consigo mais me esforçar nem minimamente, eu perdi totalmente o interesse no mundo. Após o problema do último relacionamento, eu fiz um pequeno plano de curto prazo do qual, surpreendentemente, tudo aconteceu, o último estágio do plano era sair do meu emprego e focar em estudar programação, porque é o que está relacionado ao meu curso e onde tenho maiores possibilidades de ganho. Eu me encontro na fase aonde eu posso simplesmente me esforçar e estudar, mas não tenho vontade, eu não consigo ir adiante nisso porque não tenho desejo disso, e não consigo ter motivação e nem o mais importante, disciplina. Pra quê me esforçar? Pelo quê lutar? Eu não amo nada, não consigo amar nada, e não tenho ambição ou cobiça de construir mais nada, eu não sei nem se ainda quero realizar aquele meu grande sonho de ter uma família, eu me decepcionei demais vivendo. Eu sinto que já vivi tudo, já senti como é ter muito dinheiro, como é ter relações sexuais, como é amar e como é ser desprezado, eu nunca me senti verdadeiramente amado por uma garota, mas isso nem mesmo é o foco principal. Eu conseguiria seguir adiante, sabe? Eu sei que se eu sentisse verdadeiramente vontade, eu dobraria o mundo de joelhos pois eu realmente me esforçaria em prol de algo. Acontece que se foi toda a minha vontade de lutar, eu tô cansado. Eu não tiro minha vida porque não quero desistir, eu não quero assumir que eu perdi, eu sei e acredito que enquanto houver vida há esperança, mas... Como pode haver esperança para alguém que não quer mais lutar? Eu não consigo simplesmente abrir um vídeo no youtube de 20 minutos pra estudar, eu tenho desejo de fazer qualquer outra coisa. Antes que pense algo como 'Você só não gosta tanto assim de programação' bem, eu gostaria de gostar de alguma coisa, mas não há nada que eu ame na vida, não há nada que me dê verdadeiramente prazer e que eu queira, eu tenho apenas existido. Pelo menos acho interessante programação.
Eu juntei um dinheiro, consigo me manter por 11 meses sem depender de nenhuma ajuda financeira, eu realmente planejei para que eu pudesse viver esse momento e me dedicar 100% ao estudo de programação, mas eu não consigo me dedicar nem 1%. O tempo tá passando, e eu já tô nessa tem alguns meses, eu tenho vários trabalhos atrasados na faculdade que eu não tenho vontade de resolver, inclusive o meu TCC. Eu sinto que isso tudo é uma bomba relógio até dar um grande problema, mas eu não sinto medo, e as duas razões pra isso são: 1- Eu não me importo 2- Eu sei que se eu me importasse, eu resolveria qualquer coisa. Eu já cogitei que tudo isso pudesse ser uma grande auto-sabotagem, e que eu construí durante 4 anos uma arma pra me destruir, porque no fundo eu me odeio, mas não sei se isso era mesmo a resposta, considerei várias vezes tê-la encontrado, falhei em todas. Esse é o grande abismo da minha vida, infelizmente, cedo demais eu encontrei ele. Eu penso que se eu superar essa necessidade do desejo para lutar, não existirá nunca mais algo que seja um obstáculo pra mim, eu, ironicamente, sou meu maior obstáculo. Como vencer à mim mesmo? Eu não sei se alguém poderá realmente me entender e me dar alguma pista de como sair desse labirinto mental que eu vivo, mas eu preciso tentar pelo menos esse pouco aqui, porque eu sou teimoso demais pra desistir totalmente de mim.
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2020.09.15 22:25 Yog-Shoghoth Tenho medo de conversar com pessoas

Desculpa o texto longo
Desde pequeno sou uma pessoa muito insegura, sempre sofri com bullying, seja verbal ou físico, de dentro e fora de casa, porém, nos últimos 2 anos, sinto que minha vida melhorou, hoje moro apenas com a minha mãe e estudo em uma escola bacana porém, ainda tem algo que me aflige.
Em todas as escolas que estudei nunca fui o garoto popular, sempre me sentei na frente e fiquei sozinho no intervalo, conhecia as pessoas porque elas vinham falar comigo para saber quem eu era, porém eu sempre gaguejava e morria de vergonha, ficava de touca longe de todo mundo lendo ( hábito que sempre tive muito por influência da minha mãe )
Porém, as pessoas que eu menos conseguia conversar eram garotas. Tipo, conseguia conversar tranquilamente com adultos, e com o tempo, aprendi a perceber sobre que assuntos eram mais fáceis de conversar com garotos, porém sempre tive problema com o sexo feminino. E, nesse últimos anos, as coisas melhoraram e pioraram.
Hoje estudo em uma escola em que não sofro bullying, fico um pouco mais tranquilo e tenho uns colegas legais, mas no começo do ano comecei a gostar de uma garota, a quem chamarei de N1. N1 era uma garota legal, que tinha gostos muito parecidos e a conheci por um amigo em comum porém no meio do ano, ela começou a namorar com um garoto e parou de falar comigo ( coisa que me deixou bem mal ) e eles ficavam se pegando no meio da sala de aula, o que me deixava meio incomodado, porém as coisas ainda pioraram.
Durante esse meio do ano ao qual fiquei mal, comecei a gostar de uma garota a qual chamarei de N2, bonita e popular, mas que sempre me tratou bem e me chamava de amigo, e, durante esses outros 6 meses, me apaixonei por ela, passava todas as aulas querendo fazer ela rir, contava piadas ( sempre fui péssimo nisso), ouvia como tinha sido o dia dela e sempre me preocupava com ela, uma das coisas que mais gostava de fazer era cheirar o cabelo dela, principalmente nos dias que ela o lavava, chegando ao nível de adivinhar quando ela o lavava e qual shampoo ela usou, chegava em casa e só ficava pensando/falando dela, e vivia pensando no seu sorriso.
No final de 2019/2020 eu mandei uma mensagem para ela me declarando ( coisa que foi um grande erro, visto que eu não conseguia falar isso para ela ao vivo ) e ela me respondeu dizendo que gostava de mim como amigo e que se desculpava se tivesse me feito mal ( pois ela se abria muito comigo e contava se tinha ficado com alguém ou estava gostando de alguém ) respondi para ela não se preocupar e beleza.
2 semanas depois ela começou a namorar com um garoto que ela tinha conhecido a 1 mês atrás, e no dia do seu aniversário, acabei não indo pois tinha medo de chegar lá e ver ela com ele, então acabei ficando em casa, triste. Quando nos voltamos as aulas, ela começou a ter uma mania de me contar sobre o seu relacionamento, desde as coisas que ele falava para ela até fotos dele, e, eu acabava não reclamando pois me sentia feliz dela me considerar amigo o suficiente para falar sobre essas coisas, porém isso me machucava muito, me deixava se sentindo um lixo. Cerca de dois meses depois eles terminaram ( ele traiu ela ) e, agora na pandemia, sinto que perdi o contato que tinha com ela, tenho vergonha/medo de falar com ela, e sinto saudades de ouvir sua voz, ver o seu rosto.
Me sinto um lixo por ter estragado a nossa amizade e me sinto o garoto mais bosta do mundo. Fico sempre pensando que sou um merda, o pior homem do mundo, que nunca vai conseguir ser ninguém pois é um covarde e fraco. Tenho uma mãe legal com quem consigo conversar, porém não consigo me abrir sobre essas inseguranças. Sinto como se eu fosse o único que não consegue ter alguém, seja um amigo ou namorada, e, sempre vi sobre esse esteriótipo de homem perfeito, que não chora nem sofre, e é um ombro amigo para as pessoas e, não consigo ser assim, muitas vezes deito em posição fetal e choro me sentindo um lixo, ou tento ficar jogando/lendo para esquecer minhas fraquezas. Nunca me considerei um garoto bonito, e, quando criança, não gostava de escovar os dentes, o que me fez ter 6 dentes estragados e 1 torto, agora tenho medo de beijar alguém, quanto mais sorrir, sinto vergonha de falar próximo das pessoas, estava indo ao dentista, porém com essa pandemia acabei parando.
Bom, esse é meu desabafo, e desculpe esse final ficar meio nice guy.
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2020.09.14 13:44 JustCallMeLyraM8 GT DA BROTHERAGEM

GT DA BROTHERAGEM
/cc/
>eu tenho um amigo bem próximo
>amigo não
>ele é tipo um irmão
>amo aquele filho da puta
>vamos chamar ele de Maicão
>nos conhecemos no jardim da infância
>dividíamos o todynho e o biscoito passatempo no recreio
>bolachaéocaraio.mp3
>estudamos na mesma turma até a quinta série quando os pais dele se mudaram pra longe da escola
>ele continuava morando na mesma cidade, mas tava numa escola diferente
>ainda assim nos víamos todos os fins de semana
>nossas famílias se tornaram amigas também
>tudo era um mar de rosas até o final de 2004
>ano 2005
>entra uma aluna nova na minha turma
>o nome dela era Thais
>lembro como se fosse ontem do momento em que ela entrou na sala
>tudo parecia ter ficado em câmera lenta
>o sol batia nela
>o ventilador soprou seus cabelos
>ela marchava como uma égua manga larga do trote formoso
>paudureci naquele exato momento
>o foda é que eu tava em pé naquela hora e a primeira aula era de educação física
>short.gif
>todo mundo da sala começa a rir de mim e a gritar
>me chamaram de pau retrátil porque foi só a menina aparecer que ele subiu
>morri de vergonha naquela hora
>sentei na cadeira e pus a mochila no meu colo
>eu só queria sumir
>até a professora riu
>mas a Thais não
>ela sentou atrás de mim e disse pra eu não ligar pra eles e que eu ficava lindo com vergonha
>caraio vei não pude acreditar
>eu era tão tímido que pedi pra ir no banheiro na mesma hora e fiquei trancado lá até a hora do recreio
>quando o recreio chegou eu pus o dedo na goela na frente da sala dos professores
>acho que vomitei até meu intestino naquela hora
>comecei a dizer que tava passando mal
>os professores me liberaram da escola e fui pra casa mais cedo
>chego em casa e passo a tarde toda tendo fantasias masturbatórias com a Thais
>eu era tão beta quanto aqueles peixes de briga
>quando a noite chega eu corro pra casa do Maicão
>conto tudo pra ele feliz da vida
>Maicão fica feliz por mim
>brodagem.rar
>segue o jogo
>durante o resto do ano eu iria me aproximar cada vez mais da Thais e me afastar cada vez do Maicão
>ele dizia que ela tava me afastando dele mas eu discordava
>dizia que era coisa da cabeça dele
>o tempo passa
>a Thais é promovida à pitanguinha e a distância entre mim e meu brother ia aumentando cada vez mais
>um dia briguei feio com o Maicão quando ele disse que ela tava cmg só por conta do meu dinheiro
>eu não era rico, mas da escola eu era o mais bem de vida
>meu pai era o único que não tava preso e não trabalhava com drogas
>minha mãe não trabalhava na zona
>zoas ela trabalhava sim
>ela agenciava a tua mãe, aquela puta boqueteira
>zoas de novo, minha mãe era artista plástica
>um dia eu acabo falando pra Thais que o Maicão tava se sentindo escanteado
>ela começa a me dizer que era inveja do nosso relacionamento e que ele só queria nos separar
>acabo dando ouvidos a ela e brigando feio com ele
>putaquepariuqueburrice
>nunca devia ter dado ouvidos à ela
>foco no gt
>paro de falar com o Maicão e cada vez mais me entrego pra a Thais
>toda semana era cinema
>lanche na Mc Donald’s
>roupa na Marisa
>minha mesada começou a ser exclusivamente dela
>um belo dia recebo uma mensagem do Maicão dizendo que a Thais tava me traindo
>respondi mandando ele tomar no cu
>ja faziam uns 5 meses que eu não falava com ele e do nothing ele vinha com um papo desses
>ele disse que eu devia ficar atento aos sinais
>não dou a foda pro que ele diz e continuo o namoro
>na semana seguinte vejo ela com uma marca roxa no pescoço
>ela diz que tinha caído da escada
>eu disse que acreditei mas fiquei desconfiado
>nada me tirava da cabeça oq o Maicão tinha me dito
>procuro ele e conto oq aconteceu
>diferente de mim ele não era um filho da puta
>Maicão me ove e depois me conta tudo que sabia
>a Thais tinha vindo da escola em que ele estudava
>ela era conhecida como viúva negra na escola
>ela se prendia à um macho e sugava tudo dele até ele não ter mais nada
>sim, ela tmb sugava o pau
>não, ela não tinha sugado o meu ainda
>Maicão continua a história dizendo que tinha visto ela saindo da casa de um carinha que morava no mesmo bairro dele
>até aí não vi nada demais
>mas ele me disse que ela tinha dado um beijo na boca do cara na saída e quando virou de costas o cara deu um tapa na bunda dela
>ÉOQ?!
>aquela vadia não tinha nem sequer me deixado pegar na bunda dela ainda
>dizia que era só depois do casamento
>eu era beta betoso full +15
>ela me levava pra igreja todo domingo
>acreditava nela sem questionar
>caio no choro e o Maicão me consolou
>disse que eu não tava sendo um bom amigo mas que ele nunca deixou de me ter como irmão
>bolamos desmascarar ela juntos
>ela ia pra casa dele toda sexta de noite
>realizo que era a hora que a mãe dela saía de casa pra ir pro culto de oração da igreja
>caraio_como_sou_burro.jpeg
>chifre.rar
>no dia seguinte falo com a Thais como se nada tivesse acontecido
>ela diz que me ama
>digo que amo ela tmb
>caraio, eu queria matar ela ali naquela hora
>mas amava aquela desgraçada
>feelsbad.png
>sexta feira
>19h
>tava com o Maicão escondido na rua da casa dela
>avistamos a mãe dela saindo de casa
>corremos pra mãe e contamos a história
>mãe não acredita, mas topa ir com agnt até a casa do talarico
>19:30h
>Thais sai de casa com um short enfiado no cu
>pqp pra quê enfiar tanto ssaporra?
>tava tão fundo que ela devia ta sentindo do gosto dele
>seguimos ela de longe
>a vadia entra na casa do moleque
>nessa hora a mãe dela já queria matar ela, mas eu fiz ela esperar
>entrei dando um chutão na porta da frente
>queria pegar ela com a boca na botija
>e consegui
>infelizmente a botija em questão era a rola do cara
>ela tava engolindo o pau daquele moleque com uma facilidade absurda
>nem sua mãe consegue engolir minha piroca tão fácil
>foco no gt
>Thais leva um susto tão grande na hora que morde o pau do cara
>num ato reflexo por conta da dor o cara da um murro na cara de Thais
>ela cai no chão
>a mãe dela comeca a bater nela com uma havaianas e depois começa a arrastar ela pelos cabelos pra fora de casa
>a Thais é arrastada pela rua até chegar em casa
>racho o bico com a cena como mil hienas comemorando a morte do Mufasa
>peço perdão pro Maicão pela cagada que fiz
>Maicão diz que fui um idiota, mas que era o irmão dele e que nada iria nos separar
>dois dias depois Thais chega na escola toda roxa
>tinha apanhado tanto que o conselho tutelar tirou a guarda dela da mãe
>ela chega perto e diz que quer falar CMG
>ignoro
>ela me puxa pelo braço, olha no meu olho e diz:
>como vc descobriu?
>digo que o Maicão me contou tudo
>ela diz que vai pra um orfanato hoje. Só foi na escola buscar sua transferência.
>Kkkkkjkkjjjk
>ela diz que eu posso rir agora, mas quem ri por último ri melhor. Disse também que nunca iria esquecer aquilo e que o Maicão iria pagar por ser x9
>puxo meu braço, dou as costas e vou embora
>ano 2016
>terminei a escola e faço faculdade
>Maicão faz o mesmo curso que eu e estudamos na mesma turma novamente
>full brothers +15
>desde o episódio com a Thais nunca mais tínhamos brigado
>trabalhávamos, tínhamos nossa independência
>tudo ia bem até recebermos o convite para uma festa que rolaria naquela noite
>eu e o Maicão dividiamos o apartamento agora
>o convite veio por baixo da porta dentro de um envelope
>open_bar.jpeg
>o envelope vinha com 2 pulseiras
>as pulseiras davam acesso à área vip da festa onde rolaria os alcoolismo
>ficamos relutante por um momento até abrirmos a carta
>a carta tava endereçada à mim e ao Maicão
>era uma letra de mulher
>não tinha muita informação só dizia que não deviamos perder a festa por nada e que lá tudo seria explicado
>não tinhamos nada à fazer então topamos
>22h
>party.time.jpeg
>logo de cara fomos recebidos por duas loiras peitudas que estavam de camisa branca
>ambas estavam dançando na entrada da festa enquanto se molhavam com uma mangueira
>séélococuzão.rar
>a festa tinha uma proporção de 4 depósitos para cada homem
>a cada dois homens, um era gay
>era tipo o plenário da câmara dos deputados só que ao contrário
>quando entramos no salão principal todo mundo virou pra a gente
>tipo aquela cena do universidade monstro
>as depósitos cochichavam entre elas
>pensamos que tinha algo errado conosco mas a vdd é que éramos os caras mais lindos dali
>na vdd nem éramos isso tudo, mas tínhamos rola e éramos heterossexuais
>feelsalpha.png
>fomos andando até a área vip
>a decoração da festa era cheia de fotos de uma depósito
>era uma ruiva 10/10
>a festa devia ser dela
>tive a impressão que ja tinha visto ela em algum lugar
>áreavip.gif
>a área vip era lotada de bebidas
>não tinha uma depósito abaixo de 8/10
>no buffet tinha camarão e lagosta
>mano do céu era a festa mais foda que eu ja tinha ido
>quando olho pro lado ta o Maicão atracado com uma mina
>dois minutos depois a mina larga ele e agarra outra mina
>ÉOQ?!
>aquilo tava parecendo um bacanal grego
>uma coisa no entanto me incomodava
>quem teria nos convidado?
>avisto a anfitriã da festa, aquela ruiva 10/10
>ela se aproxima de mim lentamente
>mano do céu, paudureci na hora
>só conseguia imaginar eu enfiando o pau tão fundo nela que quando eu terminasse ia ta na camada do pré-sal
>a calça aperta e ela percebe que estou preparado para o abate
>fico sem graça e tento disfarçar
>ela vem por trás de mim, ri e diz que eu fico lindo com vergonha
>gelei na hora
>caraio, era a Thais - pensei
>pergunto se ela era a Thais
>ela ri e me chama de idiota.
>diz que seu nome é Raquel
>caraio, ela nao tinha nada a ver com a Thais
>errei feio, errei rude
>pensei que tivesse estragado minha chance
>raciocinando com a destreza de um crackudo na fissura e digo:
>é porque thaislinda com essa roupa
>ela ri, eu rio, segue o jogo
>nessas horas eu nem sabia mais que existia um Maicão
>só pensava em mergulhar naquelas tetas magníficas
>na boa, se ela fosse minha mãe eu mamaria até hj
>quando olho pro lado o Maicão tava agarrado com duas ao mesmo tempo
>bodyshot.gif
>caraio o Maicão tava levando uma surra de peito na cara enquanto bebia e eu no 0x0
>me aproximo da ruiva já na maldade
>ela chega do meu lado
>põe a mão no meu ombro e fala na minha orelha direita:
>quem é esse teu amigo?
>poooooooooooorra.mp3
>o moleque ja tinha catado duas e agora ia catar a ruiva
>tive vontade de mandar ela se fuder, mas ele era meu brother, não podia prejudicar ele
>nenhuma depósito ficaria entre nós
>não deu nem 10 minutos do momento que disse o nome dele pra ela e ela ja tava agarrada nele
>a ruiva chupava a língua dele como se fosse o último picolé do verão
>avisto uma depósito 9/10 dançando sozinha
>penso em me aproximar, mas antes que eu chegue a ruiva puxa ela e põe na roda com o Maicão
>ja não entendia mais nada
>eu sempre pegava as depósitos +/10 do que ele e agora ele tava numa orgia de bocas e eu sem nada
>começo a beber
>realizo que ta na hora de baixar as expectativas
>avisto uma ananzinha 5/5 escorada no balcão
>me aproximo dela e pergunto se o pai dela era padeiro
>ela pergunta se era pq ela era um sonho
>eu digo que era pq eu queria comer a rosca dela
>sério que anã rabuda do carai
>a anã me dá um tapão e sai de perto
>vsf que festa merda do carai
>comecei a beber descontroladamente pra compensar a frustração
>dou em cima da garçonete
>a garçonete era uma trans
>ela me esnoba e vai embora
>vômito.rar
>caraio nem a mulher com rola me quis
>decido que hoje não é meu dia e que ta na hora de voltar pra casa
>procuro o Maicão pra ir embora cmg
>vejo ele entrando no carro com duas 1,5 depósitos
>pensei que ele tivesse indo pra um motel ou algo do tipo
>ele tava de mãos dadas com a ruiva e com a anã 5/5
>a ruiva olha pra mim, da uma risada e depois um xauzinho
>caraio que raiva daquela ruiva
>me esnobou e agora vai dar pro meu brother
>faço sinal pro Maicão que vou embora
>ele grita “Oklahoma”
>era nosso sinal secreto
>significava que ele ia realizar o ato de socação intra uterina e que eu não deveria incomoda-lo
>entendo o recado, dou meia volta e volto pra casa
>chegando em casa
>tudo girava por conta do álcool
>brinco um pouco com o o Visconde de Sabugosa até ele cuspir
>durmo
>no dia seguinte acordo com dor de cabeça, deitado no sofá
>percebo que tinham 537272717 chamadas não atendidas no meu celular
>todas do Maicão
>imagino todas as desgraças do mundo
>comeco a ligar de volta mas ele nao atende
>recebo uma ligação de um número desconhecido no meu celular
>é uma mulher
>ela ria descontroladamente
>disse que estava na festa o tempo todo me observando
>pergunta se a noite foi boa e se eu peguei alguém
>mando ela tomar no cu e digo que peguei a mãe dela
>ela racha o bico e diz que é impossível pq a mãe dela foi a primeira a pagar oq devia
>gelei na hora
>reconheci a voz
>era a Thais
>ela começa a contar seu plano do mal
>diz que foi parar num orfanato depois daquele episódio
>que apanhou muito da família onde foi parar mas a família era podre de rica
>a família produzia festas tipo o tomorrowland
>viajaram pra fora do país e levaram ela junto
>disse que por muito tempo quis se vingar mas a família não dava a foda
>dois meses atrás a família tinha morrido num acidente de carro e ela ficou como única herdeira
>ela pôs como meta de vida concluir a vingança que passou anos arquitetando
>disse que a festa foi planejada por ela
>que todas as depósitos da área vip foram contratadas por ela baseadas no meu tipo de mulher
>pergunta como me senti não pegando ngm e vendo o meu “amiguinho” catando todas
>respondo que a vingança dela era uma merda e que tava feliz pelo meu brother
>ela racha o bico e diz que a vingança dela não era me deixar sem pegar ngm
>ela queria se vingar dele por ele ter dedurado ela
>pergunto qual vingança há em encher a rola dele de depósito
>você verá - ela me disse
>desligo o espertofone e percebo que chegou uma mensagem do Maicão no oqueapp
>faz uma semana que o Maicão toma mais coquetel que o Amaury Jr.
pica relatada da mensagem
https://preview.redd.it/9o5g9y8ep3n51.jpg?width=1080&format=pjpg&auto=webp&s=3dbefd7c59d10e7b40b9168ddac79176762f8591
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2020.09.10 15:46 henrylore Najiyu Ep 1 - A cachoeira

