Eu não sei se eu quiser sair com ela

Não sei se eu tô certo ou se eu tô errado Mas faço tudo o que eu digo e digo tudo o que eu faço Nesse mundo eu sou eu, você é você Faça tudo o que quiser porque eu também vou fazer. Não sei mais o que faço Eu já fumei dez maços Mandei tudo pro espaço Agora eu só quero paz. Cansei dessa gente desse papo furado Eu viajei por todo o mundo pra ficar descansado Mas nada feito, o meu ... Se ele está com você, em um relacionamento sério e você não pode sair a noite com ele, eu não vejo sentido nele indo sozinho. Em uma boate por exemplo, todos estão bebendo, muitas mulheres, eu sei que se ele for te trair, pode te trair até na esquina, mas eu acho que o ambiente já é um ambiente com energia para isso... Eu já respondi a esse quiz, mas ainda não sei o resultado. Quis: verbo querer O verbo querer se refere, principalmente, ao ato de ter intenção, vontade ou desejo de alguma coisa. É um verbo muito utilizado pelos falantes, apresentando uma grande variedade de significados: desejar, ansiar, pretender, tencionar, exigir, ordenar, necessitar ... A coisa que eu mais quero é sentir que ela sente algo por mim também, por que eu sei que com ela todas as imagens que eu sempre idealizei do lado dela poderiam se tornar realidade, sentar de baixo de uma árvore num parque escutando uma fita k7 de blues, ou assistir um filme juntos e poder finalmente dar as mãos pra ela, e saber que ela ... Amanhã acorda aqui Eu tenho um som novo pra você ouvir Se quiser de novo eu não vou sair É que cê é surreal, o Salvador Dalí. Então tira a roupa Sai do celular Vai tá tudo aqui quando cê acordar Tem dois copo roxo, então fica um pouco Vai demorar pra voltar. E a gente brinda só tequila gringa Já te falei que hoje você tá linda Liga pra sua mãe, você não vai no almoço Fica ... Não sei se essa é uma preocupação da minha irmã e do meu cunhado. Creio que seja, mas talvez não de maneira tão acirrada quanto a minha. Exemplifico: se Catarina quer brincar com meus colares e Miguel também, eu incentivo (bem, agora nem mais tanto, dada a destruição do colar que minha amiga Karina me deu…rs). Pense em si, vá sair com os amigos, familia, não fique fechada em casa. Eu tambem estive nessa situação , depois de 15 anos juntos e com duas crianças. O inicio foi dificil, mas agora passado 6 meses é tudo mais facil. Tudo passa, e passa melhor se fizer coisas que goste. eu sei o quanto é difícil, mas tenta sair um pouco. não precisa ser pra encontrar alguém, mas sei lá, da uma volta (caminhando ou de bicicleta), é bom sair, sentir o sol, respirar um pouco (tomando todos os cuidados necessários e etc). é muito bom pra distrair por alguns momentos. eu sei o quanto é cansativo, o quanto demanda esforço ... Não tenho filhos. Nem sei se terei. Mas tenho 2 sobrinhos, um menino e uma menina, e quando li esse post não consegui não me identificar de algum modo. Não sei se essa é uma preocupação da minha irmã e do meu cunhado. Creio que seja, mas talvez não de maneira tão acirrada quanto a minha. Eu sei que não parece, mas ser antirracista não é só se portar diretamente contra o racismo. Na maioria das vezes eu me sinto como um dos mythbusters ou como parte da trupe do Scooby Doo ...

Escritor a beira do colapso

2020.09.30 21:06 pla-to Escritor a beira do colapso

Olá, Brasil
hoje venho lhes apresentar meu dilema. Gostaria de saber se os senhores podem me auxiliar, pedindo desculpas antes mesmo de começar a me explicar, tendo em vista o tamanho do post que abaixo segue. Para quem possuir a paciência e a resignação de ler até o final, só me faz possível agradecer e lhe estender um virtual e fraternal abraço.
tl;dr>! sou bipolar e gosto de escrever, não tenho um puto no bolso pq anos de estudos de filosofia e literatura me tornaram incapaz de conviver de maneira adequada nessa sociedade doente, peço que avaliem meu trabalho para que eu saiba se há futuro para mim na escrita e, também, que me ajudem com conselhos profissionais, doações ou de qualquer outra forma para que eu possa sair da cidade em que resido e busque um lar em São Paulo.!<
Vamos lá:
Me chamo Dillon Hagar (meu pseudônimo literário) e tenho ~30 anos. Sou formado em direito e administração com pós em direito penal e processual penal, não que isso me seja muito relevante sobre quem sou, acredito estar mais relacionado com minha história.