*Cenário todo pegando fogo
*cenário todo destruido
*explode um pedaço de um castelo ¿¿¹(pessoa de olhos vermelhos): acabou. eu destruí o líder em alguns segundos.
¿¿²(uma moça de cabelo rosa): você nem sabe o que você pode causar se fizer isso! VOCÊ NÃO PODE DESTRUIR TUDO
¿¿¹: é uma pena que todos vocês só conseguem dizer isso...
¿¿²: eu não vou deixar! *puxa espada ¿¿¹: *ataca rapidamente e acerta com a espada na ¿¿² é uma pena né... que nem esses poderes sagrados que você tem... são suficientes pra parar uma guerra ¿¿³(um velho com uma manta e um tridente): VOCE NÃO VAI CONSEGUIR *corre em direção ao ¿¿¹
**explode tudo
**você consegue ver uma criança caída no chão dentro do castelo em um lugar mais no cantinho dos escombros depois de tudo destruído
**da zoom na testa da criança e você consegue ver uma espiral
*muda pra um tempo depois e tudo volta ao normal
**numa casa
[o cenário é um quarto, com uma cama e uma mesa de cabeceira]
**debaixo do cobertor:
*sai uma cauda (de raposa)
??: *levanta e sai da cama (você consegue ver o símbolo na testa dele tbm)
hmmmmm
*abre a porta e sai do quarto
tem alguém aí?
**literalmente ninguém responde
*vai na cozinha
DOKE!
Doke?
Dooookeee....
...
Doke?
é, ele sumiu
*sobe na mesa possibilitando nossos queridos espectadores de ver o character design do nosso querido Henry
Henry
Idade: 12 anos (vai fazer 13) Altura: 1,59 Cabelo: loiro e cacheado Coisas adicionais: ele é uma raposa mas ele mesmo não …
Do: Henry? acordastes
H: *corre em direção ao doke
SIM!
como vc ta, conseguiu o telescópio q vc queria?
Do: nah, ainda não
H: mas já se fazem alguns meses...
Do: você sabe, não é todo dia que se vendem telescópios por ai
H: mas e a chuva de meteoros daqui a uma semana?
*faz carinha de choro :(
Do: relaxa a gente vai conseguir *abraça o henry
H: ... ei doke, já faz um tempo que eu quero te perguntar isso....
olha, eu nunca vi bodinhos andando com duas orelhas laranja e uma cauda laranja... então?
Do: você é um bode diferenciado
H: igual você que tem um chifre enorme?
Do: ainda bem que você não é um peixe, porque se fosse um, eu já teria pescado-
H: '-'
fiquei com medo
Do: imaginei. enfim, eu vou pescar
H: tabom, vê se não traz um baiacu dessa vez
Do: vou trazer dois, serve?
H:
*sobe na mesa possibilitando nossos queridos espectadores de ver o character design do nosso querido Henry
H: VE SE NAO DEMORA TA BOM?
Do: PODE DEIXAR...
H: ainda me da calafrios de pensar de onde eu vim...
**cai um livro de capa azul lá da estante
H: ... as pesquisas do doke... H: *abre o livro
Raposas são vistas normalmente na parte mais floresta de Naji, normalmente encontradas nas partes mas frias, e nas partes mais quentes no inverno.
Raposas são reconhecidas em Naji pela sua capacidade de controlar o fogo e de sua velocidade.
Raposas se adequam a novas experiências muito rápido
Raposas costumam ser mais sensíveis na cauda, tornando-a um alvo dos inimigos quando se trata de derrotar uma raposa.
Raposas da neve costumam ser brancas por se adaptarem a se camuflar na neve
Raposas da neve se adequam melhor a climas mais frios, e costumam ser mais experientes em áreas de caça.
Raposas vermelhas Possuem coloração laranja na cauda e nas orelhas E podem estar em qualquer região, menos a de calor extremo H: *olha pra própria cauda
^
e preferem ambientes mais aconchegantes
H: *tem um flashback do passado
{DOKE EU NAO VOU DORMIR SEM COBERTA!!}
to começando a perceber um padrão aqui...
^
Têm dificuldade de controlar mais de 1 elemento
H: *olha pro proprio dedo
eu quero... FOGO!
.
.
.
FOGO!
.
.
.
...fogo?
é, ninguém me ensinou isso afinal né...
vamo continuar
^
Raposas do deserto ou Feneco
**ouve a porta
Do: tô em casa
H: !!!!!!!! *fecha os olhos e aponta o braço na direção do livro *teleporta o livro pra estante *da um sorrisinho
*sai correndo
Do: tá em casa??? ah oi Henry
H: oi Doke tudo bom quanto tempo
Do: eu tô morrendo de cansaço...
H: mas são 12h...
Do: você fica cansado todas as 23h e 6 minutos do dia, Henry
H: não se compare comigo.
Do: você parece assustado, o que houve?
H: ... eu tava conversando com os coelhos ontem... e... já ouviu falar de raposas?
elas parecem bem parecidas comigo pelo oq falaram
Do: parecem bem parecidas é o auge do que tu ja me falou...
hmmmmm....
não, elas não tem nada a ver com você
H: MAS EU TENHO CERTEZA QUE-
Do: vamo lá Henry voce deve tá com fome, pega alguma coisa na cozinha e vai comer.
H: doke, EU sei que eu sou uma.
Do: *olha pro livro e ve ele meio caído Você olhou minhas coisas né?
H: sim.
Do: hmph...
H: *vira pro lado e pega o livro da estante
Do: *lendo
eai, o que vai fazer com essa informação?
é Henry você é uma raposa.
H: o que aconteceu com a minha família
Do: eu ainda não posso te contar *joga o livro no chao
o reino não deixa-
H: dês de quando a gente tem um reino?
vocês nunca me contaram nada mano
Do: Henry, isso é coisa de 10 anos atrás, você não vai querer sbar
H: QUANDO EU TINHA 2 ANOS?
Doke, a minha infância foi só apagada e eu não posso saber de nada....
Do: sua infância foi comigo, e você deve lembrar disso
H: E ANTES DISSO?
eu não vejo duas cabras parirem uma raposa
você nem lembra quando eu nasci né?
Daqui a 2 semanas é meu aniversário, você lembra? Do: ... ffff Henry o importante é que somos felizes ago-
H: é tudo sempre a mesma coisa eu queria sair e fazer aventuras mas você sempre fala que se eu me distanciar eu posso ser sequestrado ou sei lá eu sou um fugitivo por acaso? *sai pela porta da cozinha
Do: ...
[eles moram no topo de uma cachoeira, inclusive]
H: *na ponta da cachoeira pensando
...
*pega um ukulele de um lugar ali perto
Dó Ré Mi Fa...
Do: HENRY
H: que foi agora
Do: você ainda quer conversar sobre...
raposas?
H: não, quero conversar sobre o que houve 10 anos atrás
Do: Henry SE VOCÊ FUGIR TUDO VAI-
H: TUDO VAI? ? ? ? ? ? ?---
uh-
*escorrega da pedra e cai da cachoeira de 1km de altura
Do: HENRY
...
H: AAAAAAAAAAA
**
H: .........
*levanta
aaaah
??: *olhando pra ele
Ih ala, macaco novo na área...
H: AAAH
quem é tu
??: quem é tu né eu so te vi caindo igual a maçã na cabeça do isaac newton e tu vem me perguntar quem sou eu?
H: é o que?
L: vai, levanta dai da agua que ficar com a bunda molhada em pleno inverno não vai ser muito legal. Meu nome é Lusk. mas pode me chamar de...
*faz umas pose mt aleatória
LUSK!
H: .-. ok confesso que estou indeciso sobre qual dos dois te chamar
L: HÁ AGORA QUE NAO TEM DUVIDAS SOBRE QUEM EU SOU.... quem é você
H: meu nome é henry, eu caí porque eu tropecei e eu venho de uma família de cabras
L: hmmmmm. *coloca a mão no queixo em posição de análise
olha eu não sou nenhum profissional em biologia mas... suas orelhas e cauda não condizem com as de uma cabra...
H: valeu aí médico do SUS
L: nada
mas aí não seja por isso, venha conhecer a vila a menos que queira ficar andando na cachoeira até a conta de agua da terra chegar
---um tempo depois---
**os 2 andando na vila
L: então quer dizer que você é uma raposa?
H: uhum
L: e você caiu do ceu?
H: uhum
L: e você...
H: sim.
L: ok. tendo em vista tudo isso eu vou me apresentar
EU SOU LUSK O GRANDE
**passa uma bola de feno
H: ah sim....
L: MAS EU NÃO TE MOSTREI A MELHOR PARTE
*junta as mãos e levanta uma grande ventania pra cima do henry
H: *coloca a mão na cara
é assim que vocês cumprimentam as pessoas por aqui?
L: na maioria das vezes
H: entendi
**corta pros 2 andando pela vila
L: olha só eu tenho que dizer pra você tomar cuidado quando anda comigo, muitas pessoas me conhecem e eu sou muito famoso ok? **os 2 tão passando numa vendinha
L: OLA MEUS FÃS
Mta gnt: FÃ O CACETE! OU SAI DAI! PARA DE GRITAR EU QUERO DORMIR!
H: realmente eles te amam
L: viu? *cai um tomate na cabeça do henry
Pessoa que jogou: *fecha a janela
L: EI NÃO ENCHE OU EU ARRANCO A SUA CARA FORA!
caham, onde a gente tava? falando nisso? Tu é uma raposa?
H: uuuh, sim?
L: ah legal, é que eu nunca vi raposas por aqui
H: e você já viu raposas?
L: quando eu morava no reino e não aqui na vila
H: hmmm, e como é lá
L: olha, cara, confia em mim, é melhor a gnt não conversar sobre aqui.
H: ?
L: depois te conto. ENFIM, não é todo dia que se cai de uma cachoeira, conta mais sobre a sua cara H: ele parece nunca ter visto um ser humano antes Hmmmmmmm... eu... eu tava conversando com o Doke
L: e quem é o brother
H: ele é tipo meu pai só que não é meu pai saca
L: Não.
mas enfim pelo visto você me entende bem
mas e agora, o que pretende fazer agora que caiu aqui em baixo?
H: ... eu acabei de acordar então eu tô com fome
L: COMO ASSIM VOCE ACORDA 17H MANÉ
H: ue *vira a cabeça e olha pro lusk
L: VOCE DORME MAIS QUE UM HOMEM ANIMADOR DE FÉRIAS
CACETES
mas confesso que não comi nada até agora também...
*bota a mão no bolso e puxa umas moedas
mas eu acho que dá pra comprsr um ramen pra você
H: seriao? não precisa cara
L: mas eu quero.
H: ah então eu não posso fazer nada
então onde q a gnr compra
L: na loja do seu Imura claro
H: Imura?
L: ele é um cara elegante, relaxe
H: :0
**um tempo depois
L: *abre a porta do lugar
(o cenário é um lugar pequeninho onde tem um teto transparente com folhas por cima [o tamanho é tipo do ichiraku mas maior])
*da um socão na mesa
AE TIO O QUE TEMOS PRA HOJE
**vem do além um hashi voador
L: *segura ele com os dedos
??: *poe uma tigela na mesa
E O QHE TEMOS PRA HOJE
L: TIO IMURAAAAAA
Im: Olá.
o que comerás hoje caro MENINO!
L: uuuh o de sempre mas não vou ser eu quem vou comer
eu trouxe um cara
H: oi
Im: ... MENINO! OLA PRAZER
*aperta a mão do Henry
H: uuuh
Im: SEJA MUITO BEM VINDO AO IMURA CAFÉ ONDE VOXE PODE COMPRAR QUALQUER COISQ QUE QUEIRA COMER
L: até pedra
Im: XIM MENINO!
*olha direito pro henry
...
Uma rapoja por aqui... estranho... onde é que o luxk axou exe menino...?
TOME
*coloca ramen na mesa e da os hashis pro Henry
H: valeu, velhote
Im: Ei Luxk precisamos convexar
L: *desce da cadeira e vai pra trás do balcão
*vai lá pra trás
H: *consegue ouvir um pouco abafado
Im: voxe nao xoube que o guarda real malhuco vira hoje?
L: guarda?
Im: nós xomos rivais então elex prometeram mandar uma menxagem hoje..
E XE VIREM UMA RAPOJA O QUE FARAO?
L: tem razão velhote
H: ...
*mini flashback
Do: Henry o reino ele pode ser muito perigoso para raposas nós não podemos nos arriscar assim...
...
L: voltei Henry
H: terminei de comer, muito obrigado cara
L: *barriga ronca
*da o dinheiro pro cara
Im: ... o que voxe vai querer?
L: mas eu não tenho mais dinheiro
Im: o do MENINO é de graxa voxe é o único que paga aqui
L: OOOOOOOO
**um tempo depois um pouco de noite
L: estou cheio cara
H: to vendo
L: mas nós temos que conversar mano
H: hm?
L: acontece que um cara sinistro vai aparecer aí daqui a pouco então nós temos que...
*lembra doq o Imura disse
Im: eu irei abrigar vocês. então venham para cá amanha
L: nos refugiaremos na casa do Imura
H: tranquilo então
L: espero sair vivo dessa...
H: mas aí você não me mostrou sua casa você tem casa não é?
L: Nao, EU sou um mendigo.
H: que bosta hein
L: É OBVIO Q EU TENHO CASA MANE
H: la você me explica direito tudo
**chegando na casa do lusk
[é uma quitinete meio desarrumada com um banheiro e um sofá e uma mesa]
L: *mexe debaixo do sofá e pega um mapa enrolado
*vai em direção a mesa e estende ele lá
aqui é o reino de Valdehalle
*aponta um pouco do lado
aqui é Heartville, onde a gente tá
H: e essa neblina aqui?
L: sei lá eles chamam isso aí de reino da neblina oculta
dizem que são uns caras que vão contra o reino
H: ...
L: vai entender né
H: *levanta
a gente tem que acordar cedo amanhã pra poder ir pra casa do Imura se der tudo certo a gente sai dessa tranquilo
L: o que vc planeja fazer você só caiu aqui você não consegue voltar?
H: eu caí aqui em busca de informações sobre mim mesmo
e pra descobrir coisas que meu pai não pôde me contar
L: ...
H: vai que a gente muda algo né?
L: *da um leve sorrindo
olha, amanhã eu irei te acordar SE VOCÊ NAO ACORDAR EU TE CHUTAREI
H: tá bom pedro cara feia
**no dia seguinte
.. L: ACORDA MARILENE QUEM GANHA DINHEIRO NA CAMA É
H: ja acordei... o que você ia falar
L: hm? testador de colchão claro todo mundo sabe que quem ganha dinheiro na cama é testador de colchão
H: ah sim...
L: *pega o mapa
VENHA
**os 2 saem na direção do Imura Café
L: *ve os moradores com armas andando por aí
..... hoje não é um dia bom
H: ....
**vão andando na espreita
H: pq a gnt tá se escondendo
L: pq se nos virem vão mandar a gente ficar com alguém que a gente nao quer então trate de se esconder
H: *entram num beco
??¹: *vê cauda do Henry
*vai em direção ao beco e olha
hmph, deve ter sido impressão
H e L: *chegam no Imura Café
H: *bate na porta
Im: MENINOS! Ah que bom que extao aqui
entreis
**os 2 entram
**ouvem algo explodindo
Im: elex ja devem ter chegado
oh não
H: isso é um problema
L: ugh
H e L: *se escondem na cozinha
??²(um guarda aleatório do reino): PROCUREM EM TODAS AS CASAS eles devem estar por aqui
eles não pagaram o que deviam
e tem uma raposa aqui você diz?
??³: é-é sim senhor!
....
??²: hmph...
PROCUREM EM TODAS AS CASAS!
H: °°
??⁴: *bate na porta da casa do Imura
TRM ALGUÉM AÍ
SE TIVE DIGA AGORA!
Im: .... isso é um problema
??⁴: ABRA EU SEI QUE TEM ALGUÉM AÍ
*bate mais forte
Im: me dexculpe meninos já volto
uuh sim?
??⁴: TENS UMA RAPOSA AI QUE EU SEI
Im: nao tem nada aqui
??⁴: EU ESTOU SENTINDO MANA E NÃO É A SUA
Im: uuh relaxa, não faz sentido querer procurar num restaurante
EU SO ESTAVA AQUI QUANDO COMECOU ESSA INVASÃO
H: voce notou isso?
L: o que
H: o Imura nao tá falando errado...
L: isso é alarmante...
??⁴: *quebra a porta do restaurante
me mostre.
Im: me desculpem
*junta as mãos
*levanta umas pedras do chão
??⁴: *defende com as mãos
... me deixe passar
*explode tudo
H e L: °°
*se escondem um em cada armário do restaurante
??⁴: não devem estar aqui
DEVEM ESTAR AQUI PERTO PROCUREM!
L: vem, Henry temos QUE-
*congela na saída
....
H: o que fo-
L: i-i
**veem Imura no chão e tudo destruído
L: ........
H: ah não...
....
continua no próximo episódio :D ep 2 Rivais de Reinos diferentes, o mais forte prevalece...
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2020.09.01 14:32 Des777soc Pantera Negra: O filme que nega e rememora o Partido dos Panteras Negras (um texto para quem já assistiu o filme)

Não tenho aqui a pretensão de fazer uma review do filme em seus aspectos cinematográficos, uma vez que tantos outros o farão de forma mais habilidosa, mas gostaria de abordá-lo em uma perspectiva política apontando a distonia entre o que inspira o filme e o que o filme busca inspirar, tudo entremeado pelos atropelos destes tempos de Temer e intervenção federal no Rio.
Começo desembaraçando a origem do personagem ficcional Pantera Negra que debutou no volume #52 do Quarteto Fantástico (Marvel Comics) de julho de 1966, sendo este o Rei T’Challa, protetor da nação ficcional de Wakanda. PHD em física por Oxford, inventor, cientista, político, estrategista e hábil caçador e para quem não sabe ainda, um homem negro. Transposto para a realidade, poderíamos considerar seu equivalente um dos fundadores do Partido dos Panteras Negras, uma organização socialista revolucionária, fundada por Bobby Seale e Huey P. Newton quatro meses depois do debut da criação de Stan Lee e Jack Kirby em outubro de 1966, esta exerceu primeiramente a função precípua de formação de milícias populares para monitoramento do comportamento dos oficiais do departamento de polícia de Oakland, Califórnia. Considerarei para a seguinte analise o arquétipo incorporado por Huey P. Newton, PHD em filosofia social, bolsista da UCLA, assassinado a tiros em 1989.
Partimos, portanto, do fato de que ambos (T’Challa e Huey) enquanto homens adultos, em um patamar educacional acima da média, líderes de comunidades negras, as coincidências acabam por aí (continuo mais a frente). Neste ponto apresento a outra metade da equação cinematográfica, Erik Stevens (Killmonger) o vilão encarnado por Michael B. Jordan, um órfão que emerge da máquina de guerra do império, um mercenário cujo único intento é vingar-se da morte do pai.
T’Challa encarna o herdeiro de uma nação superdesenvolvida no coração da África, se utiliza de um mineral raríssimo enquanto combustível possibilitando Wakanda a dar saltos tecnológicos muito a frente do “Ocidente” ao passo que se utiliza dessa mesma tecnologia para manter a nação oculta aos olhos dos colonizadores brancos. Uma alegoria do que a civilização africana poderia ter sido se jamais colonizada, que Disney agora vende como uma fantasia do que se permite ao espectador sonhar.
Erik Stevens (Killmonger) se apresenta como o brutamontes raivoso criado no gueto, conta vantagem de um sem números assassinatos, não esboça qualquer sentimento ao assassinar sua companheira por atrapalhá-lo em uma missão, facilmente transmutável num thug de gangsta rap ou num mano traficante do Rio, a personificação estrita de um bandido como se dá em “bandido bom é bandido morto” mas para ser assistido nos EUA, no Brasil e na China. Ele tem o único propósito de se utilizar da tecnologia de Wakanda para criar uma nova ordem, onde sob seu comando o ocidente será submetido aos mesmos horrores a que ele e toda sua gente foram submetidos. Obviamente que o mero esboçar desses horrores já fazem o espectador médio tomar partido.
A oposição entre os dois personagens (T´Challa e Killmonger) se dá de forma propositalmente unidimensional assim não é permitinda a dialética entre esses dois conhecidos espantalhos, o do escoteiro e o hooligan. T’Challa é intransigente quanto ao fato de não querer permitir que outros povos negros se utilizem da tecnologia criada em Wakanda para sua própria emancipação, isso se dá por princípios, entre os quais o da manutenção da tradição (sendo Wakanda uma monarquia tribal de caráter hereditário, cuja única forma de alternância no poder se dá através de uma luta ritual com outro líder tribal até a morte), portanto, não estamos falando de nenhuma democracia e o segundo princípio, o do nacionalismo, tantas vezes incorporado no grito de guerra “Wakanda para sempre” e pelo reconhecimento xenofóbico da dificuldade de se receber pessoas negras que não possuam a tatuagem signo da nação, algo que não impede a entrada do homem branco (ainda por cima um agente da CIA), em síntese, uma monarquia tribal nacionalista que se nega a prestar auxílio aos seus (descendentes, expatriados) em todo o mundo com base num princípio de centralização do poder e autopreservação. A possibilidade de apresentar uma nação negra ultra futurista como um exemplo de democratismo pleno e baseada em valores comunistas é algo que extrapola a criatividade de Disney e mesmo da Marvel Comics.
Killmonger é a revolução sem teoria, um anarquista que não vê as consequências de quebrar a máquina sem ter ideia do que a substituiria, o esquerdismo em um estado primitivo que Disney nos rememora que deve sempre ser temido, T’Challa é o intelectual orgânico que trabalha pelo status quo, tem a tecnologia, os fundos e poder centralizado em suas mãos e com estes luta pela manutenção das instituições burguesas.
Onde resta Huey P. Newton em toda essa fantasia? Um homem negro, socialista revolucionário, PHD em filosofia, que implementou programas comunitários de segurança alimentar para crianças e idosos, clínicas de saúde gratuitas, até mesmo uma escola dos Panteras Negras, esforços que no Brasil só podem ser comparados aos do MST. Em relação a esses dois espantalhos a quem ele mais se assemelha? O fim de qual dos personagens coincide com o do líder dos Panteras Negras? https://www.nytimes.com/1989/08/26/us/arrest-in-murder-of-huey-newton.html
Huey, esse personagem histórico que sucede o ficcional, a meu ver é repartido propositalmente em dois de forma irreconciliável na adaptação cinematográfica dos quadrinhos, ao ponto de alienar qualquer representação da crua realidade do enfrentamento dos Panteras Negras contra o establishment norte americano em sua incorporação pelo aparelho policial.
Por fim T’Challa fere de morte Killmonger num prolongamento do processo de sucessão que restou aberto por sua sobrevivência graças a interferência do sacerdote real, juiz do processo (manobra formal via STF?). T’Challa resgata a humanidade de Killmonger através de sua subjugação e o permite assistir um último pôr do sol em Wakanda, um vislumbre do devir que deveria se estender a todos.
Morto o revolucionário, reafirma-se o conservadorismo, a tradição e vivem felizes para sempre em seu paraíso artificial? Não. Qual o motivo para isso, se há algo ainda mais reacionário a se fazer? T’Challa vai a ONU entregar todos os segredos tecnológicos num grande ato de desprendimento, onde veremos um bando de líderes mundiais imensamente felizes, asiáticos, latinos, africanos…, mas ninguém que se assemelhe a Trump, Merkel ou Netanyahu. Tamanho desprendimento é impensável e por isso é facilmente encarado com candura pelos espectadores, entretanto, no dia 26/02/2018 vimos em primeira mão a transposição da fantasia para o mundo real na ainda mais inacreditável e absurda filantropia do governo Temer ao doar a Embraer para a Boeing.
Huey Newton não é lembrado nem como easter egg, personagem de fundo, pichação na parede, mas o mais aviltante, também não é permitido a Killmonger se assemelhar a ele, assim os Panteras Negras foram lembrados apenas por serem homônimos, uma coincidência abusada pelos direitistas que fingem terem sido violentados nas filas para o filme e pela esquerda pequeno burguesa que comemora um filme com staff predominantemente negro e a fantasia boba da Shangri-la no distante continente natal, motivo pelo qual foram criados memes que inundam as redes sociais americanas. Mas os Panteras Negras foram também lembrados pelos movimentos negros socialistas que se aproveitaram das grandes filas do recordista blockbuster da Marvel para fazerem protestos pela libertação dos 16 Panteras Negras que ainda permanecem presos, assim como da morte dos 8 integrantes que faleceram na prisão.
Os Panteras Negras constituíram um movimento social de legitima defesa de suas comunidades, assim como de assistência social via programas de alimentação infantil, de saúde, educacional e de informação. Foram perseguidos pelo FBI, vigiados, infiltrados, difamados, sabotados, alguns assassinados e tantos outros presos em uma campanha governamental para desacreditar e criminalizar o partido, esvaziar a organização de recursos e militantes. (A campanha contra as fake news manda lembranças).
Não quero com esse texto diminuir a conquista que é ter um staff predominantemente negro na indústria cinematográfica estadunidense, ainda mais após as mobilizações de 2016 e 2017, mas sim saudosamente lembrar e aspirar pelo dia em que um filme sobre o verdadeiro Pantera Negra, Huey P. Newton e a Wakanda criada nos guetos de Oakland em 1966 lote tantas salas e assentos quanto belíssima fantasia estilizada de Disney.
https://jornalggn.com.bnoticia/pantera-negra-o-filme-que-nega-e-rememora-o-partido-dos-panteras-negras-um-texto-para-quem-ja-assistiu-o-filme/
submitted by Des777soc to BrasildoB [link] [comments]


2020.08.24 15:02 LeastFudge9 Se querem uma dica, procurem saber o que buscam em relacionamentos antes de sofrerem por não estarem em um (ou de efetivamente entrarem em um)

Vejo muitos posts de "nunca namorei" por aqui, entendo cada um de vocês e digo que me vejo um pouco nesses posts também. Talvez meu post ajude. Isso aqui vai ser longo.
Sou homem, hétero e tenho quase 25 anos. Até os 22, nunca tinha namorado, nem transado, e entre essa idade e meu primeiro beijo (aos 11 anos de idade), eu havia beijado quatro garotas, uma delas talvez eu não devesse contar, pois foi uma amiga de minha mãe bem mais velha que praticamente me forçou a fazer isso quando eu tinha 14 anos. Mas ok, contemos quatro garotas dos 11 aos 22 anos. Isso me deixava triste nos mesmos moldes que vejo aqui em muitos posts.
No dia do meu aniversário de 22 anos, uma conhecida 16 anos mais velha avançou nas investidas por WhatsApp e me enviou nudes. A partir de então, foi tudo muito rápido, tive minha primeira vez com ela e foi fantástico. Ela estava em um processo de divórcio iniciado havia menos de um mês e tinha um filho de oito anos. Daí começa meu inferno.
Ela era uma mulher muito inteligente, bonita e, para me convencer a iniciar um namoro, praticou o famoso "love bomb", eu me sentia o cara mais foda do mundo, ela inflava minha autoestima de uma forma que ninguém jamais havia feito. Iniciamos um relacionamento sério e entrei no fogo cruzado de uma guerra que envolvia minha então namorada, o filho único dela de oito anos de idade e um ex marido extremamente agressivo e descontrolado.
Cheguei a receber ameaça por WhatsApp do tal ex, o filho dela levava recadinhos velados do pai pra mim, me ligava quando estava com os coleguinhas e me xingava das piores coisas e dos piores nomes possíveis (palavras que uma criança da idade dele não devia saber). Tudo isso enquanto frequentemente o garoto chegava da casa do pai quebrando a casa e gritando, eu acho que isso de esperar o inferno toda vez que ele ia pra casa do pai provavelmente foi o que me fez desenvolver um grau de ansiedade. E como já deve ter sido possível perceber, rapidamente eu ficava mais na casa da minha então namorada que na minha própria casa, por livre espontânea pressão.
Como se não bastasse, minha então namorada era extremamente controladora. Com o tempo, eu não podia mais conversar com outras mulheres, ela gritava comigo e quebrava a casa quando estava - nas palavras dela - "surtada". Pra ajudar a ilustrar, lembro-me que uma vez bocejei enquanto estávamos em um restaurante (EU organizei a ida, foi meu presente de dia dos namorados) e ela começou a brigar, perguntando se eu não queria estar ali (e então passei a ter receio de bocejar perto dela - e eu bocejava bastante, porque trabalhava e fazia faculdade).
Houve também uma situação em que recebi uma proposta profissional que significaria passar quatro meses em outro país. Ela surtou, passei uma noite em claro com ela gritando, quebrando a casa, tentando me expulsar de lá (como eu iria embora com a mulher naquela situação?). Enfim, foi um inferno, nem gosto de lembrar. Acabou que eu neguei a proposta profissional, ao mesmo tempo em que ela saiu falando para meus amigos (que viraram amigos dela também) sobre como ela, apesar de triste com a distância, achava uma oportunidade e um projeto muito importantes. E também encontrou meios de me manipular ao ponto de eu ficar na dúvida sobre por que eu tinha negado a proposta. Recentemente, depois de mais de um ano de terminados, ela disse pra uma prima minha sobre essa história e confessou que "fez de tudo que foi possível" para que eu não fosse. Me senti um idiota.
O cúmulo, na verdade, foi quando minha família alugou um sítio para comemorar o aniversário da minha irmã mais nova, a festa consistia em as pessoas mais chegadas ficarem um fim de semana inteiro neste sítio. Nessa época, minha ex já tinha desenvolvido uma posse sobre mim que incluía ter uma espécie de ciúme do tempo que eu dedicava à minha família (que já era quase zero). Justamente por isso, percebi que minha ex estava resistente a ir para este sítio, optei por fingir que não tinha percebido. No dia de ir pro sítio, como eu já suspeitava, ela estava em surto e passou a manhã inteira deitada. O filho dela estava ansioso pra ir, pois tinha piscina e outras crianças, então resolvi que iríamos eu e ele, disse isso pra minha ex e falei pra ela me ligar assim que quisesse ir, que eu a buscaria. O sítio ficava a uma hora de carro.
Vou resumir o que aconteceu, embora para passar o meu terror eu devesse contar detalhadamente. Basicamente, para fazer-me sentir-me culpado por ter ido sem ela, ela resolveu colocar fogo em umas toalhas (muitas!) no chão do banheiro, a ideia - isso tudo eu só concluí passados meses - era criar uma cena de horroincêndio pra quando eu chegasse. O que ela não calculou é que o álcool evapora rápido, então ela queimou o rosto, parte do cabelo, o pescoço, parte dos seios e da barriga. Ela me ligou em pânico e eu corri de carro tarde da noite em uma estrada deserta. Daí em diante nossos dias foram de hospitais (eu fiquei nos hospitais o tempo todo) e cirurgias plásticas. Ela não ficou com nenhuma sequela física. Depois que a ajudei com as queimaduras (em casa, eu fazia os curativos) e cicatrizes temporárias, terminamos (e no dia seguinte ao término ela bateu o carro e, pela forma como foi, parece ter sido proposital). Mas, enfim, consegui sair desse relacionamento abusivo depois de quase dois anos. Esse textão que escrevi é só uma porcentagem do que passei.
Menos de um mês após esse término, retomei contato com uma amiga (e paixonite platônica) de adolescência, acabou que ficamos e veio outro "love bomb". Caí nessa de novo pra depois de dois meses ela me tratar feito lixo, me dar respostas mal educadas, me ignorar e perder a paciência por coisas banais. Essa noite tive um pesadelo com o desdém dessa última ex (faz nove meses que terminamos) e acordei mal, por isso vim aqui desabafar. Felizmente, esse outro relacionamento não durou mais que quatro meses.
Hoje, olhando pra trás, percebo que caí nessas porque tenho uma carência advinda de um abandono afetivo na infância/adolescência, fruto de situações com meus pais. Ou seja, eu estive buscando suprir com relacionamentos uma carência paternal/maternal, então virei alvo fácil para pessoas complicadas ("love bomb" e visões idealizadas e fantasiosas de relacionamentos me fisgaram fácil). Eu estou bem atualmente e bastante feliz com vários projetos pessoais e profissionais, talvez esteja na melhor fase da minha vida nestes termos. No entanto, estou quebrado para relacionamentos e sei que precisarei de terapia para superar a resistência que adquiri com os traumas que relatei. A conclusão é: procure conhecer a si próprio e reflita bastante sobre porque não estar em relacionamentos lhe afeta, pois você pode estar tentando tapar um buraco que na verdade lhe fará ser presa fácil. Esteja em um relacionamento por ter descoberto alguém que te leve para frente, não somente por estar. Inclusive, não faz sentido estar em um relacionamento apenas porque você quer estar em um relacionamento. Não sei se estou sendo claro.
É isso, obrigado.
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2020.08.24 03:06 zephrot Diário de uma queda

Meu primeiro conto senão me engano, 8 anos atrás, resolvi revisar e mudar ele, masss antes disso quis postar a versão antiga antes da nova surgir, acho que é o certo a se fazer, espero que você ache minimamente interessante. :)

"Você é puro? Livre de pecados? Pronto para estar perto do nosso e único Deus? Se sim, zephyr É seu lugar"

Essa frase foi lançada desde o dia 1 de zephyr, uma bela mentira lançada para encobrir uma cidade podre por dentro, o que supostamente seria um templo no céu se tornou o túmulo de muitos, fora da casa em que me encontro ouço os sons de tiros e gritos, resultados da revolta contra o profeta, o cheiro de sangue invade pela janela, a cada poucos segundos ouço gotas de sangue e gemidos vindo de Arthas, o desgraçado demora pra morrer.
Não que isso seja ruim, demorei 10 anos para encontrar e matar o filho da puta, e ainda não me sinto satisfeito, não depois do que fizeram com minha família.
Dizem que acordar com uma visão do céu e sinal de boa sorte… creio que se isso fosse verdade eu teria sorte por toda minha vida.
Crescer nas nuvens teve suas alegrias, momentos perfeitos naquela cidade utópica criada pelos ideais de um fanático, uma cidade livre de pecadores, livre de raças inferiores, ali nos estávamos perto de Deus e ele perto de nos. Zephyr era seu nome, a joia do céu, a cidade livre de pecados, sua historia de origem? Bom, a real historia eu fui descobrir depois de muito tempo, mas a versão que nos era contada por nossos pais era a seguinte:
"Décadas atrás, quando o mundo estava perdido em guerra, uma criança nasceu em meio ao caos, uma criança que viria a ser nosso profeta, aquele que fundou nossa joia, nossa Zephyr. Sua infância perdida em meio a violência, se fez homem cedo e buscou em Deus refugio, e nosso amado Deus não deixaria tal criança sofrer em vão, a essa mesma criança foram dadas visões, visões na quais se via Zephyr. já como jovem iniciou a busca pela terra prometida ate se dar conta de que ele seria aquele que iria construi-la. E assim ele achou a entidade, o espírito do oeste, aquele que nos mantém no ar"
Se você achou vago, não se assuste, ele fez de tudo para deixar a narrativa aceitável, talvez tenha falhado em deixar convincente porem mesmo assim todos aqueles em Zephyr eram fiéis ao seu profeta... Pelo menos ele assim pensava. A historia não esta totalmente errada, na época como criança eu mesmo acreditava e orava pelo profeta, mas me perdoem, eu era tolo, e como tolo eu errei.
Com amor: Donnie
O cotidiano da minha infância seguia uma rotina bem simples, durante a semana aulas do começo da manha ate o fim da tarde, sábado passeios ocasionais com colegas de classe, aos domingos sempre tínhamos a santa missa, a qual todos os moradores de Zephyr eram obrigados a ir, isso resume minha vida desde os 8 aos 15 anos, mas uma hora ou outra a realidade bate em nossa porta.
Dia 30 de julho sempre foi uma data especial em minha casa já que marcava tanto o casamento de meus pais quanto o aniversario de minha irmã, Angie, ela era a nossa luz de cada dia, não importava o que acontecesse ela sempre sorria, sempre nos alegrava. Meu nome é Donnie, junto com Angie e meus pais Magnus e Cristine nos éramos a família Carter, uma família até que bem respeitada em nossa cidade, meu pai sendo um conhecido arquiteto e minha mãe uma dona de casa muito conhecida por seus doces, éramos em geral uma família feliz que ate esse ponto não tinha sido tocada por aquilo que Zephyr escondia.
Nossa cidade tinha uma ligação com o mundo terrestre graças aos dirigíveis, e logo abaixo de Zephyr havia uma pequena ilha onde ficava um terminal de abastecimento para nossos meios de locomoção além de uma pequena praia onde famílias podiam ir visitar e passar uma tarde agradável na areia ou no mar, contudo esse era o limite que o Profeta nos deu, qualquer contado maior com o povo da superfície podia nos influenciar no caminho do pecado, entretanto não era incomum nossa pequena ilha no meio do mar ser visitada por pessoas de grandes países, que são em sua maioria cheios de cidades, as que mais ouvíamos falar quando crianças eram Nova Iorque, Londres, Paris, e de um pequeno pais chamado Cuba, também não era incomum pessoas de cor aparecem por lá, mas logo eram detidas, pois de acordo com o Profeta, Deus marcou os pecadores com cores e características diferentes das nossas para que assim não nos envolvêssemos com o tipo errado de amizade.
Agora que expliquei o que e como funcionava a ilha, voltemos ao ponto em que parei, naquele dia para comemorar seu aniversario Angie quis descer ate a praia, ela amava a agua, desde pequena não gostava quando nossa mãe a tirava da banheira, ela era uma criança tão pura, fazendo seus 12 anos naquele mesmo dia. Como era seu aniversario meus pais não tinham como dizer não, escolhemos o primeiro dirigível das 9 da manha e descemos ate a praia, um detalhe muito importante era a maneira como minha relação com Angie funcionava, não era a típica relação de irmãos onde sempre há brigas, nos sempre apoiamos um ao outro, não importasse o que fosse, era tudo tão lindo ao lado de minha irmã, nosso percurso no ar levou cerca de 10 minutos, a excitação dela era palpável no momento em que ela viu o mar, meus pais como sempre abraçados e sorrindo ao ver o sorriso em seu rosto, pode parecer que meus pais não me davam bola, mas aquele dia era deles e dela, e eu me contentava por vê-los felizes, isso era mais que suficiente para mim, ao desembarcar no hangar de pouso a primeira coisa em nosso campo de visão foram as lojas da ilhas, um verdadeiro parque de diversão para Angie, só não era o mesmo para o bolso do meu pai.
Nossa primeira parada foi o carrinho de sorvete, uma tradição de nossa família toda vez que íamos ate lá. Angie avistou um vestido florido cheio de cores numa loja próxima, creio que ao ver isso a carteira de meu pai já começou a se preparar, devo mencionar que nos não éramos pobres, mas também não ricos como os Lannis ou os Bariens, mas vivíamos bem só que meu pai era mão de vaca mesmo. Creio que não seja necessária uma descrição detalhada de nosso dia na praia, comemos um belo café da manha, meus pai ficaram na areia abraçados enquanto eu e minha irmã estávamos no mar, pouco depois almoçamos ali mesmo na areia, a única parte realmente relevante dessa tarde foi que o capitão da guarda de Zephyr estava por perto e veio nos cumprimentar, seu nome? Arthas Lannis, um membro de uma das famílias mais ricas de zephyr, aquele filha da puta, pode ter demorado mas ele teve o que mereceu. Quando começou a escurecer meus pais decidiram que já era hora de irmos, e assim pegamos o próximo dirigível de volta para nossa cidade nos céus.
Lembram do amor de minha irmã por rosas? Eu não podia deixar isso passar em branco, assim que chegamos em nossa casa, pedi ao meus pais se poderíamos dar uma volta enquanto eles descansavam (eu sabia que eles queriam um tempo a sós) então foi fácil convencer eles, assim que eles liberaram saímos de casa, queria leva-la aos jardim da ilha do cardeal, esse era o bairro onde os membros do culto do Profeta moravam, então tínhamos que entrar as escondidas, mas valia a pena, eu sabia qual seria a reação dela ao ver o mar de rosas vermelhas daquele jardim, atravessamos a ilha onde nosso bairro se encontrava e fomos pela ilha comercial chamada de Lazaro, caso esteja confuso entender nossa cidade era dividida em ilhas flutuantes interligadas por bondinhos ou pontes, existiam dezenas de ilhas com vários tamanhos e utilidades diferentes, mas a mais imponente de todas era a ilha do Iluminado, chamada assim já que seu único habitante era ninguém mais ninguém menos do que o Profeta, entretanto não era permitido perambular perto daquela ilha, e isso nem mesmo eu ousava desobedecer, ao chegar na ponto que ligava Lazaro com Cardeal, tomamos cuidado para que ninguém nos visse e assim adentramos a ilha, ao passar pelo portao rodeado de madressilvas, logo ali na nossa frente, estava o que prometi a Angie, o mar de rosas mais lindo que jamais fora visto, lhe avisei que podia pegar apenas uma rosa para levar de lembrança, ela escolheu uma linda rosa vermelha bem gorda e sem nenhuma mancha. Ali estava ela, em pleno êxtase de animação ao segurar rosa em suas mãos, contudo, a realidade sempre bate em nossa porta não e mesmo? E foi assim que ela bateu na nossa. Um grito não muito longe de onde estávamos no alertou de que algo estava errado, puxei minha irmã pela manga e fui o mais rápido e silencioso possível em direção, esse foi meu primeiro erro, e paguei caro por ele, sem perceber acabei nos levando em direção do grito, ao chegar na intersecção das ilhas, bem em frente da ponte havias uma figura escura mesmo sendo iluminada por um poste, atrás dele um pouco retorcida havia uma criança chorando baixo, três homens carregando armas surgiram na frente do homem escuro, que mais tarde soube que na verdade ele era um afro descendente, o mais chamativo dos três homens que surgiram ira o conhecido Arthas Lannis.
Arrastei Angie comigo para trás de um banco perto da ponte, pensei que fosse ser possível esperar ali ate o que quer que fosse acontecer ali acabasse, esse foi meu segundo erro, mesmo de não muito perto pude ouvir a conversa entre eles:
– Por favor, minha filha e inocente, deixa-a ir – o tom de suplica em sua voz pegou de surpresa.
– A deixar ir? Ela carrega sua cor, a cor de um pecador, pelo bem de Zephyr não posso permitir esse tipo de gente em nossa cidade – quem falou isso? O capitão Arthas em pessoa, cuja frieza soava cortante.
– Meu Deus, protegei seu servo.. – antes dele prosseguir Arthas o acertou com uma coronhada.
– Quem você pensa que e para pronunciar o nome de Deus em vão? Raça imunda – uma segunda coronhada, dessa vez a menina começou a chorar de verdade. – Vão para o inferno, lugar onde o resto da sua raça te encontrara em breve. Guardas..
– Porque? – tanto eu e os guardas não sabiam em que reparar, na pergunta, ou na pessoa que a fez – Porque fazer isso com eles? Ele só esta protegendo ela – lá estava Angie, segurando sua rosa com ambas as mãos na espera de uma resposta;
Arthas foi quem se recuperou antes e disse:
– Vá para casa pequena, você não tem nada a ver isso – não havia cortesia em sua voz, aquilo tinha sido uma ameaça velada, infelizmente Angie não recuou, pelo contrario, enfrentou novamente o capitão se pondo na frente do homem escuro. – bom você não me deixa escolha criança – não havia hesitação em sua voz, ele nem sequer sentiu qualquer remorso – Guardas – lá estava eu paralisado, tanto por medo quanto pela própria cena em si – Apontar – minha voz não saia, nada que eu falasse ou tentasse pelo menos fazia, eu fiquei lá, parado, sem a mínima reação, esse foi meu terceiro erro, nesse meio termo, minha irmã com suas mãozinhas delicadas encaixou sua linda rosa no cano da arma do capitão, e mesmo assim, mesmo diante dessa cena não houve um brilho sequer de piedade em seus olhos, naquela horas eles estavam mais escuros do que nunca – Fogo.
Eu gritei, ao som do comando de Arthas eu gritei, mas voz nenhuma saiu, tudo o que consegui ver, foram pétalas queimadas daquela linda rosa boiando em um pequeno mar de sangue.
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2020.08.18 20:41 KimiTanoshimu As Aventuras Desaventuradas de Pêra (#3)