Venho de uma família brasileira típica: meu pai e minha mãe são pessoas honestas que sempre trabalharam (muito) para buscar oferecer o melhor para meu irmão e eu. Apesar da extrema formalidade que compele o viver dos dois, sei por fato e história o quanto eles nos amam. Meu pai sempre foi um cara absurdamente estourado e - até recentemente - acreditei que isso era apenas seu jeito de ser, afinal o cara já engoliu alguns sapos da vida (principalmente de sua falecida mãe).
Talvez pelo fato de ser tão estourado, permiti por muito tempo que minhas escolhas fossem feitas por mim, afrontar seus nervosismos só me gerava ainda mais ansiedade. Sempre me foi difícil o necessário pisar em ovos com ele, já que somos pessoas absolutamente distintas. Seu ideal de justiça é através da imposição da violência enquanto sou apenas um advogado que valoriza o debate, defende as garantias e direitos individuais e conhece um pouco das mazelas do nosso maravilhoso Brasil.
Fiz uma faculdade (duas, se prezar pela especificidade) que me habilitaram em uma profissão que não tinha e nem tenho a menor intenção de exercer. Sou advogado inscrito na OAB/SP, porém tudo que gostaria de fazer é rasgar minha carteira e escrever... Mas tudo bem, quem não é advogado hoje, não é mesmo?! Está ai a primeira vaidade formal que meus pais têm sobre mim que não faço questão.
Tenho um irmão mais velho (programador) que, com muito trabalho e talento, conquistou seu lugar ao sol nesse caótico mundo e foi morar em outro país, longe do julgamento dos velhos.
Para o caçula, restou apenas buscar se adequar a sociedade de uma cidade do interior paulista (~180k habitantes, ~450km da capital) e tentar ganhar algum dinheiro, porém, como fazemos isso quando não há oportunidades e se é um desarticulado?
Aos melhores empregos, não possuo a experiência. Para os demais, sou mais qualificado do que deveria. Sou um monstro em pele de homem, vagando por uma cidade que não parece ter o interesse de recepcionar o diferente.
Veja bem, estimado leitor. Sei o que sou e, acredito que aqui, seja o momento ideal para dizer o bestial ser que lhes redige este biográfico texto. Minha sinceridade é inata, não posso me mostrar por menos, não me sentiria bem comigo mesmo se não soubessem quem realmente é aquele que lhes pede algo.
Há alguns anos - graças a uma maravilhosa ex-namorada psicóloga - contrariado pelos meus pais que sempre viram saúde mental como tabu, decidi buscar ajuda profissional para tratar o vazio existencial que existe/ia dentro de meu peito. Após 6~8 anos de terapia e pelo menos outros 6 de clínica psiquiátrica, me deparei com o diagnóstico de um distúrbio de personalidade, "Transtorno de bipolaridade tipo 2", dizem os médicos. Como gosto de informalidades, prefiro chamar apenas de "meus demônios".
"Meus demônios" por muito tempo foram seres antagônicos dentro de mim, me aterrorizavam madrugadas a dentro, cochichando terríveis segredos em meus ouvidos. "Nunca serás o suficiente", "aqueles que dizem te amar riem de ti", "se tens medo de monstros olhe bem para dentro de si: tu és o monstro de quem teme". Nada legal, não?!
Medicação e terapia me tornaram inteiros, ao menos o suficiente para que tomasse as forças necessárias para meu "salto de fé", me fazendo no começo do ano finalmente deixar o ninho e buscar continuar somente com a força de minhas próprias pernas. A felicidade e a esperança, como bem sabem do ano de 2020, talvez tenham sido mal colocadas.