Era uma vez, em tempos tão longínquos como o local em que esta história se passa, uma bela princesa, a jovem Pêra. Delicada como uma árvore nos seus primeiros anos de vida e doce como o fruto amadurecido que um dia dela cairá, Pêra passara grande parte de sua vida numa torre. Fazia-lo por opção própria.- É para criar tentação - alegava, usando uma história para crianças como justificação para seu pai.Este, extremamente cético quantos aos métodos de sua filha, até chegou a ameaçar de espingarda um ou dois pretendentes, mas admitira que a altura chegara e ela deveria arranjar um marido.Metros e metros, hectares e hectares, semeados de homens, cobertos de cavalos, carroças e joalheria. Depois de inúmeras horas, provavelmente até dias, a escolher a pente fino, a verificar passados e qualificações, três candidatos foram escolhidos e submetidos à pior das provas, mostrar à princesa o porquê de deverem ser escolhidos.
Entrou pois o primeiro, João Abreu:- Soys princesa ou soys anjo? Que tal língua que tanjo, Não te consegue descrever De tal beleza que estoy a ver.
Nos teus braços desejo voar Por João Abreu me poderás tratar Mas que serve uma apresentação Se não me for oferecida a tua mão?
(Pêra corou brevemente)
- Encantada estou com sua presença Com tal língua de habilidade imensa Acredito que não me tenha de apresentar Mas sou Pêra, parastes aqui para casar?
Movido pela reação da dama, convencidodisse:
- Pois então, pois venho! Uma grande população reino E se vós quereis o melhor que há Não procureis mais, à sua frente o está.
Ao sentir a presunção do dito João, Pêra, acertiva respondeu:
- Com a língua tem tu cuidado Não és mais que um mísero delegado E tal como na realeza, na poesia Desgosta-se o uso abusivo de ironia.
Envergonhado e acorbadado, fugiu com a espada entre as pernas, o mal sucedido delegado.
Surgiu assim o segundo, Manel Ferreira:- Oh Princesa dos meus olhosOh Rainha do meu coraçãoOh minha pura tentaçãoOh Alegria aos molhos.
Em ti confio mi vidaEm ti e só em tiEm ti um amor ardente vi.Em ti vejo uma boa vida vivida
(Pêra, encantada, reveu o perfil do jovem promissor. Só para se atormentar com o rank do pobre coitado no Lol...)- Oh pobre mocim'...Oh pobre mancebo cansadoOh pobre és e desesperadoOh pobre, então faremos assim:
- Eu com urgência necessitoEu não tenho defesa ou seguroEu tenho má fé e medo do escuroEu procuro um pequeno guardazito.
Sem perguntas que trouxessem má fado, sacou de um capacete e pôs-se logo a postos.
Chegara, por fim, o terceiro, O Mestre, ahm... Mário Ramos.- Oh que bela em pessoa soys!Ao natural, sem ilusõesMesmo encanto e tentações,E vaidade não falta pois.Neste mundo em que somos peõesVivamos não como um mas como doisE que esta rima isso simbolizeE sua magnificência caracterize.
Minha jovem dama dos céusCom honra e sem desleixoMinha benção deixoAos deuses meusE nem que se sacrifique gueixoMas que soltem os meus escarcéusPois nunca me senti tan desejadoE em tua grandiosidade estou atado.
Manel, agora guarda real feito, conjugado pela própria palavra real e tendo assim prometido manter a rainha a salvo, de forma a honrar tal palavra, ou pelo menos achando que assim o fazia, disse:- Para que vindes cavaleiro sovina?Para armar a esperteza?Para tentar alcançar a realeza?Para passar a perna a menina?
Acredites que vejo o sal na águaAcredites que vejo o vinho no pãoAcredites que não te vejo um único tostãoAcredites que te vejo a lhe criar mágoa.
De forma a seguir o direto, mas correto discurso do crente Guarda, disse assim a princesa:- Para que vindes então Cavaleiro?
Espantado por o que achara outrora um espantalho ter ditado uns belos versos, Mário rapidamente respondeu:
- Pois, bem, ahm, público difícil?Venho aqui um engenho meu demonstrarMas primeiro tenho que me certificarQue o guarda aplaudo, mesmo peridócil!Acredito que minha obra venha para ficarE substituir papel, pombo e estêncil,Este promove a comunicaçãoE WhatsApp é o nome que lhe dão.
Vendo a futura rainha com traços de curiosidade, Mário finalizou em estilo:
- A partir desta maquinetaPremir botão aqui,Botão ali,Mensagem para o pai, o filho e a netaFácil para todos, até para um lóquiSem discriminação, de gênero ou pernetaExperimente princesa, cortesia minha(É que para falar mais ninguém eu tinha).
A Princesa encantada, aventurou-se com a traquitana durante horas e horas e ao ver que o jovem inventor ainda se encontrava lá, à espera da sua reação, decidiu agradecer-lhe com um beijo, por lhe oferecer tal presente dos Deuses.Mário pifou. Como se diz em tempos mais futuros, mario.exe stopped working. Mário, que antes se apresentava apenas com intenções artísticas e económicas perante a princesa, viu um universo à sua frente e sempre que ficava sem ar, (ou pelo menos imaginava-se porque teorizara que no espaço não haveria ar), respirava o momento daquele beijo na sua agora rosada bochecha.Numa voz envergonhada e hipnotizada, disse:
- Pode ficar com o produto é uma oferta da casa princesaa aaa aE depois de alguns segundos, despediu-se e partiu, um tomatinho feliz a caminhar sobre o pôr do sol.
-Que farei eu agora meu guarda fiel? Nenhum dos 3 pretendentes foi escolhido... Bem não é tempo para mágoa, amanhã voltamos à seleção! - disse a princesa.
Enquanto isso, Mário voltava para a sua cidade Natal mais rápido que com qualquer cavalo devido a uma das suas mais recentes invenções, botas 'a jato'. Eram na realidade alimentados por uma fonte renovável de...- Finalmente cheguei! Não sabem o que me aconteceu! - disse o inventor.
Após chegar ao destino, tinha parado em casa de uns dos seus melhores mates, Lori e Manchester Kibizan.
- Estava a apresentar aquele meu produto à princesa, o que vos agradou também e ela não só amou como me deu um beijo como forma de agradecimento. Eu, eu acho que há mais que se diga da coisa, depois de amanhã vou ter com ela com outra invenção para continuar o namorisco, agora tenho que ir trabalhar nela mesmo, durmam bemmm!
E assim se despediu. Vendo esta reação e história tão estranha e súbita, Lori disse:
- Ele é bom rapaz.Ambos levantaram os ombros em concordância e continuaram o que estavam a fazer.
No dia seguinte ambos partiram cedinho na demanda para ir ter com a princesa. Chegaram bem mais rápido que o que seria necessário com as botas a jato personalizadas que Mário lhes fizera, que já agora utilizam um material...
- Eeeeeeish - disse Manchester. º
A fila que viam à sua frente de homens e de até várias mulheres, era humanamente impossível, bem em teoria, porque ali estavam. Não estavam interessados na princesa em específico, por isso foram sorrateiramente se aproximando da sua torre. Quando chegaram lá viram a princesa. Parecia cansada e irritada, mas para que é que estava esta gente toda aqui? Eventualmente, a princesa viu-os e avisou Manel para fazer a chamada para o lanche da manhã. A fila rapidamente desfez-se e várias pessoas reuniram-se em tendas ou acampamentos, mantendo civilizadamente a ordem.
- A que devo a vossa presença? - disse a princesa à dupla com quem mantia amizade há vários anos.- Ouvimos falar das tuas triquinices com uma pessoa especial - disse Manchester.- Gostávamos de saber mais - disse Lori, soltando um riso maroto.Confusa, Pêra respondeu?
- Triquinices? De que falam? Na realidade estou com falta de alguém para com quem as fa...
E interrompeu-lhe Lori para perguntar: - Pois, para que é esta fila toda?
Lori, percebendo a confusão da situação na cara da princesa e de Manchester decidiu contar o sucedido à princesa que lhe fez o mesmo.O resto é história, quando Mário soube o sucedido, de ambos os lados, já tinha sido rejeitado pela princesa, quase desprezado por tal difamação da princesa. E após dias de viagem a tentar buscar sabedoria com uma das melhores amigas da princesa, Rainha Vera, acabou ainda mais desolado, pois os conselhos desta tinham sido desistir da situação, para o seu próprio bem.Assim acaba a história, com Mário deitado debaixo duma árvore, a olhar para o sol. Sem emoção, sem pensamento, apenas com uma dor no coração. Não sabia ele que essa dor o motivaria para outras variadíssimas aventuras, milhares na realidade, até ser conhecido como o grande herói de toda a Terra. Mas isso é outra história.Por fim, sabe-se que Lori e Manchester se separaram de Mário, não por se terem zangado, mas apenas puro destino. Mantiveram, no entanto, contacto. Manel até hoje ainda guarda Pereira, mesmo já não se encontrando em sua torre. Após ter encontrado um plebeu cujo nome apenas tem duas letras, Pêra aventurou-se pelo mundo antes de ter de assumir o seu papel como rainha. Felizmente, acabou por encontrar um homem da selva que lhe preencheu o coração e a satisfez de uma vez por todas.Mário continuou sua jornada, com o coração partido e completamente destroçado, mas sem nunca desistir.
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2020.07.23 14:50 Lost_Smoking_Snake Ajuntei estas informações sobre a Aclamação da Maioridade de Dom Pedro II do livro do Paulo Rezzutti na biografia do Imperador

A fala do trono durante o período regencial era gfeito pelos regentes.

7 de maio de 1840
Aureliano Countinho, redator de comissão formada pelos deputados Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva(irmão de José Bonifácio), e por Francisco Agê Acaiaba de Montezuma, apresentou uma proposta para a resposta da Assembleia à Fala do Trono de 1840.
Na proposta, a questão da maioridade de Dom Pedro II foi apresentada:
"A câmara, senhor, profundamente convencida da importância do consórcio das augustas princesa, sobre o qual tem V.M.I. grande interesse pela natureza e pela lei, - e vendo com prazer aproximar-se a maioridade de V.M.I., assegura a V.M.I. que se ocupará opurtunamente, com toda a solicitude, deste objeto, que o trono se dignou oferecer à consideração da assembleia geral."

12 de maio de 1840
O deputado Honório Hermeto Carneiro Leão pediu a retirada da frase: "sobre o qual tem V.M.I. grande interesse pela natureza e pela lei, e vendo com prazer aproximar-se a maiorirdade de V.M.I."

13 de maio de 1840
O senador Holanda Cavalcanti discursou falando sobre as dificuldades do estado em que se achavam(regencial)
"[...] quando veho que este estado excepcional nunca poderá trazer estabilidade e prosperidade para o país; quando por outra parte, percebo a grande conveniência que há de se tornar à medida que tenho de prospor, sendo notório que o nosso augusto imperador se acha presentemente muito desenvolvido em suas faculdades; e, permita-se me dizê-lo, quando antevejo o prazer que todos terão de que se entregue ao augusto órfão o tesouro que a Providência e o voto unânime dos povos lhe tem destinado; à vista destas considerações, não hesito em julgar eminentemente conveniente dispersar-se um artigo que não é constitucional. E quanto porém à circunstância da opurtunidade, confesso que tenho duvidado se já é chegada; mas já expus ao senado os motivos que me precipitaram a apresentar este pensamento [...]."
Holanda apresentou dois projetos de lei:
Um era sobre a criação de um Conselho Privado da Coroa, porque o antigo Conselho de Estado foi posto abaixo pelos liberais.
O outro era sobre a maioridade de Dom Pedro II
"A asembleia geral legislativa decreta:
Art. único: O senhor Dom Pedro II, imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil, é declarado maior desde já.
Paço do Senado, 13 de maio de 1840"
Além de Holanda, o projeto já vinha assinado por mais seis senadores:
José Martiniano de Alencar,
Francisco de Paula Cavalcanti de Alburquerque,
José Bento Leite Ferreira de Melo,
Antônio Pedro da Costa Ferreira,
Manuel Inácio de Melo e Sousa.
Esta lei foi votada e perdeu por uma diferença de 2 votos.

13 de maio - 21 de julho de 1840.
O projeto é discutido tannto no Senado tanto na Câmara.

21 a 22 de Julho de 1840
Ribeiro de Andrada apresenta projeto de lei que declara:
" O senhor Dom Pedro II maior desde já."
O projeto foi discutido em urgência e em pauta no plenário no dia seguinte.
O presidente da câmara iria submeter o projeto à votação, alguns deputados pediram a palavra. Quando o último deputado se pronunciou, um decreto do governo chegou que informava que a Assembleia Geral fora adiada para o dia 20 de dezembro.
Este decreto foi tomado devido à uma reclamação do ministério. Os ministros diziam ser necesário tranquilizar a Câmara dos Deputados para que pudesse haver uma meditação a respeito da declaração de maioridade.
Esta medida foi tomada como uma tentativa do ministério e do regente de se manter no poder.
A câmara tomou tal medida como um golpe e traição por parte do governo.
Vivas a Dom Pedro II foram dadas.
Antônio Carlos Ribeiro de Andrada se pronunciou:
"Declaro que não reconheço legal este ato do governo; o regente é um usurpador desde o dia 11 de março(data na qual a princesa Januária completou 18 anos e poderia assumir a regência). É um traidor! É um infame o atual ministério! Quero que estas palavras fiquem gravadas como protesto."
O tumulto era presente em todas as pessoas. Gritos de ordem, deputados falando ao mesmo tempo, o povo nas galeiras também gritando.
Antônio Carlos então disse:
"Quem é patriota e brasileiro, comigo para o Senado. Abandonemos esta Câmara Prostituída"
No dia 22 de julho, a maioria dos deputados saíram da Câmara. Alunos da Escola Militar membros da Gurda Nacional seguiram Antônio.
Ao todo foram 3 mil pessoas.
Tomaram as galerias do senado e quem não conseguiu entrar ocupou a atual Praça da República.
A Câmara e o Senado entraram em sessão permanente e foi decidido enviara uma delegação para São Cirstóvão para conversar com Dom Pedro II. Essa comissão iria conversar com Dom Pedro II e lhe pedir que tomasse o poder.
A comissão chegou ao Palácio de São Cristóvão.
O mordomo do Paço, Paulo Barbosa recebeu a comissão.
Antônio Carlos então leu para Dom Pedro II a mensagem do congresso que pedia a ele que salvasse o trono e a nação, e que entrasse desde já no exercício de suas atribuições.
O regente Araújo Lima seguiu para a Quinta da Boa Vista, onde justificou a sua decisão de adiara a reunião do Congresso para novembro pois queria que Dom Pedro II fosse aclamado em 2 de dezembro no aniversário de 15 anos.
Antônio Carlos então supostamente ouviu o "Quero Já" de Dom Pedro II e levou o pedido ao Congresso. Este Quero Já passava a ideia de uma vontade forte de se tonrar imperador, mas como o Próprio Pedro II deixou claro em uma cópia sua, sobre a biografia de Francisco José Furtado que fora presidente do Conselho de Ministros e também Ministro da Justiça, "Se não fosse aconselhado por diversas pessoas que me cercavam, eu teria dito que não queria(ser Imperador)".
Futuramente, Dom Pedro II contaria como foi a comissão.
Ele ouvira a comissão e escutou o regente, e logo se reuniu em particular com seu tutor, Manuel Inácio de Andrade que foi conhecido como Marquês de Itanhaém, e também com seu aio, o Freio Pedro. Só então, Dom Pedro II voltou ao salão que estava e respondeu "Sim!"
Então, o regente disse que o juramento seria depois de quatro dias, em um domingo.
Antônio Carlos se alarmou de medo que algo acontecesse durante estes quatro dias e decidiu que tinha de ser logo. Então perguntou ao Imperador se queria já. Ao qual Dom Pedro II disse "Já!".
Na noite deste dia, a população iluminou a cidade por decisão própria.

23 de julho de 1840
A população do Rio se dirigiu ao Campo da Aclamação.
A Guarda Nacional e os cadetes da Escola Militar já se achavam no local, que passaram a noite no Senado.
As dez horas, 8 mil pessoas estavam no local.
Proclamação feita pela Assembleia:
Proclamação da Assembleia Geral ao povo sobre a maioridade:
Brasileiros!
A Assembleia Geral Legislativa do Brasil, reconhecendo o feliz desenvolvimento intelectual de S.M.I. o Senhor D. Pedro II, com que a Divina Providência favoreceu o Império de Santa Cruz;
reconhecendo igualmente os males inerentes a governos excepcionais, e presenciando o desejo unânime do povo desta capital;
convencida de que com este desejo está de acordo o de todo o Império, para conferir-se ao mesmo Augusto Senhor o exercício dos poderes que, pela Constituição lhe competem, houve por bem, por tão ponderosos motivos, declará-lo em maioridade, para o efeito de entrar imediatamente no pleno exercício desses poderes, como Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.
Brasileiros! Estão convertidas em realidades as esperanças da Nação; uma nova era apontou; seja ela de união e prosperidade. Sejamos nós dignos de tão grandioso benefício.
O marquês de Paranaguá, presidindo a Assembleia, declarou a fórmula aprovada pelos deputados e senadores:
"Eu, como órgão da representação nacional, em assembleia geral, declaro desde já maior a S.M.I., o senhor Dom Pedro II, e no pleno exercício de seus direitos constitucionais. Viva a maioridade de S.M. o senhor Dom Pedro II! Viva o senhor Dom Pedro II, imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil! Viva o senhor Dom Pedro II"
Todos na sala corresponderam com entusiasmo os vivas.
A tarde, saiu de São Cristóvão o cortejo de Dom Pedro II que vinha sendo aclamado pelo povo nas ruas.
Os diplomatas estrangeiros chegaram ao Senado para assistirem à cerimônia de Juramento.
Os coches(carruagem) vinha assim:
Primeiro. mordomo Paulo Barbosa e frei Pedro.
Segundo, camaristas.
Terceiro, as princesas.
No quarto vinha o tutor, Marquês de Itanhaém, junto ao Imperador. Esta carruagem havia chegado de Londres recentemente. Era toda guarnecida de Prata. Ela vinha sendo escoltada por vários militares de alta patente.
As princesas foram recebidas por deputados.
Quando Dom Pedro II desembarcou, houve uma trovada de vivas e gritos entusiasmados que não pararam. Dom Pedro foi cercado por um cidadão que dirigiu ao monarca uma felicitação ao qual o monarca aceitou. Dom Pedro foi conduzido ao trono pelo marquês de Paranguá e secretárops da mesa.
O secretário do Senado leu a fórmula do Juramento e Dom Pedro II s pôs de joelhos, repetiu com voz firme e distinta:
"Juro manter a religião Católica, Apostólica, Romana, a integridade e a indivisibilidade do Império, observar e fazer observar a Constituição política da Nação Brasileira e mais leis do Império, e prover o bem geral do Brasil enquanto em mim couber."
Paranaguá rompeu vivas que foi seguido pelos membros da Assembleia.

A suposta conspitação da Maioridade.

De acordo com muitos, o próprio Imperador esteve por trás da declaração.
Muitos afirmam que nada fora feito sem a aprovação de Dom Pedro II. Isto, por que seria arriscado para os políticos se envolverem com um golpe contra a constituição do Brasil sem o apoio do monarca.
O que aconteceria se Dom Pedro II não aprovasse a tomada de poder?
Várias testemunhas afirmar que o imperador participou de todo o processo.
Barão Daiser, embaixador do Império Austríaco(a Austria-Hungria foi formada somente em 1867), informou ao chanceler da Aústria em 20 de maio que o após o Senador Holanda Cavalcanti apresentar a proposta da maioridade no Senado, ele teria sido convidado para o Palácio de São Cristóvão para explicar ao imperador como a proposta ajudaria na pacificação da provincia.
De acordo com Daiser, Dom Pedro II não teve nehum esforço para conter a alegria.
Ainda de acordo com o austríaco, o regente Araújo Lima se reuniu com o Imperador para perguntar se ele queria governar, ao que Dom Pedro II não responderia.
O deputado Honório Hermeto Carneiro Leão, foi à São Cristóvão para conversar com o Imperador, lhe dizendo:
"Senhor Acha-se pois em tanto risco a paz do Império como a causa da monarquia. Só há um braço, que a ambos possa salvar - é o de vossa majestade. Antevemos desde já um porvir de venturas, confiados a tão alta sabedoria."
Dom Pedro II respondeu:
"Pois será certo que em pouco mais de 14 anos de idade possa haver sabedoria?"
Mas como pode ser visto, é muito improvável que o jovem monarca fosse conseguir ludibriar o regente, os ministros e políticos. Dom Pedro II sempre negou qualquer participação na aclamação.
Há uma grande possibilidade de que estes políticos inventaram a participação dele para procurar uma garantia de se mostrarem "humildes", uma afirmação vinda de cima da cadeia hierárquica.
A outra possibildidade, é de que Dom Pedro II simplesmente não quis aparecer como o homem que deu autorização para a realização de um golpe contra a Constituição.

FIM
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2020.07.17 02:21 Marack_ TUDO FOI FEITO PELO SOL (Conto)

O escritor despertou com lágrimas nos olhos. Qual teria sido o pesadelo a lhe perturbar? Tentou recordar por alguns segundos enquanto se revirava na cama, mas não tardou a desistir. Jamais lembraria. A sensação de acordar com esse nó na garganta era tão recorrente, porém a reminiscência dos sonhos ruins sempre lhe escapava a consciência. Tinha a intuição que revisitava o mesmo pesadelo todas as noites, mas não conseguia evocar na memória seus flagelos oníricos. Apesar da curiosidade, no fundo achava melhor assim. Que bem lhe faria recordar o amargor na alma? De apavorante, já basta a realidade – pensou, sentindo-se ridículo pelo clichê. Enxugou o rosto no lençol, inspirando profundamente na expectativa dos pulmões se impregnarem de coragem enquanto levantava da cama com a visão ainda embaciada pelo torpor do despertar. Assim que dera o primeiro passo a caminho do banheiro, enroscou o pé em um par de chinelos ali estrategicamente colocados pelo azar, ocasionando um torcilhão no tornozelo que lhe obrigou a acostar uma das mãos no peitoril da janela afim de evitar o nariz quebrado. A outra, aspirando equilíbrio, se agarrou ao blecaute das cortinas – outrora alvas, agora amareladas – permitindo o adentrar de uma faixa de luz externa pelo vidro exposto, o que inundou de vida a imundice de semanas sem limpeza do seu pequeno apartamento. De imediato – tal qual um reflexo reptiliano – sentiu aquele calafrio convulso subindo-lhe a espinha dorsal com a invasão indesejada. Bloqueou como pôde o facho de sol, desabando sobre o assoalho de madeira com a sensação de que o brilho celeste havia sugado dele qualquer resquício de energia. Sempre o tremor incontrolável contiguamente seguido de um aplastamento mental que a inconveniente recordação causava em seu âmago. Há quanto tempo atrás o medo – esse ditador interno inflexível, tomara conta de seu corpo pachorrento? Oito meses? Nove? Dez anos? Apesar da vividez das minudências em sua memória, tinha vaga lembrança da cronologia do passado após o incidente. Tudo parecia-lhe muito nebuloso nesse aspecto, embaralhado como se os dias fossem cartas desordenadas em uma trapaça do jogo da vida. Se falassem para ele que ocorreu há mais de década, faria mesmo sentido quanto contarem que tudo se passara ontem. Além do que, nessa altura pouco importava, a única convicção do escritor era que o trauma aparentava tão enraizado em seu cerne que duraria o resto de sua fugaz existência, tendo o culpado por seu destino já condenado sem direito à apelação: era Hélio, o deus do sol. O problema da sentença é quem cumpria a pena – encarcerado em um apartamento – era ele.
Ainda prostrado no chão, apertando o tornozelo na tentativa de serenar a algia, tendo o dorso apoiado na parede e o crânio pressionado com raiva contra a cortina – como se fosse plausível aplicá-la uma penitência por não ter violado a lei da ação e reação, permitindo a passagem da luz solar – reviveu em recordação o exato recorte em que sua vida seria marcada pelo pavor.

Era solstício de verão segundo a capa do periódico que folheava aquela manhã enquanto bebericava sua xícara de café, hábito que adquiriu desde que mudara para a cidade. Pra ele, o dia só desenrolava depois que virasse a página derradeira do jornal, geralmente coincidindo com o último gole – nessa altura já frio – da bebida matinal. Na reportagem sobre o solstício constava que a Terra, com seu hemisfério sul inclinado em direção ao sol, seria palco do dia mais longo do ano. Esse fato fez o escritor abrir um largo sorriso, feliz pela possibilidade de gastar mais tempo no parque escrevendo antes da lua encerrar o expediente e assumir o papel de protagonista do firmamento.
Abriu a janela para fumar um cigarro – costume recém incorporado ao seu ritual matutino – constatando que realmente era uma manhã demasiada cálida e abafada. O calor não era inquilino comum na região, surpreendendo-o com aquela sauna a céu aberto. Pitou o cigarro até a metade, apagando a brasa no fundo da xícara de café que estava na pia, jogou na mochila o que precisava para escrever e desceu as escadas a passos largos rumo a seu local de inspiração.
Chegando no parque esbaforido pela caminhada, tomou a iniciativa de comprar uma garrafa de água do único ambulante que encontrara sob aquele sol, percebendo que nem a caixa térmica do vendedor conseguia manter a temperatura agradável. – Que calor infernal! – Vociferou o sujeito, assustando o escritor – Parece castigo de Deus!
Pagou o homem e foi em busca de um lugar tranquilo para sentar. Ao se acomodar, apercebeu que não avistara uma única nuvem sequer no céu. O resultado do mormaço implacável era que haviam somente alguns poucos aventureiros no gramado do parque, malgrado esses que lá ainda permaneciam já darem sinais que não tardariam a serem vencidos pelo astro rei. Ele – apesar do suor descendo pelas têmporas, pingando na camisa de linho bege – começava a achar aquele calor propício o suficiente para tirá-lo da inércia criativa e forçá-lo a se concentrar no capítulo final da história que estava escrevendo. Talvez fosse isso que precisava pra sua imaginação aflorar, um delírio causado pelo sol – pensou e sorriu com a imagem que formara na mente enquanto enxugava a transpiração na testa. Essa saga se arrastava por semanas, já havia escrito inúmeros desfechos pro livro, nenhum lhe agradava a ponto de ser coroado. Lembrava que na semana que começou a redigir a trama, rabiscou o arremate perfeito em um dos cadernos de bolso que usava sempre para registrar suas divagações, porém no desenrolar dos capítulos deduziu que sua conclusão careceria pequenos ajustes. Quando enfim chegou o momento de botar o epílogo no papel, releu o rabisco anotado e pareceu-lhe exageradamente piegas. A trama havia tomado outro rumo, não poderia terminar a história com tal desenredo, mas de que maneira concluiria? Tentou diversas proposições, os dias foram passando, nada parecia estar à altura dos capítulos pregressos, até que... Será? Uma centelha de inspiração brilhou durante um dos sonhos naquela noite. Acordara extasiado e lá estava ele no parque cercado de seus cadernos, jurando para si que só regressaria para o apartamento com o ponto final que encerraria o hiato criativo.
Lá pelas tantas, debruçado na grama e em pensamentos, já vislumbrando o êxito enquanto batia intrepidamente nas teclas que davam formas terminativas a sua obra, lhe ocorreu a sensação que o sol parecia estático no céu. Estava ali há quanto tempo? Pelo julgar de sua lembrança, no mínimo quatro horas desde que começou a escrever, o suficiente para o calor dar uma trégua, porém a impressão era que ao invés de esmaecer, a temperatura parecia intensificar. Quando constatou isso, sentiu sede. Abriu a garrafa de água, tomou o primeiro gole, cuspindo o resto que ficara na boca. O líquido estava a ponto de virar gasoso de tão férvido. Despejou o que sobrou na garrafa em sua mão e levou à nuca. Sentia seu pescoço ardendo em brasa, quem sabe a água, ainda que quente, ajudasse a aplacar o calor. Fitou o antebraço com olhar de espanto. Seriam bolhas de queimadura na sua pele? Piscou, mantendo as pálpebras cerradas por alguns instantes. Ao abrir, haviam sumido. Estava delirando? Muito sol na fronte? Obviamente não se sentia bem. Uma ânsia subiu pela sua garganta. Olhou para cima, como se negociasse um armistício com a estrela, porém a única coisa que ganhou com essa súplica fora um raio de sol lhe cegando integralmente a vista. Ao virar a cabeça na tentativa de escapar da claridade ofuscante, foi cúmplice da cena que ficaria cravada nas entranhas e ranhuras do seu cérebro.
A tragédia durou uma fração de segundos, mas para o escritor, o tempo – como já havia lido que ocorria em momentos assim – desacelerou, passando em câmera lenta, quadro por quadro, eternidade comprimida em um instante. Sua visão ainda debilitada pelo clarão estreitou sobre um homem que, cambaleante, dava sinais de estar prestes à desmaiar. Percebeu o contorno da faca na mão do sujeito. O aço da lâmina refletindo o brilho solar enquanto o indivíduo – esvaído de consciência, desfalecia. Caiu com a faca atravessada em seu peito. O sangue tingindo de vermelho a toalha xadrez sob a cesta de piquenine enquanto uma criança que estivera sentada ali todo o tempo soltava um grito choroso que ecoaria perpetuamente pelo silêncio do seu apartamento.
No periódico do dia seguinte deixado sobre o capacho da porta do escritor constava na matéria de capa que, segundo o plantonista presente no local, o falecido sentiu uma síncope devido à insolação, ocasionando o trágico acidente. Na notícia detalhava também a informação que pai e filha estavam comemorando o aniversário atrasado de oito anos da menina. Na última linha citava ainda um cidadão que presenciando o infortúnio, precisou ser internado para observação, pois – atônito – repetia copiosamente que a culpa era do sol.