Surpreendentemente, mesmo com as coisas nesse plano de existência estarem indo em vertiginoso declínio, me encontro de certa forma bem e feliz comigo mesmo. "Meus demônios" agora são seres integrados em minha convivência e, com a força do estudo da filosofia (valeu Platão, estoicos, Nietzsche e demais) e outros literatos, descobri que não deveria mais temer minha patologia. Aprendi que ela sou eu e eu sou ela, essa "bipolaridade" que me faz navegar tão rapidamente entre humores é tão somente parte de quem sou. Se antes terapia e remédios eram minha cura, hoje digo com propriedade que aprendi ser minha própria mirtazapina. Se antes chorar de manhã e sorrir de tarde eram um problema, hoje aprecio o fato de lacrimejar enquanto escuto Avril Lavigne (que mulher!), mais tarde me abraçar ao som de Dream Theater e me odiar durante as madrugadas com Witchcraft ou Void King. Música, filmes e livros: ai está minha eterna companhia.
Pois bem, caríssimos estranhos. Sou o que sou e não lhes nego! Talvez esse seja o maior trunfo do anonimato: a possibilidade de ser quem quiser ser sem o prejuízo de julgamentos. Espero que minha sinceridade não lhes seja ofensiva ao decoro, para os que até aqui chegarem agradeço de coração sua insistência.
Ok, ok, divago! Vamos voltar ao ponto central e motivo desse texto: Não tenho amigos e não tenho emprego. O primeiro se deve ao fato de que sou quem sou: aprendi a duras verdades que em uma cidade deste tamanho existem mais pessoas dispostas a lhe julgar do que entender. Geralmente fogem quando confesso ser bipolar ou quando descobrem que não tenho medo de estar em contato com meus sentimentos. Que coisa não?! Em pensar que o que todos buscavam era verdadeira conexão e honestidade nas relações. Mas tudo bem, quem lhes redige sabe que sua intensidade pode ser exigente demais da disponibilidade dos outros, procuro não julgar os que me negam.
Já para falta de emprego talvez seja uma consequência lógica do primeiro: Em entrevistas de emprego costumo ser brutalmente honesto com meu empregador (afinal não é o que pedem?), ainda há pouco me perguntaram qual o meu salário ideal, quando respondi minha quantia, balançaram a cabeça em sinal negativo e disseram que era incompatível. Quem sabe não tenha sido o mais inteligente de minha parte dizer que "talvez o senhor não devesse fazer perguntas que não lhe agradam a resposta, achei que me perguntavas o que eu queria, não que buscasse adivinhações". Sim, sou este tipo de ser. Novamente perdão se lhes ofendo, reafirmo não ser minha intenção. Convido-lhes para uma reflexão, amado desconhecido: poderia eu, sendo quem sou, responder diferentemente?
Pois bem, venho fazendo o que todo jovem advogado têm feito: ofereço serviços jurídicos a preços módicos (que costumeiramente adapto aos meus clientes como forma de lhes ajudar). Sou criminalista mas somente atendo um seleto tipo de criminosos: àqueles a quem se não oferecido um serviço jurídico, muito provavelmente seriam engolidos pela máquina punitiva do Estado e integrados ainda mais a criminalidade. Não advogo para partidos criminosos e muito menos para criminosos de carreira, minha intenção é ajudar e não livrar-lhes de culpa. Talvez percebam aqui os motivos de porque não me restar dinheiro...
A fim de dedicar ainda mais honestidade à este texto, digo-lhes que tenho sim uma amiga. Uma sócia-comparsa, somos advogados e trabalhamos juntos coletando moedas enquanto tentamos ajudar, um pássaro de asa quebrada por vez.
Novamente divago, perdão. Ao ponto então: bem, como já devem tê-lo percebido, meu negócio é a escrita. Amo escrever, estudo latim por hobby, leio dostoievisk por esporte. Escrevo poemas, poesias, cartas, o que quiser. Dedico aos meus amigos e conhecidos aquilo que posso oferecer: no meu caso é o que coletei em meus 30 anos de existência. Você tem um problema amoroso? Ótimo! Sou teu brother e lhe farei uma carta ou um poema para que sares o coração, ó jovem apaixonado! Lhe incomoda a ansiedade saber que em breve terá que defender seu TCC? Maneiro, meu parceiro! Dedicarei à ti minha próxima carta sobre como deve se lembrar que em outra época, também já se apavoraste com o vestibular mas, ainda assim sobreviveste. Aproveito para lhes endereçar esta pergunta: Como se sentiriam se alguém lhes dedicasse uma carta sobre um problema que você confessou ter? Enfim, acho que pegaram o fio da meada.
Atendendo ao meu cósmico chamado, neste mês de setembro (setembro amarelo, lembro), silenciei meus demônios e passei a publicar alguns de meus textos, cartas e poemas em meu facebook particular. Alguns receberam mais likes que outros, alguns nenhum. Devo dizer que me dói saber que minha escrita às vezes não é apreciada.
Ao verem uma suculenta oportunidade, meus "dêmos" foram atiçados e voltaram a sussurrar. A minha vantagem é que neste momento, estando um bocado mais forte que antes, pensei que talvez não devesse eu ceder a régua que me mede à mão de pessoas que porventura não são verdadeiramente amigas. Improvável mas possível...
Sem dinheiro, sem perspectiva e sem companheiros, resto sozinho vivendo em um apartamento quase de favor com um conhecido. Gostaria de me mudar para São Paulo e conhecer todas aquelas pessoas estimulantes que pertencem àquele maravilhoso lugar, porém, como, se não disponho de condições nem para minha terapia e psiquiatra? Às vezes sinto que minto para as duas quando digo que estou bem, em ordem de fazer diminuir o número de sessões e medicamentos que preciso despender. Mando meu amor para as duas: não fosse por elas e os descontos absurdos que me proporcionam (na terapia, pago menos da metade; na psiquiatra, 1/3), talvez eu não estivesse me sentindo tão radiante. Não é lindo quando profissionais se despem de sua autoridade e tocam outro humano apenas como um humano?
Pois bem, venho até este maravilhoso sitio eletrônico e lhes peço: sejam meus juízes! Convido-lhes ao meu julgamento e de meu trabalho. Serei eu um bom escritor? Existe um ofício por trás destra escrita? Poderia eu tudo abandonar e - quem sabe finalmente - me encontrar alinhado e instrumentalizado pelo senhor universo através da bela e indescritível energia cósmica enquanto escrevo? Acredito que o tempo e os senhores podem me dizer...
Encaminho o link de meu tumblr (tumblr pra escritor br, ok, isso é ainda de se analisar), nele encontrarão algumas de minhas escritas publicadas nesse mês de setembro. Caso a paciência e a boa vontade acompanhem os senhores e senhoras, peço gentilmente que leiam, avaliem e sentenciem neste post o que considerarem pertinente. Caso estejam cansados de minha presença e queiram buscar apenas o poema mais lido, acredito que tenha sido este.
Para aqueles que realmente creem no valor de meu trabalho, também anexo um link para doação em paypal, onde aceito qualquer valor que puderem me ceder. Por ora, fica desabilitado a possibilidade de subscreverem em assinatura as doações, antes avaliarei se há futuro para mim nesse negócio de escrita.
E para você, que precisa de alguém que lhe escreva uma carta, um poema, uma poesia, ou que tenha, sabia ou queira um empregado escritoredatofaz tudo, sabia que recebo pedidos por email ( DillonHagarF ARROBA gmail PONTO com ) ou até mesmo através desse post ou direct.
Há aqueles que me chamarão de tolo por acreditar na bondade de estranhos na internet, devo lhes dizer que não me importo. Somente atendo minha própria natureza assim como acredito que cada um deve atender a própria. Estejam todos abençoados e em paz: aos que me ajudarem, mais, aos que me ignorarem, em igual proporção.
Por fim, agradeço todos que chegaram até aqui. Vocês são seres maravilhosos e o dom de sua curiosidade proporcionou a um desconhecido na internet um momento de felicidade. Um profundo e sincero obrigado! Sintam-se amados até mesmo por quem lhes desconhece!