O escritor enfim levantou-se do chão, percebendo o molde que os pés deixaram na poeira do assoalho. Ficara tempo demais chafurdando as memórias do trauma, o suficiente para embotar a sua constante frágil disposição de seguir com o dia. Sentiu que a manhã passava de maneira arrastada. Observou também que sua existência – assim como a manhã, estava se arrastando. Não via mais razão para continuar seguindo nesse plano. A impressão que tinha é que aquele incidente abriu a fechadura de uma caixa de pandora, liberando inúmeros demônios que estavam espreitando em seu subconsciente. Buscou ajuda médica, tentou diversos medicamentos – legais e ilegais; frequentara várias terapias – baseadas em evidências e alternativas, mas nada parecia surtir efeito duradouro. Algumas tentativas até causavam uma leve melhora no início, mas não tardava a voltar para o fundo do limbo de onde parecia tropegamente estar saindo.
Ligou a televisão procurando uma distração para acelerar a passagem do dia, trocando os canais sem conseguir focar sua atenção em nenhum. Havia perdido essa capacidade também. Foco era um conceito distante, meramente teórico. Mediar a briga entre seu id e superego lhe esgotava o vigor, não restando forças para se concentrar em qualquer outra atividade. A vida agora se resumia em projetos inacabados. Prova cabal disso era seu livro inconcluso empoeirando em alguma gaveta, pendendo ainda um final. Nunca mais fora capaz de escrever de maneira consistente. Nos momentos de rara inspiração, tentava algumas linhas tortas aqui, outros parágrafos desconexos ali, nada que conseguisse dar continuidade. O destino final dessas folhas sempre era o lixo. Dessa maneira o desfecho para sua obra nunca pareceu tão distante.
Deixou a tevê ligada em um documentário monótono aonde o narrador com a voz arrastada divagava sobre a formação dos planetas e foi pra cozinha requentar o resto do almoço que sobrara de ontem, uma gororoba de tudo que havia encontrado na geladeira. Satisfeito, largou o prato sujo na mesa, serviu-se de uma taça de vinho e deitou no sofá para ler. Dormiu na segunda página.

Durante o sono, notou a presença de outro alguém em seu apartamento. A sombra no canto da sala se assemelhava a silhueta de um homem franzino, lembrando seu pai há muitos anos falecido, mas estava absconso demais para ter certeza. – Quem está aí? – sussurrou apavorado com aquela intromissão a sua rotineira solidão – Me deixe em paz, figura inoportuna. Apesar da tragédia em que me encontro, não sou Hamlet para desejar visitas paternas do além.
O contorno – desacatando sua ordem – foi aos poucos tomando forma enquanto se aproximava, até que ficara nítido o suficiente para ser reconhecido. Como se tivesse frente à um espelho, o escritor se viu prostrado diante de si. Estava em mais um de seus pesadelos. Lúcido da situação que se desenrolava, procurou despertar, mas o esforço foi em vão.
– Eu sou você. – Proferiu sua persona onírica – Nossa única distinção é que venho despido dos medos e traumas que te consomem. Esses demônios já domaram suficiente seu espírito, lhe privando o viver! Após incontáveis sonhos hostis, hoje você encontrará a redenção. Quando despertar desse sono, terá superado para sempre suas inúmeras psicoses arraigadas!
Imediatamente após escutar a sentença, como se nela constasse as palavras que vocalizadas fossem capazes de evocar uma metamorfose, o escritor experienciou-se trocando de matéria com seu clone morfeico, se sentindo totalmente liberto das agruras que lhe aprisionavam. Após cumprida a profecia, seu antigo eu expirou vanescendo no ar, deixando ele absorto com a experiência quimérica.
Querendo pôr à prova sua cura, abriu a porta do apartamento e partiu em disparada para o parque em que tudo ocorrera. A esfera celeste brilhava pujante no horizonte, cintilando sobre as pessoas dispersas no gramado. Estava são novamente. Ao invés de tremores, sentiu-se revigorado com a luz iluminando o mundo. Tudo parecia imbuído de energia. Viu a vida seguindo seu fluxo e o sol tendo papel crucial na ordem cósmica. Lembrou de imediato do documentário na televisão aquela manhã que falava sobre como os elementos químicos naturais eram forjados no núcleo das estrelas, e assim aparentou ter um instante epifânico aonde compreendia a origem do universo em que estava inserido, clareando na consciência a inspiração para o final do seu livro. – Eureca! É isso! O desfecho transcendente que tanto perscrutei nessa peregrinação pelos confins da minha alma! – Chorou, e ao sentir o sal da primeira gota escorrendo pelos lábios, acordou.
O escritor despertou com lágrimas nos olhos. Qual teria sido o pesadelo a lhe perturbar?
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2020.07.14 16:30 galoccego Relato de um ex-barman

ESSE RELATO NÃO É MEU, ENCONTREI NO FACE E COMO ACHEI MUITO INTERESSANTE DECIDI TRAZER PARA O REDDIT.
Relato da internet: Parte 1 Já trabalhei como barman e observando bastante a vida dos que estavam do outro lado do balcão, tudo o que já falaram é verdade.
Entradas para as mulheres são sempre cortesias. Os homens pagam caro. E não se enganem achando que as mulheres não pagam a entrada, quem paga são os homens. Se a entrada na noite custa R$ 30,00 pra um homem, a verdade é que é R$ 15,00 masc(a dele). e R$ 15,00 femin(de alguma menina que entrou "free"). Os donos de bares jamais levam prejuízos e nada é de graça. No bar que eu trabalhava, o dono fazia "descontos" para os amigos, e usava esse argumento.
Nos bares sempre tem as bebidas originais bem guardadas, que são destinadas aos Vips. Geralmente, os alfa$. Os ricos chegam, as bebidas de qualidade vão todos para eles, e pegam mulher com o rodo. Já os pobres coitados que não são ricos, consomem bebidas falsificadas e não pegam ninguém.
Nesses lugares, o que mais vi mandar em tudo é o dinheiro. Quanto mais rico o cara for, mais mulher ele consegue. E nunca vi um alfa físico sair ganhando de um rico. A ordem de prevalências pelo que já constatei é:
  1. Ricos.
  2. Caras que tem o shape massa.
O resto nem entra, porque gordos, magrelos, baixos, pobres, etc, só levam prejuízo na balada. Prejuízo financeiro e EMOCIONAL. Quando conseguem alguma coisa, é no final da noite com alguma feínha que foi rejeitada pelos alfas. Quando a balada está terminando, e aquelas meninas que foram rejeitadas pelos alfas estão voltando para casa chateadas com a vida, é onde os zé ninguéns conseguem alguém. A única chance para o cara mediano na balada conseguir alguma coisa, é no fim dela. Pois mesmo uma vilena numa balada se sente uma rainha, e despreza todo mundo, com um ego gigantesco. Elas fazem isso porque se acham dignas apenas dos alfas. Mas quando os alfas as dispensam e a rejeitam porque acharam outra mulher mais atraente, é um tiro bem no meio do ego dela, pois ela passou a festa inteira dispensando os medianos porque se achava digna apenas do alfa, e agora no final ela vai embora sozinha sem ninguém? Aqui é onde o emocional está fragilizado e onde o homem mediano terá mais chances de conseguir alguma coisa com uma menina mediana ou feia. As bonitas, esqueçam. Não tem nem como se você não for alfa.
Se a intenção é pegar mulher, se for ao puteiro gastará bem menos financeiramente, não terá desgaste emocional, e o risco de pegar DST é o mesmo da mulher baladeira. Se brincar, é até menor. Se não for rico, beberá bebidas falsas, terá prejuízo, e saíra com o emocional destruído de lá, achando que o problema do mundo não te aceitar e te enxergar é seu.
Já vi muitos clientes homens medianos, indo pagar sua conta cabisbaixo, sem graças, com dois ou três amigos tudo desanimado porque vão embora sozinhos dentro um carro. E outros fingindo que só foram na balada pra curtir, que embora não tenham pegado ninguém, se divertiram e etc. O que é mito.
E tem um monte de mulher que paga de santinha falando que vai só pra curtir e ver o Dj, ou porque gosta de tal banda e etc, mas vai só pra dar toco. Não gostam de transar, não gostam de beber, não gostam de nada, só de se sentirem poderosas. Até os alfas penam nas mãos dessas mulheres em baladas.
Em baladas, o único que ganha realmente é o dono da boate. Pois ele ganhou um lucro exorbitante nas bebidas que vendeu(porque TODAS as bebidas são compradas a preço de banana, se você paga R$ 250,00 numa garrafa de whisky, pode ter certeza que ela foi comprada por R$60,00 no máximo, e se for falso, R$ 20,00 ou 30,00). Para constatar isso do preço, é bem simples, vá um supermercado e olhe o preço da garrafa. Depois divida ele por 2. E compare com o preço que você pagou na boate. No bar que trabalhei, compravam latinhas de Antartica por R$ 1,45 no próprio supermercado, e revendiam a R$ 5,50. Quando compravamos direto da Ambev, havia longneck que pagamos 0,90c a unidade, e revendiamos a R$ 6,00 ou R$ 7,00. O dono sempre tem mulher no pé dele, e mulher top. Ele nunca fica "desamparado sexualmente". O status do cara de ser dono de uma boate, desbanca todos os alfas.
Na minha opinião boate é um prejuízo de todas as formas possíveis, exceto para o dono. Mesmo para os alfas e ricos, é um prejuízo tanto financeiro como emocional. Pois você continua pagando pra comer a menina e se desgatando emocional fingindo interesse, competindo com outros machos e etc., mas eles não ligam, né?
Parte 2 Baladas é tanto o puteiro para mulheres, como disseram, como também é armadilha para bobos. É bom mostrar os outros aspectos que prejudica o homem, não sendo só as mulheres, para que possam ficar alertas. Todos os panfletos, as propagandas, as pulseiras de camarote, os copos e bonés e outros brindes... Tudo isso é friamente pensado pelos organizadores da festa para vender uma ilusão enorme, de tal forma que faça o nerd jogador de minecraft sentir vontade de sair de casa e ir lá e gastar seu dinheiro achando que vai se dar bem, de fazer a mais alta piranha sonhar que vai encontrar o Eike Batista dela lá dentro. Observem bem na cidade de vocês como são as propagandas, se você esquecer seu bom senso um pouquinho, você vai cair no conto de que balada é o melhor lugar para ir e ser feliz.
Por trás dos autofalantes, dos graves, do neon, daquelas pessoas fingindo ser felizes, está um máquina pronta pra sugar seu dinheiro. A intenção é sempre pegar o dinheiro do homem. É por isso que eles também lotam de mulheres, quanto mais cheio de mulher um lugar estiver, mais homem disposto a perder tudo o que tem. Mulheres são as iscas, a massa de manobra, para juntar homens fracos emocionalmente e sugarem seu dinheiro. Em uma análise bronca, pode-se dizer que boate é uma das coisas mais anti-homem já criadas. Porque ela nunca prejudica as mulheres de fato, somente homens. Pois mesmo as mulheres sendo apenas iscas, elas ganham emocionalmente e ganham a chance de encontrar um bobo para ser provedor (e acreditem, tem muito playboy que assume uma bomba dessa).
E depois que o camarada entra lá dentro, ele vai ser vampirizado financeiramente o quando puder. A vampirização emocional é só a consequência de ser bobo. Eu mesmo comprava maços de Carlton por R$ 6,50, e vendia cada cigarro picado por R$ 2,00. Eu ganhava em torno de R$ 30,00 por maço, pois na boate não era permitido vender e fumar, mas o cigarro é um símbolo de status que todo mundo lá dentro quer, até quem não fuma quer fumar pra poder ser notado, e quem se aproveitar disso... Será que é errado? Não sei. Eu fazia. Sei que quando meus maços acabavam, os caras ficavam tão fissurados que saíam da boate, iam até os postos de combustíveis, compram cigarro e voltavam. Só pra poder senta na mesa fumando. E a mesma lógica vale também as drogas ilicitas (que eu não vendia, mas quem vendia ganhava uma puta grana).
O ambiente geralmente é tão baixo, que as pessoas que estão no camarote, com pulserinha e copo estilizados por exemplo, esnobam as pessoas que estão na pista. Mulher então? Elas faziam questão de mostrar que são apenas para os vips lá de cima. As mulheres quando sobem para os andares superiores, elas se sentem como verdadeiras deusas. E falo isso porque, eu trabalhei no bar de camarote, e minha função era apenas preparar coqueteis e servir bebidas, nada mais e também não abria nenhuma exceção pra favorzinho. E ouvia muitos sapos de mulheres dizendo que estudam medicina ou direito, que estavam acompanhadas de fulano de tal, que eu tinha que fazer o que eles mandavam... E eu nunca fazia. Só me restringia ao bar. Já tive que chamar segurança pra me defender porque os ricões, além de bobos, ainda queriam pagar de machões e iam lá tirar satisfação do porque não levei algo para a mesa deles etc, sendo que tinha garçom pra isso. Alias, os garçons... Pobres coitados! Eram o que mais sofriam. Raramente eu trabalhei com o mesmo garçom por mais de dois meses, eles não aguentam. Eles chegam na mesa e são ridicularizados, pelos homens que querem bancar os machoes e pelas mulheres que sentem poderosas. É realmente um trabalho de cão. A maioria dos garçons(e barmans) eram estudantes, caras feios, magros, precisavam de um dinheiro extra, e faziam esses bicos. E quando topavam de servir uma mesa cheio de caras ricos, mulheres bonitas e etc... Puts. Dava dó. Eram motivo de piadas. Você via nitidamente o emocional dos caras destruídos. Tinha que ter um emocional muito forte pra aguentar aquilo sem esmorecer. As mulheres sentiam um prazer enorme em ver outros caras pisando no pobre coitado que estava servindo elas, elas se sentiam, de verdade, deusas. Eu aposto que elas gozavam quando debochavam dos outros.
E, também, boate é um ambiente muito inseguro. Além das brigas constantes que sempre acontecem, quase dono nenhum gasta dinheiro investindo na segurança da infraestrutura, porque eles pensam que nunca vai acontecer nada na boate deles.
Parte3
Sobre DSTs, era prache eu ouvir comentários de fulanas e ciclanas que tinham herpes na xota. Com tempo você vai pegando amizade com alguns caras, seguranças, e as fofocas correm. Mulheres bonitas, que só frequentam camarote e só andam com os ricões e esnobavam todo mundo, tinham histórias muito cabulosas. Tinha menina que eles falavam pra não deixar ela nem fazer boquete porque senão o pau pegava carie. Meninas que todo matrixiano JAMAIS pensaria que fosse tão nojenta. E são essas meninas que vão se casar aos 30 anos com um bobo matrixiano que jamais vai saber do passado negro dela. Já vi alguns casais por aqui, um cara gente fina, que mal saia de casa, junto com uma menina que era verdadeiro carrapato de boate. E quando elas reconhecem a gente na rua, abaixam os olhos, ficam com medo da gente ser amigo do namorado dela e contar as coisas que viamos.
Mals o textão. Mas pra quem teve saco e quis ler, fica o relato. Se eu contar todas as histórias escabrosas que já vi e ouvi, do que a gente faz nas boates com as bebidas, enfim, é de doer os olhos. Mas tem gente que apanha e apanha e continua indo. Tenho amigos que diz que exagero muito, que eu sou revoltado e etc. Mas, as pessoas são como animais criados pro abate, são influenciados pela propaganda, sempre vão, se dão mal, passam mal, mas acordam no outro dia crente que o próximo final de semana será diferente. Enquanto isso vão só perdendo dinheiro e tempo.
Eu não recomendo o cara nem ir a um pub bem light. Embora não sejam um ambiente tão fútil e banal como é a boate, acontecem as mesmas coisas, mas apenas em menor escala e mais discretamente. Se a intenção é beber com os amigos, descontrair e relaxar, é melhor queimar uma carne em casa e comprar bebidas por conta, por exemplo. Pelo menos é minha opinião. Para conhecer mulheres: não faça isso, meu amigo. É tiro no pé.
Talvez alguém pense que essas coisas são exageros, mas é a minha conclusão da minha experiência pessoal enquanto fiz bicos de barman. E quando falo barman, esqueçam aquele esteriotipo de cara fortão, bonito que usa uma gravata borboleta no pescoço, na maioria dos casos é só gente normal fazendo bico. Esses "showmans" são outra parte da história que tem bastante privilégios por serem alfas. Eu não fazia parte dessa categoria. Pra eles as boates devem ser boas. Não era para mim porque eu sou um cara normal, e talvez por isso até pareça um butthurt. Mas é só um relato que espero que sirva de alerta. Hehe
Parte 4 Obrigado pelas boas vindas, pessoal!
Então... Sobre as histórias cabulosas, vou começar contando as profissionais. Claro que existe boates exceções assim como mulheres (será? ), mas... Enfim. Eu também não trabalhei em clubes de tão alto padrão assim, quando eu falo que era clubes pra quem tinha dinheiro, é porque as coisas eram muito caras. Mas, não é nada comparado a uma boate grande e famosa. hehe
Começando pelas bebidas, coisas que barmans geralmente são obrigados a fazer:
- A maioria das pessoas não bebem as cervejas completamente, pois elas esquentam rápido na mão, e sempre volta pro bar ou fica espalhado pelo lugar longnecks pela metade. No final da festa, alguns barmans despejam toda essa sobra de cerveja num balde, enfileira as longnecks e coloca funis nos gargalos, e sai enchendo elas tudo novamente. Depois colocam a tampinha e botam pra gelar. As cervejas, lógicamente, vão ficar chocas. Por isso só devem começar a servidas após 2h da manhã, por exemplo. Onde a maioria já se encontra bêbada e qualquer coisa que consumir está gostoso. Como os barmans, por cortesia, sempre abrem as longnecks para os clientes, eles nunca desconfiam das tampas frouxas. Não fiz muito isso, mas já trabalhei em um local e uma festa ao ar livre que fez. Não era prática diária comigo.
- Os sucos naturais, não são naturais. Muita gente pagava o preço por um coquetel feito com o suco da laranja exprimida na hora, mas tudo era somente suco de saquinho(tang ou o mais barato que tiver) batido no liquidificador. Ele fica consistente e espumoso como um suco da fruta. Restaurantes também fazem essa jogada. Um copo de suco "natural" de 200ml era R$ 4,50, por exemplo. O saquinho tang que fazia 1l no liquidificador era 1 e pouco.
- As tequilas sempre saíam em dose, e as garrafas sempre ficam com o barman. Reaproveitamos sempre a mesma garrafa, enchíamos ela um pouco menos da metade de whisky vagabundo ou falsificado, e completávamos com pinga vagabunda. Sacudiamos e vu a la! Tinhamos uma tequila ouro José Cuervo. Como a maioria das pessoas não conhece gosto de nada, pagam R$ 15,00 numa dose de 50ml que custou apenas, no máximo, R$ 5,00 pra fazer. E pior: muitos ainda elogiavam. xD
- Tinhamos um tónel, que se dizia vender cachaça artesanal. Cada dose de 50ml era R$ 6,00. Mas sabe o que tinha lá dentro? Pinga barata de R$ 3,00 o litro. Aquelas 51, 21, 31...
- Os whiskys que servíamos no bar, sempre eram tretas. Muitas vezes a gente fazia aquele lance de encher a garrafa de coca-cola com whisky barato e acoplar ela na boca de uma garrafa de Red Label e mandar o o whisky vagabundo pra lá. Essas geralmente são as que ficam penduradas no dosador de garrafa invertido. Numa festa com umas 3 ou 4 caixas de whisky, tinha no máximo 3 ou 4 garrafas realmente originais, guardadas para os magnatas.
- Quase sempre a gente recebia ordens pra marcar coisa a mais na comada do cliente, se ele parecesse que estivesse muito bêbado. Quando eles iam pagar, sempre ficavam muito putos com as meninas que trabalhavam no caixa, mas, então o gerente jogava aquela onda de que ele emprestou a comanda pra alguma mulher, que ele não lembra, se a coisa aperta muito já vinhas os seguranças intimidar, no final o cara sempre pagava. Não tinha jeito.
- As porções nunca jogavam fora. Já vi cozinheira tirando cinzas de cigarro de um resto de porção de batata e guardando as batatas pra usar com outra pessoa que comprava porção.
Tomem bastante cuidado, porque vocês nunca vão saber o que realmente estão consumindo. Isso não vale só pra boate, vale pra restaurante, lanchonete, casa da vó etc.
Também existia alguns esquemas de lavagem de dinheiro, eu não sabia muito sobre isso, só ouvia a respeito. Mas alguns eventos em fazendas particulares, reunia bastante magnata e alguns amigos afirmavam que rolava um esquema de lavar dinheiro tenebroso. E que muitas boates são usadas pra isso. Sobre isso não posso afirmar com certeza, isso foi só um boato que eu ouvia e acreditava, por tudo o que eu já presenciei lá.
Para atrair homens para festa, o promoter dava brindes, cortesias e até dinheiro pra algum grupo de meninas fazer volume na porta da boate. Já dava as instruções para elas irem super maquiadas, roupas curtas e ficarem bem visíveis. A panfletagem nas ruas e nas faculdades, era sempre feito por meninas bonitas e com roupas curtas. O próprio promoter que cuidava da casa, fazia uma propaganda ferrenha no Facebook. Pra cada 5 mulheres que ele marcava no post, ele marcava 1 homem, por exemplo. E pedia pras meninas confirmarem presença no evento divulgado no Facebook. Tudo isso pra dar a impressão que naquela festa tem mais mulher do que homem.
Parte 5 Então, o homem escravogina, solitário e carente, via aquele harém pela baguetala de R$ 30,00 o ingresso... Era casa cheia na certa. Uma vez lá dentro, o cara até parcela a consumação no cartão de crédito. A maior dificuldade é sempre fazer o homem entrar na boate, porque depois que está lá dentro, já era.
Um pouco do lado obscuro:
As mulheres nunca me cantaram no balcão com um real interesse em mim. Geralmente, aparecia uma mediana que estava de favor na festa, jogar um charme pra tentar descolar um drink de graça. Como eu não dava, saíam nervosas e davam chiliques. Mas alguns colegas davam, e só ganhavam um sorrisinho de volta e a menina nem voltava mais no bar, senão pra tentar pegar outro drink na faixa. Mas para meus colegas, aquele sorrisinho era sinônimo de um casamento. kkkkk
Elas sempre pediam para o acompanhante delas levantar e buscar bebida no bar, jamais ela ia sozinha ou ia junto com ele. E nesses momentos, esses prazos de 5 e 10 min, é onde ela flertava com muitos outros homens. O cara saia da mesa para buscar mais bebida para ela, e ela levava aquelas bulinadas do cafa de leve, pra elas era como se estivessem numa sauna greco-romana.
Banheiro de deficiente físico sempre foi usado como quarto de sexo. Isso era unânime em todas casas que trabalhei e eventos que fiz, era só jogar um "café" na mão do segurança, que o próprio segurança vigiava a porta pra não deixar ninguém interromper a trepada. Aqui era onde muito cara com físico bom e pouca grana, algumas vezes ganhava a noite. Ele não precisava de carro, nem de levar no motel, nem nada, torava a menina na lá no banheiro e só dava uma gorjeta pro segurança. Havia vezes que garotas de programas trabalhavam discretamente nos eventos, em parceria com os seguranças. Elas davam uma grana pra eles, e ela fazia o trabalho. A mesma menina, que nem parecia puta, ás vezes transava com 3 ou 4 cara na mesma noite, sem ninguém nem desconfiar que rolava uma fita dessa lá dentro. Mas como nada fica discreto pra sempre, começou querer haver CONCORRÊNCIA, outras meninas também queriam, e aí começou virar bagunça até que o dono deu um jeito de cortar ameaçando os seguranças de demissão.
Muita gente FINGIA ficar bêbada pra ter desculpas para fazer merda. Isso eu via muito, e a maioria sempre era mulheres. Elas subiam na mesa, faziam danças sensuais, ligavam para ex, pegava no pinto do caras, traiam os namorados, enfim, fingindo completamente que estavam bêbadas. Eu sabia que era fingimento, porque eu tinha um certo controle de quem bebia no bar, dava pra saber o quanto a pessoa consumiu e tinha menina que tomava duas cervejas e começava a fazer merdas, só pra ter um monte de cara endeusando elas e poder fazer uma putaria "sem culpa". E quem fica bêbado com duas cervejas? Mas tinha muito idiota que caía.
Certa vez, trabalhei em um evento que veio uma Dj que era da Espanha, senão me engano. Não lembro o nome, mas era uma menina baixinha com trejeitos de sapatão, cabelos raspados do lado e tranças onde tinha cabelo. Quem é mais ligado em música eletrônica deve saber o nome, eu não lembro. (Ela é aquele tipo de dj desconhecido no país onde mora, mas quando vem pro Brasil, faz sucesso, porque brasileiro é lambe-saco de gringo.) Eu sei que foi um evento que todo mundo quis ir, mas o lugar estava lotado, ingressos caros e etc. Havia uma menina que estava lá dentro, mas queria passar mais cinco amigas pra dentro da festa na faixa. O segurança não deixava. Até que uma delas ofereceu um boquete pra ele. Não foi nem o cara que pediu. A própria menina ofereceu. Obviamente, ele não recusou. Deram um jeito de ir pro estacionamento da fazenda e mandou ver. Entrou as cincos. Depois vi essa mesma menina beijando um playboy na mesma festa, o que me embrulhou o estômago. E com o tempo, ela foi ganhando fama de boqueteira entre os seguranças, então toda festa grande, os caras quase saiam no tapa pra decidir quem ia ficar na portaria, porque já sabiam que ela ia aparecer por ali. Afinal, ela não tinha grana e não tinha jeito de entrar, mas queria estar no meio dos playboys. E ela virou figurinha marcada mas depois sumiu. Um belo dia, num pubzinho, eu tava na porta conversando com os seguranças, ela me desce do carro de mãos dadas com um playboy. O segurança cumprimentou ela, e ela fingiu que não conhecia(sendo que ela tinha um passado negro com ele). Cumprimentou apenas o dono do pub e falou que agora estava noiva do fulano de tal. O cara tinha grana, a julgar pelo carro que ele tinha na época. E depois nunca mais víamos ela nas festa, e quando ia, ia acompanhada dele.
Que fique claro que não estou querendo criar ódio por boates, é só um relato do que vivenciei. O cara que quiser ir, não se prenda no que eu falo não, só fique atento. Hehe
Parte 6 Fico feliz em saber que tem alguma utilidade minhas observações. É impressionante o que você enxerga por trás das coisas somente observando. Nem precisa ser clarividente. hehe
Com o decorrer do tempo vou dando um up aqui com as histórias banais.
Mas acho que o mais importante que eu queria ter compartilhado com vocês a respeito das boates, era a questão de como fraudávamos bebidas. Porque isso é algo que prejudica a saúde dos consumidores a longo prazo, e além de pagar caro por algo que você nem sabe o que é. É algo que me arrependo de ter feito, embora fosse meu trabalho, então eu sempre tento alertar as pessoas que vão em boates para ficar espertas nesse sentido.
As histórias das perícias femininas são coisas bem baixas, praticamente histórias de filmes pornôs. Mas nada diferente do que acontece fora da boate, também.
Eu achava mais interessante o comportamento masculino do que o feminino, e aprendi muito observando caras que estavam caídos, usando a tal lógica reversa. Por exemplo, nas festas acontecem muitas frustrações, e na minha condição de barman, muitas vezes acabávamos fazendo um papel de ouvinte e psicólogo. Muitos homens bebem para amenizar as dores, e quando encontram alguém para ouvir os problemas deles, os caras desabam. Geralmente, esse alguém é o barman, o garçom... Ninguém do outro lado do balcão, nem os próprios amigos do cara, o acolhem nesse momento. E aqui vivenciei muitas situações constrangedoras, de caras enormes de tamanho, chorando feitos beberrões na minha frente. Era engraçado, porque eu sou um cara pequeno e mais duro emocionalmente do que eles(que em teoria, pareciam ser os caras mais frios do mundo) . hehe
Eu não podia fazer muita coisa a não ser ouvir e guardar aquelas histórias como experiências. Eu praticamente nunca consegui ajudar nenhum cliente. Todos eles queriam ouvir que a esposa era exceção, que mesmo traídos deveriam dar segunda chance, que ele era o errado da história, etc. Nenhum aceitava qualquer ponto de vista diferente em que a sua companheira fosse uma pessoa ruim. E ás vezes, discutiam comigo defendendo a esposa após eu aplicar pequenas injeções de real. Mas com tempo percebi que era inútil tentar salvar alguém, porque existe homens que se acomodaram a viver numa lama emocional que tem até medo de sair dali. Eu no máximo consegui algumas amizades, que me ajudaram depois a arranjar outro emprego melhor, mas, os caras infelizmente vivem a mesma vida que levavam, com migalhas emocionais, dores profundas e um depressão que eles tentam abafar com bebida, gerando lucro pra alguém que se aproveita da fraqueza emocional desses mesmo caras.
Acho que se o cara assimilou bem a real, é esperto, tem uma grana pra gastar que não vai fazer falta, tem problema nenhuma ir em boate. O único problema que vi mesmo é o cara pobre que se endivida achando que vai ter sexo fácil ou o ingenuo que vai achando que vai encontrara mulher da vida dele lá.
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2020.07.13 04:52 altovaliriano Stannis (Parte 3)