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2020.09.25 15:08 Fuck2006 gostaria de viver na minha cabeça

para contexto de tudo que eu vou dizer aqui, eu estava fazendo um trabalho de português com relação a um livro, basicamente eu tinha que falar sobre Fuga da realidade, eu coloquei essas palavras no google e encontrei uma "doença" Maladaptive Daydreaming, as pessoas falando em português sobre usavam o termo "Devaneio excessivo" eu fui pesquisando mais afundo chegando ate a baixar os Estudos originais que o cara fez
e isso me faz sentir horrível, no primeiro momento que eu li eu pensei, "eu me sinto exatamente assim", depois fui tentando arrumar motivos para os devaneios que eu tenho estarem dentro da normalidade, mas acho que cheguei a conclusão que não. para sair de um devaneio eu tenho que me forçar muito e tentar me controlar, eu varias vezes do dia tenho gatilhos para começar um, as vezes é uma musica tocando, uma serie que eu gosto ou algo do tipo
enquanto pesquisava vi que uma das causas podia ser solidão quando pequeno e realmente, eu era extremamente solitário quando pequena, quase não tinha amigos e sofria bullying uma vez chegaram a me chamar de vassoura da classe
bem, eu não sei bem mais oque falar sobre isso, quando tentei conversar sobre esse assunto com a minha mãe (ainda falando, "mas não é possível que EU tenha isso") ela disse que eu estava procurando problema onde não tinha e que eu deveria de parrar de pesquisar essas coisas
Não sei bem oque queria falar em relação a isso mas precisava desabafar, eu precisava contar isso para alguém que não fosse minha família.
e se alguém quiser saber sobre Maladaptive Daydreaming, o site que eu vi, esta em inglês mas acho que deve dar para traduzir com o google.
https://www.rnz.co.nz/news/the-wireless/374172/a-world-of-their-own?utm_source=redirect&utm_medium=wireless.co.nz
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2020.09.24 05:05 DrackNael Capítulo 6 Traição no palácio

Traição no palácio

Quando Ulter Pendragon foi morto na batalha das planicies cinzentas, Camelot se viu em uma situação dificil, pois seu Rei havia morrido e o herdeiro recém havia nascido e não poderia governar até a maior idade, aos 16 anos, então só restou a Nero irmão mais novo de Ulter e também Lord de Praven, ficar como regente do reino até Artur assumir o trono, então com o reino sobre seu comando Nero decidiu dividir Camelot em duas, transformando Praven na capital de Camelot do leste, um ato que fora justificado para que pudesse governar melhor o reino da sua capital, e a cidade de Camelot pudesse governar melhor as terras do oeste, que ficaram então responsáveis por Merlin o tutor de Artur.
Mas agora que Artur havia feito 16 anos, Nero havia o convidado para se dirigir a Praven onde ia dar um banquete em comemoração ao futuro rei antes da sua coroação em Camelot no mês que vem, então Artur preparou uma comitiva real e se dirigiu a praven no litoral leste das terras de Camelot, uma viagem de 7 dias. A viagem ocorrerá bem todo o caminho e a comitiva chegou em segurança em Praven. Onde Nero os estava aguardando, com os preparativos do banquete sendo feitos.
Depois de todos instalados em seus aposentos, Artur é convidado por Nero a ir ao seu encontro em seu escritório.
-Então como está o futuro rei do mundo? -, Diz Nero abrindo os braços para dar um abraço no rapaz enquanto sai detrás da sua mesa.
-Estou bem tio, mas acho que rei do mundo é um pouco de exagero, não? -, diz o jovem terminando de abraçar seu tio, e se dirigindo para sentar em uma das cadeiras na frente da mesa.
-Exagero? Claro que não você sera o homem mais poderoso do mundo, todos irão temer você, quem sabe pode até mesmo guiar uma campanha contra os bárbaros do norte e usá-los de exemplo! -, diz o homem enquanto se dirigi para se servir uma bebida em uma mesinha junto da parede.
-Não quero governar pelo medo tio, já havíamos conversado sobre isso antes, quando pediu minhas tropas para guerras no norte, quero meu povo feliz e vivo! -, diz o príncipe.
-O mundo não é um grande arco-iris Artur um dia você vera isso, só espero que não seja tarde demais dai! -, diz o homem enquanto se ajeita na cadeira.
-Eu sei, o senhor já me disse isso antes, não sou ingênuo, e não estou sozinho, tenho grandes pessoas do meu lado! -, diz o jovem, não gostando do assunto da conversa.
-Assim espero meu sobrinho! -, diz o homem enquanto da um grande gole em sua bebida.
-Bom irei pros meus aposentos descansar, sabe quando os preparativos do banquete estarão prontos? -, pergunta o rapaz enquanto se levanta para se retirar.
-Não sei ao certo, um dia a mais outro a menos, quando estiver lhe aviso não se preocupe! -, diz o homem enquanto se levanta para se servir novamente.
Já em seus aposentos, Artur recebe a visita de Merlin.
-E então, tudo bem jovem príncipe? -, pergunta o mago.
-Sim! -, diz o jovem meio pensativo.
-O que o preocupa? -, pergunta o homem que havia reparado no olhar pensativo do rapaz.
-Porquê meu tio fez a gente viajar até aqui para um simples banquete? Sendo que eu ainda nem fui coroado, e era mais fácil ele ir até Camelot e ficar por lá, do que eu ter que vim até aqui, ter que voltar e depois ele ter que ir para lá para a minha coroação! -, diz o jovem meio inquieto.
-Hum, fazia tempo que vocês não se viam, quem sabe ele queria se aproximar de você antes de se tornar rei -, diz o mago começando a ficar pensativo também, pois conhecia Nero melhor que Artur, era um homem suspeito sempre foi, na batalha que resultou na morte de Ulter, Nero e seus homens eram para ser os reforços do rei na batalha, mas nunca chegaram la o que resultou da ida pessoalmente do rei no campo de batalha, que resultou a sua morte, Nero disse que a carta com os pedidos de reforços nunca chegou nele, mas ela havia sido enviada pelo próprio merlin e selada com a mais poderosa das magias e o mensageiro era o melhor cavaleiro do reino que nunca fui encontrado depois disso. Mas não era um assunto pra preocupar o futuro rei, afinal ele não tinha provas, e nem sabia exatamente do que acusar Nero.
-É talvez possa ser isso, da última vez que nos vimos foi quando eu tinha 9 anos e vocês foram pedir minha autorização para invadir as terras do norte, algo que eu recusei na ocasião por conselho seu Merlin, e algo que meu tio voltou a me pedir hoje a tarde! -, diz o jovem enquanto se deitava na cama para pensar e descansar um pouco.
-Eu sei alteza e fico grato por ter me ouvido na ocasião, Camelot não tem nada a ganhar invadindo o norte, nossas fronteiras são bem defendidas por Borus, Tristão e Percival, não ha motivos para uma invasão! -, diz o mago.
-É eu sei, mas por algum motivo meu tio insiste em querer varrer aquela gente do mundo, vai saber o motivo! -, diz o jovem se virando para o lado.
-Deixarei o senhor descansar agora alteza, com licença! -, diz o mago saindo do quarto.
Do lado de fora da porta do quarto do príncipe está parado em guarda um homem alto, forte, de cabelos longos, que se perdem boa parte em baixo do seu elmo prateado, segurando uma lança em uma das mãos.
-Se alguém vier ver o príncipe me avise por favor Lancelot, tenho que dar uma volta -, diz o mago para o homem.
-Sim senhor, posso saber aonde vai? -, pergunta o homem mantendo a postura.
-Irei ver se acho algum segredo nessa linda cidade -, diz ele se afastando.
Mas as palavras de Artur haviam colocado um pouco de dúvida na cabeça do mago, afinal estava certo não havia motivo pra eles terem viajado até ali para um simples banquete, sendo que no mês que vem Artur seria coroado e haveria um grande festival na capital. Então o mago foi para o seu quarto, onde começou a conjurar magias, primeiro começou colocando barreiras de proteção em seus mais valiosos aliados, o príncipe, ele mesmo e os 3 cavaleiros reais que os acompanhavam, Merlin era um mago poderoso podia conjurar poderosas magias a distância, as de proteção apenas bastava estar a uma distância razoável e se concentrar em quem gostaria de lança-las, ainda bem que todos os quartos dos membros do grupo eram um do lado do outro, então começou a concentrar sua energia através do castelo, procurando focos mágicos, quando percebeu que havia uma poderosa barreira em volta do palácio, mas era normal ja que abrigava um rei e um regente, más ainda assim era uma mágia bem poderosa, e ele não sabia de magos tão fortes assim na corte de Nero, foi quando ele viu um foco de energia poderoso no subsolo do palácio, protegido por uma barreira de ocultação, provavelmente seriam cristais de energia, somente eles poderiam ter um foco tão grande assim de energia sem estar ativo, cristais de energia eram poderosos, ele eram carregados com a energia de uma ou várias pessoas até um limite, e poderiam ser usados para criar enormes explosões quando estressados, que poderia ser facilmente ativado por alguém que estivesse focado neles. Era algo suspeito sem dúvidas, mas Merlin não podia fazer nada a não ser esperar para ver.