Segundo os relatos de Varys, Melisandre convertera Selyse já fazia alguns anos (ACOK, Tyrion III). Stannis começa a ouvir os conselhos da esposa quando os Senhores da Terra da Tempestade ignoram sua pretensão. Um banquete é dado para Melisandre, que é colocada à direita do rei “lugar de grande honra”. Quando ambas as mulheres desprezam o ceticismo de Cressen, Stannis põem-se ao lado das duas e permite que Cressen seja humilhado.
Stannis é um pau-mandado ganancioso e altamente influenciável, certo? Ao menos, foi o que a série da HBO fez dele. O cara que vimos no Prólogo de A Fúria dos Reis, por 3 temporadas. Mas, na verdade, Stannis é mais cinza do que aquilo.
No primeiro capítulo de Davos em A Fúria dos Reis, as palavras “Azor Ahai” e “Luminífera” são mencionadas na história pela primeira vez (muito embora R’hllor já tenha sido mencionado no Prólogo). O fato de que Melisandre está queimando a estátua dos Sete enquanto os homens do rei assistem impassíveis poderia indicar que a mulher vermelha conseguiu o impossível: dobrar Stannis.
Porém, a cena e o restante do capítulo tanto comprovam que Stannis é bem flexível, quanto que Melisandre não é tão impressionante. A sacerdotisa prepara uma cena arthuriana para que Stannis seja “o rei que sacou a espada”, enquanto ela recita “Azor Ahai para leigos”. Mas não é apenas a multidão que está desanimada. “Azor Ahai” também parece cooperar a contragosto. De certa maneira, até parece um peça de teatro infantil cheia de crianças que preferiam estar brincando no parquinho.
Vejam por vocês mesmos.
O protagonista:
Stannis Baratheon avançou como um soldado marchando para a batalha.
Dirigiu-se diretamente à Mãe, agarrou a espada com a mão enluvada e a libertou da madeira ardente com um único puxão forte.
Praguejando, o rei enterrou a ponta da espada na terra úmida e apagou as chamas com pancadas na perna.
Quando a canção terminou, dos deuses só restava madeira carbonizada, e a paciência do rei tinha se esgotado. Pegou a rainha pelo braço e a levou de volta a Pedra do Dragão, deixando Luminífera onde estava. A mulher vermelha ficou um momento para trás, a fim de vigiar Devan e Bryen Farring, que se ajoelharam e enrolaram a espada queimada e enegrecida no manto de couro do rei. A Espada Vermelha dos Heróis parece uma bela porcaria, Davos pensou.
Os figurantes:
Mesmo para os soldados, era difícil não sentir desconforto perante tamanha afronta aos deuses que a maioria havia adorado durante toda a vida.
Os deuses nunca tinham significado muito para Davos, o contrabandista, embora, tal como a maioria dos homens, fizesse oferendas […]
Uma fumaça preta subia, retorcendo-se e enrolando-se. Quando o vento a empurrava contra eles, os homens piscavam, lacrimejavam e esfregavam os olhos. Allard virou o rosto, tossindo e praguejando. Um gostinho do que está por vir, pensou Davos.
E isso só para falar dos homens de Westeros. Os homens de Essos riem abertamente na cerimônia, sem nenhuma represália por parte de Stannis.
Os homens de Myr trocavam piadas enquanto desfrutavam do calor do fogo
Salladhor Saan sequer se dignou a aparecer, também sem represália. O lyseno, contudo, vai mais além do que ignorar a cena. Ele explica a lenda de Azor Ahai a Davos, de forma a banaliza completamente o que vimos anteriormente.
Aquela espada não era a Luminífera, meu amigo.
A súbita mudança de assunto deixou Davos pouco à vontade.
Espada?
Uma espada arrancada do fogo, sim. Os homens contam-me coisas, é o meu sorriso agradável. Como irá uma espada queimada servir Stannis?
Uma espada ardente – Davos corrigiu.
Queimada – Salladhor Saan o corrigiu –, e fique feliz por isso, meu amigo. Conhece a lenda sobre a forja de Luminífera? Vou contá-la. […] Compreende agora o que quero dizer? Fique feliz por ter sido apenas uma espada queimada que Sua Graça tirou do fogo. [...]
Entre os westerosi, apenas Davos e Lorde Velaryon parecem estar atentos à qualidade da dramaturgia.
Lorde Velaryon observava o rei, e não o incêndio.
Pelo modo como GRRM destaca que os Velaryon tinha origens em Essos e relações íntimas com os Targaryen, fica parecendo que o autor quer nos sugerir que talvez Lord Monford já tenha visto esta peça antes:
Davos teria dado muito para saber o que ele estaria pensando, mas um homem como Velaryon nunca lhe faria confidências. O Senhor das Marés era do sangue da antiga Valíria, e sua Casa havia fornecido noivas aos príncipes Targaryen três vezes […].
Porém, na verdade, nenhum homem com memória tinha ali motivos para se impressionar com as “chamas verde-jade” que rodopiavam “em volta do aço cor de cereja”. Bastava ter presenciado um corpo-a-corpo em Porto Real nos últimos anos.
Um ano antes, estivera com Stannis em Porto Real, quando o Rei Robert organizou um torneio no dia do nome do Príncipe Joffrey. Lembrava-se do sacerdote vermelho Thoros de Myr e da espada flamejante que ele brandiu no corpo a corpo. O homem rendeu um espetáculo colorido, com as vestes vermelhas esvoaçando, enquanto a espada estremecia com chamas verde-claras. Mas todos sabiam que não havia ali verdadeira magia, e no fim o fogo esgotou-se, e Bronze Yohn Royce abriu sua cabeça com uma maça vulgar.
Entretanto, nada disso incomoda o novo rei. Não em razão de ele ser um fanático religioso cego. Mas porque Stannis sabe que tudo é encenação e deseja que assim seja. Ele sabe que a cortina de fumaça de Melisandre é grossa e temida.
[…] A mulher vermelha. Metade dos meus cavaleiros tem medo até de dizer seu nome, sabia? Mesmo se não puder fazer mais nada, uma feiticeira que é capaz de inspirar tal terror em adultos não pode ser desprezada. Um homem assustado é um homem vencido.
Diante disto, ficam diversas perguntas. Como foi combinada a cerimônia? Quando foi que Melisandre contou a Stannis que ele era a ressusreição de Azor Ahai? Ela contou a história toda ou apenas a versão “para leigos”? Teria a sacerdotisa exigido um sacrifício e Stannis só concordado com a cerimônia mequetrefe?
Nada disso sabemos até agora (ou ao menos eu não sei). Porém, sabemos que Melisandre não havia feito nenhuma demonstração significativa de poder até aquele momento. Ao contrário de Davos, Stannis não viu o veneno e acha que Cressen simplesmente morreu. Ele não compartilha dos medos de Davos. Na verdade, quer ver os poderes de Melisandre em ação.
[…] E talvez possa fazer mais. Pretendo verificar.
Portanto, os planos de Stannis incluem feitiçaria e truques para ganhar as batalhas. Mais do que isso: ele pede que Davos use de todo tipo de artimanha para fazer com que a bastardia dos filhos de Cersei chegue a domínio público:
[…] Seja direto onde puder, e furtivo onde for necessário. Use todos os truques de contrabandista que conhece, as velas negras, as enseadas escondidas, o que for preciso. Se faltarem cartas, capture alguns septões e faça-os copiar mais.
Se você ainda não acha estas atitudes e estratagemas um pouco estranha para um homem rígido no seu senso de honra, que tal Stannis exigindo a Pylos que seja chamado de “sor” na mesma carta que o chama de “regicida”, pois ele ainda era um cavaleiro.
Escreva Sor Jaime, o Regicida, daqui em diante – disse Stannis, franzindo a sobrancelha. – Seja o que for além disso, o homem ainda é um cavaleiro.
Uma cortesia tão inútil quanto contestável, especialmente porque naquela mesma carta o rei manda tirar o “querido” antes do nome de seu irmão Robert. As formalidades para Stannis são mais importantes do que o conteúdo. Por isso, um ritual forjado lhe vale mais do que uma conversão de coração e alma.
As pessoas entendem Stannis como um homem cegado pela honra e cumprimento do dever. Mas o rei marinho de Westeros enxerga bem, especialmente a si mesmo.
Fui até eles como pedinte e riram de mim. Pois bem, não haverá mais pedidos, e também não haverá mais risos.
Sabe que tentar ganhar o Trono pelas vias normais é o mesmo que insistir em um falcão que voa baixo e com poucas chances de acertar a presa. A história sobre Asaltiva é a analogia que Martin achou para nos informar que Stannis encara R’hllor como seu instrumento, não como seu Senhor. Ele quer que os homens parem de rir dele, e o temam como temem Melisandre.
A esta altura dos acontecimentos, ser Azor Ahai é prescindível. O essencial é que ele mude seu brasão e dê espaço para que Melisandre conquiste corações e mentes em seu lugar, pois, ao contrário dele, ela é fascinante. Em sua mente, tudo que ele precisa é que ela lhe conquiste as espadas para marchar para Porto Real e sua experiência militar fará o resto.
É Stannis quem usar Melisandre, não o contrário. Quem diz isso, é ela mesma:
Ela andava o mais perto de Jon Snow que se atrevia, perto o suficiente para sentir a desconfiança transbordando dele, como uma névoa negra. Ele não me ama, nunca me amará, mas fará uso de mim. Muito bem. Melisandre dançara a mesma dança com Stannis Baratheon, bem no começo.
(ADWD, Melisandre)
Só depois de perder a Batalha da Água Negra é que esta relação começará a se inverter.
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2020.07.09 00:18 MellowKween As pessoas mudam, mas fica quem quer. A história de uma amizade entre um homem e uma mulher.

Esse será um desabafo longo...
Conheci meu melhor amigo 'Tom' com 15 anos de idade. Morávamos no subúrbio e éramos apenas colegas de classe na época. Um certo dia nós dois estávamos num role dos amigos e eu e Tom começamos a conversar. Nós éramos muito parecidos e entramos numa sintonia absurda. Tom sempre foi um cara super extrovertido, engraçado e inteligente. Sabe aquela pessoa que conquista qualquer um? Esse era Tom. Naquela época, ambos eram apaixonadinhos por outras pessoas da sala, nossa amizade era pura e platônica. Tom era louco por Clara e eu pegava um outro carinha. Clara era da nossa turma, mas também era a mina mais gata do colégio. Esse era o tipo de garota que o Tom curtia: aquelas que todos cobiçam. Clara curtia ele, mas sempre brincou com seus sentimentos.
Tom e eu seguimos fortalecendo nossa amizade. Meu pai havia falecido e eu passei por uma depressão forte. Tom chegou a salvar minha vida algumas vezes... devo muito a ele. Eu morei fora um tempo e falava com ele pelo menos uma vez por semana. Ele sempre esteve lá pra mim e eu para ele, ouvindo as cagadas da Clara... Quando voltei para o Brasil, minha família havia mudado para SP, onde comecei a faculdade. Tom, assim como nossos amigos de colégio, ainda morava no subúrbio, mas ele vivia no meu apê. Esse era nosso nível de amizade, ele dormia na minha casa quando estava em SP e eu dormia na casa dele quando estava no nosso antigo bairro. Eu fiz muitas amizades na facul, e naturalmente, todos ficaram muito próximos de Tom também. Amizades que hoje são tão importantes pra ele quanto pra mim.
Passamos pelo primeiro perrengue de amizade nessa fase... eu fui crescendo e me encaixando no meu corpo... estava no meu melhor durante a facul. Me tornei uma mulher, já estagiava e vivia minha própria vida. Tom, por outro lado, estagnou... Tom nunca precisou se provar pra nada, ele sempre foi inteligente e carismático, acho que isso o deixou cair no conforto. Sua família é incrível e ele nunca precisou de nada. Ele tinha um problema nas costas que dificultava fazer esportes e ele se deixou crescer. Eu nunca me importei com a aparência de Tom pq sua personalidade sempre foi muito mais interessante. Eu poderia ficar conversando com ele por séculos, rindo e aprendendo... Já pensei muitas vezes em ter um relacionamento com Tom, mas infelizmente, ele demorou muito para amadurecer. Eu me tornei uma mulher quase independente e não conseguia me ver com um homem que se comportava como adolescente. Se há algo que eu nunca quis ser é mãe/babá de macho. Nunca consegui sentir atração por Tom por conta desse atraso emocional. Mas nada pôde impedi-lo de se apaixonar por mim naquela época. Ah mas era fácil de mais pra ele... Vocês entendem como pra mim isso é ofensivo? Eu nunca fui a Clara. Nem mesmo no meu melhor, nunca fui a mina mais linda do role. Ele só foi me curtir quando eu estava bem e ele mal... enfim, nós nunca nos separamos ou nos afastamos, ele nunca se declarou, só vinha com aquele papo 'se os dois estiverem solteiros em 30 anos a gente casa' mas falava pra nossas amigas em comum. Eu sempre frequentei a casa de Tom, sou muito próxima da família dele e sei que eles também torciam que um dia a gente ficasse juntos, mas sempre fomos incompatíveis romanticamente...
Nesse meio tempo, a família do Tom também veio para SP. Estávamos com 24 anos. Nós vivíamos juntos, eu já trabalhava e morava sozinha e ele vivia no meu apê. Tom estava procurando emprego e ainda morava com os pais. No meu trampo conheci "Jack", um homão da porra. Por um milagre, Clara apareceu de novo também e, obviamente, Tom nem pensou duas vezes antes de correr atrás dela. Nossa amizade era pura novamente. Eu e Jack viramos um casal, mas Tom e Clara não foram pra frente. Com 26 anos, nossas vidas mudavam... nossos amigos de infância casavam e tinham filhos e eu estava morando com Jack. Tom estava sempre na nossa casa. Ele ficou muito amigo do Jack, inclusive. Éramos tão próximos, nós três, que Tom dormia no nosso apê depois de noites de papo e jogos. Passamos reveillons e carnavais juntos, as vezes com a galera toda, as vezes só nós três. Eu queria muito que Tom arranjasse uma namorada, queria ver ele amadurecer, crescer e fazer vários roles de casal juntos.. era meu sonho.
Tom mudou de curso na facul depois de 2 anos pra fazer o mesmo que eu, mas em outra instituição. Tentei arranjar vários trampos pra ele na área, mas depois de se formar ele logo mudou de foco e quis entrar em outro mercado. Eu sempre fiz de tudo pra ajuda-lo a crescer e consegui arranjar um trampo pra ele na área que ele queria. Foi nesse trampo que ele conheceu "Paula". Paula é muito diferente dos nossos amigos, mas é uma mulher forte e inteligente, gostei dela de primeira. Mas Paula era um pouco mais velha e tinha outras prioridades... logo que eles começaram a namorar, Tom sumiu. Não nos chamava mais pra nada e quase sempre rejeitava nossos convites... aquele sonho que eu tinha de fazer roles de casal foi indo por água abaixo. Paula não curte quase nada do que a gente (nosso grupo de amigos próximos) curte, acho que Tom foi se afastando pq sabia que Paula não se sentia confortável no nosso role - não por conta do tratamento com ela, que sempre foi inclusivo, afinal todos amam muito Tom e queriam conhecer e agregar Paula, mas por motivos de hábitos mesmo. Nossos amigos (inclusive Tom) fumam (cigarros e outras coisas..) e Paula é alérgica a fumaça. Paula nunca tentou se aproximar da gente, não de verdade. No começo ela se fazia de próxima, mas era mais pra ganhar nossa aprovação do que pra realmente nos conhecer. Eles namoraram por 1 ano - tempo que mal vimos Tom - até que um dia anunciaram um noivado. Esse foi o relacionamento mais sério que Tom teve na vida. Eles ainda moravam com os pais. Eu achei muito estranho. Obviamente quero ver Tom feliz, mas fiquei preocupada, não sabia se ele já estava apto para casar sem pelo menos morar sozinho antes. Ele não sabia fazer tarefas básicas, tá ligado? Enfim, isso é um problema que eu tenho, mas que Paula pode não ter, então quem sou eu pra interferir. Eles se casaram no meio da pandemia. Eu queria estar presente para Tom num dia tão importante e falei com a irmã dele para armar uma surpresa no dia (eles iam no cartório de manhã e teriam um almoço só com a família próxima depois). O plano era juntar os amigos mais próximos do casal (pra vcs terem noção, eu não conheço uma única amiga da Paula, tive que achar as mina no instagram) e fazer um zoom surpresa na hora do almoço, quando eles cortariam o bolo e diriam os votos. Mas Paula teve a mesma ideia e quis chamar amigos pra participarem no dia... nossa surpresa estava em perigo, mas tudo bem. Ela fez um convite "Para os melhores amigos" participarem. Nenhum amigo do Tom foi convidado. Paula nem se importou pelo jeito... Quando eu entendi que eles estavam convidando pessoas e não me chamaram, eu desabei. A irmã do Tom me falou que ele deve ter esquecido e que nós continuaríamos com a surpresa (ela e a família tb não queriam que não houvesse um único amigo dele no dia. Gente, Tom era quase prefeito, cara super popular, não fazia sentido...). No dia anterior do casamento, eu liguei pro Tom pra dar parabéns, pra desejar felicidades, etc. Meio que dando uma última oportunidade pra ele me convidar. Nada, desconversou. Eu e Jack aparecemos no zoom, mas foi por obrigação. Nunca imaginei que seria assim o casamento de Tom. Ele ficou tão emocionado com a surpresa, me agradeceu e tal, mas não fazia mais diferença. Tom virou outra pessoa, não somos mais amigos como fomos por quase 20 anos. Grudados. Fiz tudo que pude por ele, sempre o mantive por perto, nunca imaginei que ele tinha tão pouco apresso pela nossa relação.
Está sendo difícil desapegar de Tom... sua família e os amigos estão um pouco preocupados com a falta de interesse dele em pessoas que sempre foram muito presentes. Já me pediram pra tentar falar com ele e entender o que está acontecendo. Paula sempre muito rígida, não deixa as conversas saírem do seu domínio. Mas sinceramente, não quero intervir. Tom tem as obrigações dele, as responsabilidades dele, não vou mais ser ferramenta de nada pra ele. Paula não controla o que ele fala ou o com quem ele se relaciona, ela não é essa pessoa, ele escolheu se comportar dessa maneira. Ele precisa crescer e casamento não é sinônimo de amadurecimento. Tentando correr atrás de um tempo perdido, Tom se atropelou. Se ele não quer minha ajuda, não vou forçar. Só na frozen, Let it go.
Eu conheci "Sara" quando tínhamos 5 anos. Sara era quase uma irmã pra mim, viva com minha família por anos. Estudamos juntas nossas vidas inteiras, mas nos afastamos bastante por muito tempo. Quase não nos falávamos mais. 3 anos atrás ela casou e me chamou pra ser madrinha. A gente quase não se falava e ela me chamou pra ser parte da cerimônia, convidada de honra. Na mesma semana que Tom não me chamou pro casamento dele, Sara me ligou dizendo que estava grávida e que eu seria 'titia'. Anos separadas não abalou nossa relação. Por isso meus amigos, eu repito, as pessoas mudam, mas quem quer, fica.
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2020.07.05 10:21 gf_rdp Minha vida está na mão de imbecis.

Desculpa pelo post, desculpa pela agressividade, porém eu não aguento mais. Eu preciso conversar com alguém, nem que sejam apenas palavras em uma mídia social.
Um pouco de background. Tenho 18 anos, moro com minha mãe, meus avós e minha prima. Não quero passar como arrogante ou moralmente superior, porém eles são o que são, completos imbecis. Minha família sempre foi totalmente desligada de ciência, estudos, vida acadêmica, etc, preferindo ficar do lado da televisão, religião e teorias da conspiração. Graças a alguém desde cedo e sempre gostei de ler e acho que isso foi o principal responsável por me introduzir um pensamento científico. Nunca vi nenhum deles pegar em um livro, sempre fui ridicularizado por gostar desse tipo de coisa.
O começo da quarentena já mostrou como a luta iria ser difícil, a família se mostrou totalmente contra máscaras e quarentena, chamando isso de "ditadura" (adivinha que elogia a real ditadura), sendo assim o desgaste necessário para manter esses desgraçados em casa foi insano. Além de ter que ficar policiando eles 24 horas por dia, tenho que aguentar as incontáveis discussões, faltas de respeito, ofensas por ficar "contra a própria família".
Meu Avô foi na Caixa 2 vezes essa semana (semana passada), foi na feira comprar fruta uma vez, foi no atacadão uma vez, foi comer no Subway, e comprar e tomar cerveja conversando no mercado. Quando tentei argumentar com ele, ele ameaçou quebrar minha cara e me chamou de viadinho. Minha mãe só consegue defende-lo, também sai inúmeras vezes com suas Amigas para cá e lá, e fica puta quando chamo sua atenção.
Antes que você crie uma ideia errada sobre mim, achando que eu faço de tudo pra proteger ele, saiba que é o contrário, eu quero que ele se foda. Meu avô é talvez a pior pessoa que eu conheço. Ele se orgulha de ter sido torturador durante a ditadura (até guarda lembranças dos "subversivos"), é agressivo e abusivo com minha vó (um doce de pessoa que foi condicionada por uma família escrota a aceitar esse tipo de atitude), nos afastou de todo o resto de nossa família por conta de brigas idiotas, abusou psicologicanente da minha mãe a ponto dela desistir da careira Dela pra cuidar dele, repetidas vezes agrediu minha cadela a ponto de eu ter que doar ela (te amo, Amora) etc. Não me julguem, porém se ele morresse hoje eu tenho certeza que não choraria, porém não posso garantir que não ficaria feliz.
Todos os dias é uma luta, eu já acordo deprimido, sabendo que o dia vai ser desgastante e que minha família Vai se afastar um pouco mais de mim. Eu não aguento mais essa merda toda. Eu tenho diversos problemas de pulmão, fumei e fui viciado em maconha por quase todos os dias durante mais de um ano (16-17), tenho cicatrizes no tecido pulmonar e função pulmonar reduzida. Eu moro no DF, estado onde o governador disse que iria tratar o COVID como gripe, que não iria comprar respiradores (mesmo já estándo com 90% dos leitos ocupados) e ao mesmo tempo está sendo investigado por corrupção (quem diria). Devido minha condição financeira eu não sei se vai dar pra pagar um tratamento particular, eu já consegui juntar 600 reais desde o começo da quarentena, mas isso é longe do necessário.
Só agora eu percebi o quanto o desespero pode mudar uma pessoa. Sou ateu desde os 12 anos, quando comecei a ler Sagan, porém me peguei algumas vezes tentando me comunicar com algo superior, não sei até que ponto isso é fé ou só necessidade de conversar com alguém.
Eu cheguei a um ponto que eu simplismente desisti. Eu aceitei que nunca vou ter uma família, que nunca vou ter uma namorada, que nunca vou ter amigos do peito, que nunca vou conquistar algo na minha vida, que nunca vou mudar o mundo para melhor, que nunca vou ser lembrado por algo, que nunca vou viver um romance, que nunca irei encher alguém que me ama de orgulho. Eu passo o dia deitado na cama, fantasiando como seria bom se eu tivesse uma família, mulher e filhos que me amassem e me respeitassem como igual. Passo o dia pensando em todas as meninas que eu me apaixonei platonicamente e que nem vão se lembrar do meu rosto quando eu morrer, eu fico imaginando como seria se nós nos apaixonássemos e vivessemos uma vida linda, eu penso no tanto que eu poderia aprender com elas e elas comigo. Eu sei que é brega (e coisa de "viadinho", de acordo com o filho da puta), mas isso me ajuda a lidar com a situação. Pelo menos eu tenho um alívio momentâneo de toda essa merda. Reparem que eu disse momentâneo, pois quando eu percebo que todas essas lindas ideias nunca irão acontecer, tenho vontade de morrer.
É engraçado, eu arrumei um jeito de me enfiar em uma depressão fudida nos últimos 2 anos (a maconha com certeza foi um fator), ela estava melhorando antes da quarentena, porém eu me lembro de várias vezes ao dia pensar o quanto eu queria morrer, ficar imaginando se as pessoas sentiriam minha falta ou se sentiriam culpadas quando eu explodisse minha cara. Agora, quando eu estou a beira de uma doença mortal, eu não consigo parar de me agarrar a vida. A natureza humana é curiosa.
Hoje eu tive um pesadelo, eu sonhei que estava andando de carro com meu avô, e quando estávamos entrando na rua passou um carro do nosso lado com um homem de meia idade tossindo muito, meu vô desacelerou e ficamos um tempo com os carros lado a lado enquanto ele tossia. Nesse momento eu fiquei desesperado e sabia que tinha pego o Covid, a parte mais estranha do sonho é que meu vô pareceu se sentir culpado. Agora eu acordei, 4 da manhã, suando frio, e percebi que as luzes do quintal estavam acessas e que o carro da minha prima não estava aqui, perguntei para ela onde ela tinha Ido e a maldita está em uma festa de música eletrônica. Isso mesmo, querido amigo, minha priminha foi para o RAVE, enquanto eu estou a quatro meses dentro de casa para protege-la.
Eu tenho muitos arrependimentos, mas nenhum deles chega perto de se comparar com o maior de todos. Quer saber o que é? Ser tímido. De todas a s merdas que eu já me meti, a que mais me arrependo é ser tímido. Talvez se eu tivesse sido popular, tivesse sido esportista, tivesse sido engraçado e prazerosos de se estar perto, talvez eu teria aproveitado minha vida até aqui, talvez eu tivesse amigos que me amassem e se importassem comigo, talvez eu tivesse vivido um amor. Meu aniversário passou a alguns meses, e ninguém lembrou... Nem umzinho parabéns... Nada... Os únicos que lembraram foram os da minha casa, após minha mãe convenientemente lembra-los durante o café da manhã. Isso me deixou completamente fudido, dói até hoje... Se eu tivesse que fazer tudo diferente eu teria feito. Não teria passado os últimos dois anos enfurnado dentro do quarto, fumando maconha para me imaginar como grande, para esquecer o quanto eu me odeio e me envergonho de mim mesmo toda vez que eu boto o pé para fora de casa. Esses dias eu sonhei com uma menina chamada Isabelle, foi um lindo sonho, porém quando acordei a realização de que foi tudo Fantasia foi a pior de todas, desde então prefiro ter pesadelos, é melhor acordar e perceber que nada foi real.
Sinceramente, eu só queria alguém para conversar (sem propostas, gente), alguém para poder abrir meu coração e falar como me sinto e me senti nos últimos anos, alguém que possa eu possa olhar nos olhos e saber que Ali existe amor e compaixão...
Se eu for infectado eu posto uma atualização, se eu sobreviver também. Desculpem pelo desabafo adolescente, porém essa horinha que eu tirei para escrever, ajudou a me acalmar. Cuidem da família de vocês, gente. Por pior que eles sejam, eles podem ser tudo que vocês tem, obrigado pela atenção.
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2020.07.01 05:11 Oshi_neah Fui babaca por tentar dar uma lição de moral no meu ex? (MINHA PRIMEIRA VEZ AQUI, UHUUUL)

Olá Lubinha, esforçados editores, Espírito Santo já que o possível convidado nunca está conosco, lindas gatas, finados papelotes e turma que está a ler.
Essa história tem quase 1 ano e basicamente ela é sobre o término do meu webnamoro. Se preparem, talvez vai ser longa. Pode me chamar de Carls, Luba. Eu ficaria feliz kkkjj (manda um beijo pro Espírito Santo-ES se ler essa história por favor menorquetreix ❤
Bah ahã, eu namorei um boy virtualmente por 1a e 10 meses (vou chamar ele de Zarls pra ficar legalzinho) e terminei por que o namoro já tinha ficado cansativo, eu não estava mais gostando dele e ele não parecia estar mais interessado em mim, tivemos muitas brigas durante o relacionamento principalmente por causa de ciúmes de ambas as partes (namorar a distância é muito pior em relação a ciúmes, e eu achava um saco ter que lidar com isso) e ele estava há um tempo falando bastante de uma outra garota que ele tinha conhecido na escola e eu desconfiava que ele estava me traindo com ela (PS: fiquei sabendo que o Zarls ficou com essa garota assim que eu terminei com ele, pois é) ele dava muitas desculpas pra não ficar mais comigo, não gostava de jogar comigo e nem dava sugestões de novas coisas que pudéssemos fazer juntos, mesmo distantes, não se esforçava pra gostar de nenhuma das coisas que eu gostava apesar de eu começar a gostar de muitas coisas por causa dele e pra ter assunto pra falar com ele, além de que em tudo o que a gente discutia, ele sempre tentava se sair por cima querendo ser melhor doq eu em tudo e isso me deixa extremamente irritada.
Bom, depois do nosso término nós acabamos não rompendo 100% do nosso contato pq nós estávamos no mesmo grupo de amigos do Facebook e eu não queria me desfazer de todos eles por causa de um namoro rompido, e sempre que eu ia dizer alguma coisa ele tentava me mandar uma indireta dizendo algo relacionado a mim que ele não gostava quando estávamos juntos, quando eu desabafava por estar triste ele se metia dizendo coisas como o típico Nice People "Ain, está com depressão? Apenas fique feliz! Apenas supere!" (tive depressão antes de estar com Zarls e depois ainda tive depressão por bastante tempo e ele sabia disso e me ajudou bastante algumas vezes, isso ainda vai ser relevante), fiquei muito nervosa com essas coisas e dei uns cortes nele até que ele me bloqueou e saiu do tal grupo que tínhamos com esses amigos, nesse meio tempo eu acabei reclamando muito dele com esses amigos, disse que ele tinha sido hipócrita comigo e que eu não aguentava mais lembrar dele, até que cheguei em um pico de raiva e disse que na verdade, preferia que ele estivesse morto (sei que fui muito cruel dizendo isso, mas não acabou por aqui) Algum tempo depois, uma página de LoL (nos jogavamos muito LoL juntos) anunciou que criaria vários grupos separados no Whatsapp para os fãs da pagina (se não me engano eram 5 grupos) e eu fiquei super animada em participar pq gosto de conversar com pessoas diferentes sobre coisas que eu gosto muito. Lembrando que tinham 5 grupos nessa página, e existiam mais 4 opções além da minha pra ele entrar e ficar lá com diferentes tipos de pessoas, mas adivinha em qual grupo ele entrou?
Exatamente
NO MESMO QUE EU!!
Eu reconheci ele pelo número de telefone dele (detalhe: dois anos de namoro e ele não tinha decorado meu número KKKKKKKKKKKK)
Ele não sabia que eu tava no mesmo grupo que ele, pq como eu disse ele não tinha gravado o meu número no celular dele, porém assim que eu percebi que ele estava no mesmo grupo que eu, eu quis sair de lá, porém eu percebi que no meio das mensagens que ele mandou, ele estava reclamando de uma ex, e até aquele momento a única ex que eu sabia que ele tinha era eu, e quando fui ler ele realmente estava reclamando de mim, e além de estar reclamando ele estava MENTINDO SOBRE MIM E ME FAZENDO PARECER A EX LOUCA E SURTADA QUE ABUSOU DO INCRÍVEL PSICOLÓGICO DE MERDA DELE. Eu fiquei enojada e não acreditei que ele tava falando coisas tão ruins do nosso relacionamento, eu me desdobrei tempo inumeras vezes pra tentar fazer ele feliz e se sentir melhor mesmo que meu emocional estivesse pior ainda, já que na época eu tive depressão e até mesmo me automultilava pra tentar resistir a dor que eu sentia) No meio das conversas ele disse que eu era IDIOTA E TROUXA por ter comprado 2 skins no LoL de presente pra ele, o que custou uns 60 reais do meu bolso e ficou se exibindo por ter ganhado de mim skins bonitas e de patente alta no jogo (ele nunca me deu um único presente em dinheiro, nunca comprou nada pra mim e eu nunca cobrei isso dele pq dizia que o importante não eram presentes caros e sim oq ele sentia por mim, oq pelo que eu vi era um sentimento falso). Nesse momento, eu fingi que não era a ex dele e que só era uma pessoa ali no meio e entrei no meio da conversa, tentando ao máximo não atacar ele pq eu já tava PUTA de raiva, mas sabia que atacar e xingar ele não resolveria nada, então só disse que não achava saudável as pessoas atacarem outras e chamarem elas daquela forma, principalmente se essa pessoa era uma ex e tinha feito parte da vida dele, que ele deveria ter um pouco de respeito pelo que a pessoa tinha representado pra ele. Pois bem, o Zarls TIROU ONDA doq eu disse e afirmou que a ex dele era só uma louca que sentia ciúmes sem motivo dele com a amiga lésbica dele (eu realmente senti ciúmes dele com a melhor amiga dele, apesar de ela ser lésbica, mas não era pq eu achava que ele ia me trair com ela, e sim pq quando ele estava com ela, ele não me dava atenção NENHUMA, NEM UM PINGO, ZERO, UM VÁCUO DE ATENÇÃO, e isso não aconteceu uma ou duas vezes, acontecia direto, eu reclamava com ele, ele dizia que ia mudar mas nunca mudava) aí eu tinha ficado nervosa, perguntei se "a ex" dele tinha algum problema psicológico pra sentir ciúmes compulsivos dele (pq foi oq ele disse que eu sentia, aiai) aí ele só disse que ela só tinha depressão (pelo menos uma verdade), e eu falei me vitimizando um pouco, isso eu confesso, que talvez ele não tinha tratado ela como deveria, já que ela tinha depressão os sentimentos dela nunca seriam 100% normais pq existia muita insegurança e coisas do tipo, e disse que se ele tivesse oportunidade de conversar com "ela", seria bom que ele pedisse desculpas pra ela, pq se "eles" tinham terminado, claramente a culpa não era só dela, e sim dele também (não tiro de mim a culpa pelo meu relacionamento ter dado errado, sei que cometi erros também, mas eu sempre me esforçava pra mudar eles, coisa que eu nunca vi ele fazendo) e mandei ele ter mais respeito pelas pessoas e parar de falar mal de ex'es dele na internet no meio de um monte de desconhecidos que provavelmente nem conheciam ela, pq isso era falta de respeito e que o relacionamento era uma coisa que ele tinha que resolver pessoalmente com ela, e não ficar explanando a vida dela pra gente desconhecida. Pois bem, uns 10 minutos depois disso aparece mensagem dele no meu Whatsapp, mensagem privada mesmo, dele me mandando parar de fazer drama no grupo, sendo que era ele quem estava lá me apresentando como uma louca e ele como o santo que não fez nada de errado, mentiroso do krl. Perguntei como que ele tinha conseguido meu número e ele disse que tinha pegado o número sabe com quem? Com aquela melhor amiga lésbica dele (vou chamar de Karen, que se dizia minha amiga também e eu tinha desabafado com ela dias antes disso e ela parecia me apoiar e não a ele que tinha literalmente ME TRAÍDO), nessa hora fiquei puta com os dois, com ele por ter mentido muito sobre mim e com ela por ter dado o meu número pessoal pra uma pessoa que eu claramente não queria que tivesse o meu número sem nem me perguntar antes. Quando ele me reconheceu e mandou mensagem no privado, eu disse pra ele pra parar de ser infantil, que essa atitude dele não se fazia ainda mais com uma pessoa que tinha perdido 2 anos da vida dela por causa dele e que ele sabia muito bem que tinha depressão e que poderia muito bem se matar depois de um absurdo desses que ele tinha feito simplesmente pra parecer o "bonzão", falei que fui muito trouxa de ter acreditado que um dia ele gostou de mim, falei que ele era um fingido desgraçado e que não merecia nem um único segundo que eu gastei com ele e nem um único centavo que eu tinha gastado com presentes pra ele, falei que esperava algo mais decente vindo dele e que depois de não ter nem tido a iniciativa de me pedir em namoro por si próprio (ele me pediu em namoro pq uma amiga aconselhou ele a fazer isso), esperava que pelo menos no término ele agisse como homem e não como uma criança que só queria atenção. Falei que ele não merecia a mulher que eu tinha sido pra ele, e que como ele era um mentiroso crianção de MERDA e não respeitava nada doq eu fui pra ele, na verdade ele não merecia mulher nenhuma. Bloqueei ele depois de ele pedir desculpas da forma mais genérica possível e disse que antes de fuder o psicológico de outra garota, ele precisava primeiro crescer e tentar ser uma pessoa melhor. Fui conversar com essa amiga dele que deu meu número pra ele e ela confirmou que fez, mas ficou se fazendo de vítima e depois me bloqueou também, acho que tinha me livrado de uma boa, pq se ela tinha me metido a facada nas costas uma vez, ela poderia fazer de novo futuramente. Não acho que ela tenha se arrependido, mas enfim, foi isso que aconteceu. Depois de um tempo me arrependi um pouco de ter fingido ser outra pessoa pra fazer essas coisas com ele, mas não sei julgar se foi injusto, por isso deixo o julgamento com vocês. Eu fui babaca ou não fui?
PS: Na época eu tirei prints das conversas no Whatsapp, mas eu troquei de celular e não consegui salvar as fotos, e tbm não achei elas no meu Google Fotos pra confirmar, mas vou continuar procurando. Se eu achar tento colocar aqui no post ok? Beijos lindos menorquetreiss
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2020.06.29 17:54 stlukest NADA vale mais que a própria saúde.

Boa tarde a todos!
Ainda não havia falado publicamente sobre a minha história, mas para além de um desabafo, creio que ela também possa servir de alerta para outras pessoas.
Para início de conversa, sou um homem brasileiro de 27 anos.
Em abril de 2018, insatisfeito com o fato de meus cabelos caírem, visitei um médico que me recomendou fazer uso de um medicamento chamado finasterida, bem conhecido para esse fim, embora eu não o conhecesse. Depois de dar uma investigada, comecei a tomar.
Menos de um mês depois, em maio, repensei essa história. Tomar um comprimido de forma permanente por questões estéticas não me parecia bom. Liguei para o médico. Ele disse que preferia que eu continuasse, mas que poderia parar se eu quisesse, sabendo que os cabelos continuariam a cair. Decidi parar.
Segui minha vida normalmente até julho, quando comecei a perceber umas coisas estranhas.
O sexo estava diferente. Não parecia mais tão prazeroso. Sei lá. Talvez eu estivesse estressado com as coisas da rotina? Deixei rolar, mas não melhorou. Fui percebendo que a sensibilidade, o tesão e aquela sensação boa na hora do sexo estavam diminuindo, embora a ereção continuasse normal. Nessa época, visitei dois médicos que falaram que não era nada de importante e provavelmente relacionado a stress (???).
Toquei minha vida mesmo sem notar melhoras. E foi um ano depois que a merda toda desmoronou.
Agosto de 2019. Passei a ter problemas de sono (não dormia por mais de 2h sem acordar), dores de cabeça latejantes que não melhoravam com remédio, perdi boa parte do meu olfato, meu olho direito passou a enxergar meio embaçado, comecei a ter zumbidos no ouvido, espasmos pelo corpo, e a ver aquelas "mosquinhas" nos olhos (moscas volantes). Tudo isso começou a acontecer em uns cinco dias. E o pior de tudo: eu não me sentia feliz, triste, nervoso... não sentia absolutamente NADA. Era como se eu fosse um verdadeiro zumbi, como se meu cérebro não estivesse funcionando direito.
Tive de visitar várias especialidades de médicos e fazer vários tipos de exames, e foi a primeira vez que tive como provar pros médicos que algo estava errado comigo.
Meu hemograma estava normal, mas meus exames hormonais estavam quase todos desregulados. Testosterona e cortisol baixíssimos, hormônio de crescimento (GH) bem acima do nível desejável. Também fiz uma ressonância magnética na cabeça, que não apresentou alterações. Tudo isso veio como uma avalanche pra mim, que nunca havia tido problemas de saúde antes.
Comecei a ver algumas melhoras só depois de uns 40 dias de muito sofrimento. Meu sono melhorou, o zumbido e as dores de cabeça fortes pararam. Os hormônios voltaram a níveis razoáveis, mas a questão sexual, a perda de olfato, os espasmos e os problemas nos olhos permanecem.
Hoje sei que não sou o único que teve sintomas do tipo após usar esse medicamento. Embora sejamos uma minoria, já há estudos científicos que mostram o quão prejudicial esse medicamento pode ser para algumas pessoas. É difícil pra caramba falar sobre isso, principalmente sem saber o que pode acontecer no dia de amanhã, mas ficar quieto e tratar as coisas como tabu não resolve e nunca resolveu nada.
Agradeço aos que leram até aqui. Uma ótima semana a todos e protejam-se!
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2020.06.28 13:53 AntonioMachado [2016] Domenico Losurdo - Stalin e Hitler: Irmãos Gémeos ou Inimigos Mortais?

Artigo: https://www.marxists.org/portugues/losurdo/2016/03/29.htm
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2020.06.23 16:00 drimougui Meus White problems

Olá Luba, editores e turma, Luba por favor leia essa história com um sotaque não xenofóbico do interior de Goiás. Em 2016/2017 ganhei uma bolsa de estudos em Portugal e, como típica intercambista BR aproveitei pra fazer um mochilao de uns 15 com moedinhas contatadas, como disse, era bolsista e não rica.
Em Roma, acabei conhecendo uns amigos de uma amiga, também brasileiros, me diverti muito com eles e caminhamos por toda a cidade no meu primeiro dia lá, no segundo, fomos ver o papa. Não sou católica, mas fui pelo rolê. Depois da missa, nos separamos, eu peguei um metrô pelo Coliseu e Fórum romano. Comprei o ingresso para as duas coisas e comecei a visita pelo coliseu.
Eu tava lá andando de boas parei pra tirar uma foto.... CADÊ meu celular? Imagina o desespero dos minutos seguintes. Tentei falar com um guarda, mas ninguém falava português ou inglês. Tentei falar com uma guia italiano que falava português, mas ela só virou pra mim e disse que eu deveria ser mais cuidadosa. No meio do meu desespero, eu não conseguia falar com ninguém e ainda fiquei perdida lá dentro, aquele lugar era redondo e perfeitamente simétrico e não importava em qual direção eu fosse eu não conseguia sair dali. E aí passou uma família norte americana que tentou me ajudar, me tranquilizaram e saíram em busca da administração. Nesse meio tempo, alguém passou e me disse, por gestos, que tinha encontrado meu celular e deixado em algum lugar. Nisso o casal norte americano voltou e me levou pra ligar pra polícia, como interprete, uma pessoa que falava um espanhol precário se apresentou. Eu cheguei a falar com a polícia antes de conseguir explicar que alguém havia encontrado meu telefone e deixado em algum lugar. Quando expliquei isso, finalmente me levaram pra um lugar onde alugavam guias eletrônicos e meu celular estava lá. Parece um belo final feliz né?
Bem, tudo esse drama era por um telefone que estava sem chip europeu, sem touch e que só servia para fotos. Sim, eu gosto de fotos. Minha comunicação com o mundo nesses dias se dava com um tablet que eu tinha na época, apenas em locais com WIFI grátis. Em fim, depois desse apuro o fórum já estava fechado e eu não pude aproveitar meu ingresso, mas continuei passeando pela cidade até que choveu e tive que voltar pro hostel molhada em pelo inverno europeu. No hostel, eu doei meu ingresso pro fórum romano e descobri que meu passaporte tinha molhado e borrado a foto.
Aquele era meu último dia na cidade e eu já tinha desocupado minha cama pela manhã e não poderia nem tomar um banho. Mas o cara do hostel foi muito legal, me fez um chá e me deixou ficar por lá, na sala, até o momento em que meu ônibus por aeroporto chegasse. Meu plano anterior era “dormir” na estação de trem.
Quando finalmente cheguei no aeroporto, fui toda feliz pegar meu avião pra Paris, próximo destino. Passei minha passagem no leitor e….vermelho, tudo bem, tentei mias uma vez e… vermelho novamente. Fui tirar a dúvida com o rapaz da ryanair. Perguntei pra ele o que tinha de errado e porquê minha passagem não estava passando. Ele pegou ela, olhou e olhou e de repente encontrou o problema:
_ Its to 26, today its 27.
Exatamente, e deveria ter ido embora da cidade no dia anterior. Para piorar, o custo da passagem emergencial era de 90 euros (a passagem mais cara que eu tinha comprado até então foi 25 euros e já era o dobro da maioria).
Sentei num canto e fui pensar no que fazer. Depois de Paris meu próximo destino era Milão, então eu resolvi que iria direto para Milão de ónibus. Consegui conversar com aqueles amigos do começo da história e eles concordaram em guardar minha mochila onde estavam hospedados. Feito isso, olhei meu mapa (de papel) para a rodoviária e pensei: Posso chegar lá de a pé. E fui. Obviamente eu me perdi. Fui parar num bairro com nome da rodoviária, mas não na rodoviária. Um moço na rua me disse que eu iria ter de pegar o metrô, mas eu não precisava gastar 4 euros com um mero metrô.
Na universidade de Roma consegui internet e descobri o local exato da rodoviária. Salvei o trajeto e fui. O caminho até lá incluía um looongo caminho por uma highway com uma calçada estreita. Caminhei vários quilômetros com nada mais por perto além de carros em alta velocidade até chegar até tipo uns 50 metros da rodoviária. Mas entre eu e ela tinha um viaduto. Um viaduto sem calçada, sinal ou faixa de pedestre. Não vi como passar por ali sem morrer. Então eu voltei por todo o caminho até a estação e peguei um metrô até a rodoviária. Comprei passagem para Milão saindo as 23h.
Aproveitei que tinha comprado um passe diário do metrô e fiquei indo em todos os pontos turístico nas redondezas das estações. Lá pelo final da tarde, percebi que meu pé estava apodrecendo dentro da bota de inverno úmida (lembra da chuva e do fato que eu tinha ficado a noite toda na sala do hostel?).
O importante é que em algum momento eu comi uma bela pizza e a despeito de tudo eu resolvi que conseguiria passar pelo bairro medieval de roma e ir para o vaticano de à pé. Obvio que eu não consegui. Estava muito cansada e resolvi pegar um ônibus. Esperei o que pareceram quarenta minutos sozinha por ele, já no escuro, tudo para ver as luzes na basílica. Peguei o ônibus, ele atravessou a ponte , virou a esquina e chegamos. Sim, eu poderia ter chegado de à pé tranquilamente.
Tirei minhas fotos do vaticano, tomei um susto acha no que tinha perdido as fotos, chorei um pouco. Peguei o Metrô e voltei para o hostel dos meus amigos para recuperar minha mochila. Na estação de trem mandei mensagem para eles e fui. Cheguei e sentei na porta, ninguém. Esperei e esperei. Não podia tocar a campainha pq tecnicamente não era para as minhas malas estarem lá. Nisso, um homem começa andar calçada em frente a casa de um lado para outro. Eu abracei minhas pernas e comecei a chorar, cansada e com medo. Depois de um tempo o homem vem até mim e diz:
_Quer que eu chame uma ambulância? (Já nem me lembro em qual idioma)
Eu recusei e agradeci e fiquei mais tranquila. Os meninos no hostel finalmente viram minha mensagem vieram abrir a porta. Por sorte eles conseguiram até mesmo me fazer tomar banho e secar um pouco minhas botas com um secador de cabelo.
Voltei para rodoviária e peguem meu ônibus noturno. Eu entrei logo e levei minhas mala junto. Estava de chinelos pois não conseguia calçar as botas de tão machucados que estavam meus pés. Contrariando minhas expectativas o ônibus estava cheio. Não tinha um banco vago. E também não tinha um único italiano. Todos mundo ali parecia estar vindo de outro país e tentando a sorte. Por minha burrice em não guardar a mala tive que passar as nove horas seguintes com uma mochila pesada no colo. Mas sinto pena mesmo de quem estava por perto das minhas botas, que como podes imaginar fediam como a morte.
Cheguei em Milão pela manhã, faziam 2 graus e eu ainda de chinelo. Um rapaz que viajou no mesmo ônibus que eu até mesmo se ofereceu para me comprar um tênis, mas expliquei para e ele que não poderia calçar um. No fim deu tudo certo uma vez no hostel, dormi pelas próximas 24h.
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2020.05.31 02:16 Average_simian Como vocês lidam com a perspectiva de nunca conseguir encontrar o amor?

Sou um homem de 24 anos e me considero uma pessoa emocionalmente madura. Material e profissionalmente sigo melhorando gradualmente, mas ainda tenho um longo caminho pela frente. Em 2018 conclui minha graduação em História, mas a escolha não se mostrou muito promissora. Atualmente estou me organizando para uma nova graduação em uma área que possa proporcionar maior estabilidade e onde eu trabalhe menos. Tenho meus hobbies, bons amigos e saúde. Em suma, levo uma vida relativamente boa, tirando um ou outro problema que aflige qualquer ser humano, mas sempre dou um jeito de contornar e seguir em frente. Só tem uma coisa que realmente me incomoda e têm ocupado boa parte das minha reflexões recentes: a vontade que tenho de ter um parceiro romântico.

Já tive alguns webnamoros quando era mais jovem, mas devido a distancia e falta de maturidade na época, eles não levaram a nada. Na época de escola fiquei com algumas poucas meninas e tive meus amores platônicos, mas também nunca deu em nada. Só em 2014 que fui ter meu primeiro relacionamento sério e que durou pouco mais de um ano. Foi um relacionamento difícil e que fez com que eu amadurecesse muito. Ela era uma pessoa que tinha muita dificuldade de demonstrar afeto, e eu ficava cobrando atenção. Esta dinâmica dela ficar fugindo e eu ficar cobrando acabou ficando insustentável e ela resolveu terminar. No primeiro ano do término eu sofri muito e culpei ela pelo fracasso de nossa relação, mas com o tempo fui assimilando que nossas diferenças eram inconciliáveis, e que seria impossível e errado querer mudar o jeito dela de ser. Ela era ausente não só comigo, mas com todo mundo. E eu precisei reconhecer que gosto de parceiros românticos que são mais carinhosos e sensíveis.

Depois deste namoro me relacionei com outras garotas, e cheguei bem próximo de namorar duas delas. A primeira era uma amiga de longa data que conheci pela internet, e morava não tão longe de mim. Durante alguns meses a gente conversou muito e passei alguns dias na casa dela e ela alguns dias na minha. A gente se deu muito bem, e o fator de nossa amizade de longa data acabou fortalecendo ainda mais nosso laço. No horizonte eu via a possibilidade dela vir fazer a faculdade dela na minha cidade. O único porém é que ela ainda tinha assuntos mal resolvidos com o ex dela. Não demorou muito para eu perceber que ela estava dividida entre nós dois, e nesta balança o coração dela pesava muito mais pro lado do outro rapaz. Me retirei pra evitar de me magoar, mas até hoje somos bons amigos.

A segunda garota com quem eu poderia ter tido uma relação foi apresentada por meio de amigos em comum, e ela demonstrou interesse por mim depois de algumas vezes que a gente se encontrou. Ficamos por algumas semanas e logo eu joguei um balde de água fria entre nós. Por mais que ela fosse legal e tivéssemos muitas coisas em comum, eu não conseguia sentir atração física por ela. Até tentei contornar a situação, mas ficou evidente que não ia dar certo. Ainda não sei dizer o quão problemático é deixar a aparência ofuscar uma personalidade que gostei tanto. Mas tendo a pensar que é normal, cada ser humano tem suas preferencias. Não acho certo me manter em uma relação onde não consigo sentir prazer físico com a pessoa.

Enfim, contei toda esta história para poder ilustrar como acho difícil encontrar um parceiro romântico com quem eu realmente combine e dê certo. Já tive relação com alguém que não tinha a personalidade compatível comigo, com gente que combinava, mas já havia encontrado o amor em outro, e com uma pessoa que se encaixava em quase todos os aspectos, só que fisicamente não houve "química". Por mais que minha vida esteja encaminhada em outros campos, sinto que romanticamente eu nunca consiga avançar. Talvez eu nunca vá encontrar alguém para construir uma vida ao meu lado. Sinto que muita gente entra em relacionamentos por carência, e a relação acaba trazendo só dor em ambos. Também vejo gente que encontra sua "alma gêmea", e mesmo aos trancos e barrancos consegue ser feliz. Acredito que encontrar alguém que realmente combine e dê certo contigo seja pura questão de sorte, e que nem todo mundo vai ser feliz no amor.

Evidente que vou manter o coração aberto para novas oportunidades, mas a ideia de que nunca vou encontrar alguém já não me assombra mais. Como diria o saudoso Zé Ramalho: "Quem tem amor na vida, tem sorte". O que pensam sobre o assunto? Como vocês encaram a possibilidade de nunca encontrar o amor?
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2020.05.22 14:25 informaxweb O pequeno príncipe

Em um certo dia estava de boas navegando na minha internet maravilhosa e vi umas pessoas fazendo resumo de livros, achei muito interessante a ideia, lembrei que na infância fiz uma peça do pequeno principie, por volta de 7/8 anos atrás e eu tinha sido o pequeno príncipe kkk. Bom eu tinha lembrado uma pergunta que tinha feito a uma professora "porque os adultas fazem coisas tão estupidas?" a minha professora olhou para mim e disse "quando estiver mais velho, vais saber", agora estou aqui depois de muitos anos e de reler o pequeno príncipe, vou publicar a vocês, "as conclusões do pequeno príncipe".

ER... oi, vamos lá... você pessoa anônima já leu o pequeno príncipe?
Já tentou pincelar um pouco a origem, história e trajetos do garotinho?
Não?! Vamos lá então. Eu me chamo robert e apresentarei hoje, “as conclusões do pequeno príncipe”
Bom, o livro começa com um adulto que aparentemente quebrou seu avião enquanto pilotava, mas depois de ler algumas frases e conversas percebi que tinha duas perguntas na mente dele, “o que é ser uma pessoa mais velha? ” e “o que deveria ser considerada uma coisa séria?” e ao desenhar em seu caderno ele percebe isso. Provavelmente você durante sua vida já deve ter visto, se trata de o que aparenta ser um chapéu, claro que você vira isso se sua curiosidade fosse de uma forma mais “adulta”, ou poderia ser uma jiboia engolindo um elefante sendo sua mentalidade mais fértil, uma mentalidade mais “infantil”.
após este rapaz passar o dia concertando o avião, tinha uma voz na mente dele discutindo consigo mesmo “o que é ser sério?”, a noite chega e o senhor decide adormecer então de longe o pequeno príncipe chega de longe e pede para ele desenhar um carneiro, homem então se levanta e afirma que não tem habilidade suficiente para desenhar algo “difícil”, só consegue fazer aquele desenho que tinha feito antes, o pequeno príncipe ao ver o desenho do “chapéu”, ele afirma que seria uma jiboia e não um elefante como todos veem. A partir dali começa uma amizade entre o homem e o pequeno príncipe, após alguns dias juntos o homem se pergunta de onde veio o pequeno príncipe, pois claramente ele não aparentava ser daquele local, que é pelo tamanho extremamente pequeno do seu planeta o pequeno príncipe não conheceria o homem, a partir daí começa sua história.
O pequeno príncipe conta que morava em um pequeno asteroide, eis que do mesmo asteroide nasce uma rosa, ou seja nasceu em sua casa e ele se encanta por ela, o problema é que esta rosa possuía um orgulho muito grande e por ser a única rosa daquele local ela tratava-o muito mal, aos poucos aquela “amizade” foi ficando chata e se desfazendo, a partir disso o pequeno príncipe achou que deveria conhecer outros locais através do vasto espaço inexplorado, ele se despede da rosa e ela acaba se desculpando sobre tudo que tinha feito e ambos se separam entristecidos. E após essa despedida é que a viagem dele pelos vastos asteroides começam.
O primeiro asteroide é de um rei, que aparentemente vivia sozinho naquele pequeno espaço e mesmo sendo um rei sem nenhum habitante o trabalho se tornaria inútil e isso o entristecia. O segundo asteroide então era e um homem vaidoso na qual vivia sozinho em seu mundo e mesmo que suas roupas fossem lindas, seus modos e sua beleza, restava algo no vaidoso, uma pessoa a quem admirar ele e por não ter isso o entristecia. O terceiro planeta é de um bêbado onde seu objetivo e o que ele fazia da vida, era apenas beber, o problema era que ele bebia para esquecer de seus problemas e seu problema era nunca para de beber. E viver assim nessa espécie de paradoxo de beber para esquecer que não se deve beber ele só ficava naquele mundo e isso o entristecia. O quarto planeta era de um homem que passava sua vida contando estrelas, ele contava e contava varais e várias vezes cada uma delas e ele sempre fez isso, por anos disso ele não tinha tempo. O pequeno príncipe em sua reflexão pensou “regar uma flor pode ser útil, para a flor que se mantem viva e para mim que me sinto bem a fazer isso, contar as estrelas pode ser útil para ele, mas, e para as estrelas o que beneficiam elas? E isso o deixaria preso infinitamente. O quinto planeta era de um lampião que passava sua vida ascendendo e apagando um grande e único lampião de seu planeta, por quanto mais passava as estações, o seu serviço por obrigação ficava mais rápido, fazendo com que um dia no seu planeta durasse apenas um minuto, levando uma vida mais triste, mas a mais útil do que a do rei, do bêbado, do vaidoso e do contador, pois ele não fazia as coisas apernas para fins próprios ele fazia para o mundo dele, fazendo dele uma pessoa menos egoísta e mesmo assim isso o entristecia. O sexto planeta era de um geografo que ficava todo o momento “descobrindo” e anotando coisas sobre seu mundo, só que não tinha o porquê ele fazer aquilo, afinal ele precisava com que pessoas fossem no mundo dele para ele relatar o que já tinha visto e encontrado e de todos ele era o único que aparentava ficar feliz com suas próprias conquistas e o trabalho que fazia com tanto orgulho e êxito.
Logo após todos esses asteroides o pequeno príncipe tem a recomendação de ir até a terra.
Mas... calma quero que reflita agora o motivo desse livro ser tão importante para todos que leram, bom a uns anos atrás eu fiz uma peça para minha escola e eu me perguntava o motivo dos adultos fazerem coisas tão idiotas, cheguei a perguntar para minha professora de teatro na época, “porque os adultos fazem coisas tão idiotas e acham certo? ”, ‘porque o vaidoso se vestia tão bem se não tinha ninguém que podai admira-lo? ” “Porque o rei reina um local onde não tem ninguém para ele ordenar? ”, “ porque o lampião apaga e ascende se não tem ninguém para ver? ”. E ela sempre falava para mim “ quando você crescer, vai entender” e por incrível que pareça ela estava correta. Após rever este livro tão incrível esses dais, eu percebi o que acontecia, todos os planetas eram habitados por adultos, onde o primeiro seria o rei não sabe ser divertido, para ele ordenar e ser respeitado era uma coisa que estava acima de tudo, indicando a severidade dos adultos. O vaidoso não ligava para suas roupas desconfortantes ou seu jeito educado que as veze podia ser até chato e ele representava, mostrando que estética e aparência é o que importa, indicando um padrão a ser seguido. O bêbado por sua vez não conseguia ser ele mesmo, mostrar sua verdadeira personalidade, então ele bebia para esquecer dos problemas, o seu único mal era não ter coragem de parar de beber isso tornava-o uma pessoa muito mal e triste e isso mostra o lado inseguro dos adultos. O contador de estrales era a pessoa que trabalhava e por tempos não parou de trabalhar, o contador é o que mais trabalha e se esforça e por ironia de um destino, se torna o mais inútil, por ter uma informação desnecessária para as outras pessoas indicando o lado de trabalho dos adultos. O asteroide do lampião era o mais triste e chato, mesmo assim tinha um bom coração, querendo manter sempre o mundo iluminado e apagado, indicando o arrependimento dos adultos. E o geografo, bom tomei o exemplo dos setes pecados capitais da bíblia, se fosse classifica-lo seria a preguiça, o geografo passava o seu dia descaçando em seu vasto planeta e tudo que sabia era pelas as pessoas, por alguém que passou por ali e falou algo, ou por alguém que gostava de contar as coisas da sua vida para ele, afinal ele nunca quis levantar de seu local e ir ver o mundo incrível que avia a sua volta, mostrando o lado cego dos adultos.
Percebeu? O pequeno príncipe em seis asteroides mostrou a vida de um adulto. Uma vida sem sonhos, motivos, expectativas que trabalha sem para e não consegue entender o mundo a sua volta.
A mensagem que quero passar é... Não seja um adulto, não perca o seu pequeno príncipe, eles por mais uteis que fossem viviam solitários, sozinhos e tristes e se um dia perguntarem o que você via no desenho... pode falar que via uma jiboia engolindo o elefante... sem medo de nada.

obrigado para quem leu ^^
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2020.05.18 15:48 42bakunin42 Amar é deixar ir

No ano passado eu conheci uma garota (vou chamar ela de Juliana), nós nos conhecemos no trabalho, a Juliana não era uma garota de falar, ela era bem calma, tímida e na dela, só que diversas vezes eu a via triste, ela parecia deprimida , sempre tentei me aproximar dela, tentei de diversas formas fazer ele ficar um pouco mais feliz e dar risadas, e consegui, nos tornamos amigos, mais pra frente ela me disse que tinha depressão e tentou suicídio algumas vezes, mas que estava passando no psicólogo e esses pensamentos tinham passado, cada dia mais nos tornamos mais próximos, ela é atriz, fui em algumas peças dela, ela é muito boa. Um dia a Juliana me falou que não confiava em nenhum homen, apenas em mim;Ano passado foi meu último ano na universidade, e em diversas vezes eu queria desistir, sair da faculdade e desistir de tudo mas a Juliana não deixou, sempre me deu conselhos, puxões de orelha e apoio, mesmo ela sendo mais jovem que eu, ela sempre me pareceu muito mais madura. Com o tempo eu comecei a nutrir um sentimento amoroso por ela, adoro falar com ela, poderia passar o dia todo sentado ao lado dela falando sobre tudo, mesmo com esses sentimentos até hoje nunca falei sobre isso, não quero ela ache que toda nossa relação é baseada em um sentimento que criei. Recentemente ela me falou que é bissexual, e que nos últimos tempos ela tinha se apaixonado por duas pessoas, sendo que a primeira era uma menina, ela me falou que essa garota era uma ótima pessoa, que queria muito ter uma relacionamento com ela só que os pais não iriam apoiar e que decidiu não seguir em frente, a segunda pessoa era um homem, mas ela não me falou sobre ele.
Sendo sincero, eu sempre achei que ela fosse lésbica, então não fiquei surpreso com isso, eu amo aquela garota e quero que ela seja extremamente feliz, então resolvi que não vou falar nunca sobre meus sentimentos, não quero quebrar a confiança do único homem que ela confia, provavelmente, no futuro ela vai começar um relacionamento com alguma garota e eu vou apoiar ela, acho que amar alguém é também saber abrir mão, não acho que ela tenha os mesmo sentimentos que o meu, eu sei que ela gosta muito de mim, mas não dá mesma forma, além disso eu não acho que esteja pronto de verdade para um relacionamento, namorar alguém envolve muitos fatores mentais, de saúde e etc e nesse momento eu não tenho.
Eu espero que ela seja muito feliz com os amores que ela vai ter, quero que ela se apaixone novamente, que possa entrar de cabeça em uma relação, vou sempre estar do lado dela para tudo, é como disse amar alguém é saber deixar ir, ela é livre e sempre vai ser jamais quero forçá-la e nada.
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