Dois dias depois Artur e seu pessoal recebem a notícia de que os preparativos do banquete estavam prontos e que o banquete seria realizado essa noite.
-Já estava na hora -, diz Artur se dirigindo a Merlin que estava com ele em seu quarto.
-Me pergunto porquê os preparativos de um banquete demorarem tanto, sendo que chegamos a 2 dias e nenhum outro convidado chegou depois, achei que Nero estivesses esperando mais pessoas! -, diz Merlin pensativo.
-Vai saber, meu tio é assim! -, diz o jovem não dando muita bola para as dúvidas de Merlin.
Naquela noite o jovem e seus quatro acompanhantes se dirigiram para o salão principal onde seria o banquete, duas mesas grandes e compridas foram colocadas uma em cada lado da sala, com um grande espaço no meio das duas, aparentemente parecia que haveria algum tipo de apresentação. Artur e seus amigos se sentaram em uma das mesas, havia pouco mais de vinte pessoas fora eles e o próprio Nero que se sentava em uma mesa sozinho que ficava na ponta das duas grandes e virada para frente. O banquete tem início, alguns homens tocam um pouco de música no canto do salão enquanto todos bebem, comem e se divertem, depois de um tempo Nero anuncia que haverá uma apresentação em homenagem ao seu sobrinho que agora era um homem e futuro rei de Camelot, então pouco tempo depois um grupo de 6 homens entra dançando no salão o que aparenta ser uma dança, mas com demonstração de batalha, pois todos usavam uma adaga e simulavam combate entre si, mais atrás vinha outro homem, usando uma túnica que cobria todo seu corpo e usava uma mascará negra, em uma das mãos vinha se apoiando em um cajado como se fosse manco, enquanto dizia algumas palavras em tom poético, a música fica mais animada e densa. Más então Merlin tem um pressentimento, e quase na mesma hora todos os membros do seu grupo também, pois afinal eram todos guerreiros experientes sabiam quando algo estava errada e seu sexto sentido era aguçado, todos os 4 homens resolveram se concentrar mais no que estava acontecendo a sua volta, Dagoneth já levou a mão no cabo da sua espada que estava na sua cintura, Simão foi largando o copo de bebida na mesa e colocando a mão em cima de uma das facas da mesa, Lancelot já foi se preparando para proteger Artur se algo acontecesse, Merlin já segurou firme seu cajado que estava sempre com ele, menos Artur que continuou da mesma forma prestando atenção no show aparentando não perceber nada de errado. Quando os homens que estavam fazendo o show de repente partem pra cima da mesa do príncipe, com um movimento do seu cajado Merlin lança todos pra longe com uma espécie de soprão de ar, de repente todos os outros convidados do banquete se transformam usando as mesmas roupas que os homens do show usavam, aparentemente eram todos do mesmo grupo, então o homem de túnica que estava citando seus versus conjura uma magia fazendo com que vinhas brotem do chão e agarrem Merlin, imobilizando o mago e retirando dele seu cajado e o lançando para longe, nisso Lancelot se levanta virando a grande mesa onde estavam, já conjurando sua lança em suas mãos.
-O que é isso tio? Ficou loco? -, diz Artur a Nero que estava rindo loucamente sentado na sua cadeira.
-Matem, matem eles, matem todos -, berra Nero em um estado de loucura.
Todos partem para cima do grupo, eram muitos para se enfrentar, com um movimento Lancelot salta por cima da mesa entrando em combate com vários homens, era um excelente guerreiro não se deixaria intimidar por simples assassinos, Dagoneth saca sua espada, também pulando a mesa para entrar em combate, Simão parte em direção ao mago que estava prendendo Merlin, no caminho nocauteia um dos assassinos com um gancho de direita, outro vem em sua direção e ele lança a faca que tinha pegado da mesa bem em sua garganta, e com um movimento das mãos ele faz a adaga do homem caído voar para sua mão, o mago tenta se proteger criando uma barreira de fogo bem na sua frente para ele não passar, mas o cavaleiro não teme e salta por dentro dela, apunhalando o mago bem no peito, mas detrás do mago surge um outro homem que empala os dois com um espinho gigante de gelo, quando o mago que Simão havia apunhalado começa a se rachar e quebra em pequenos fragmentos de gelo, era uma cópia de gelo do mago real, mas toda aquela confusão foi o suficiente para Merlin se soltar e agarrar seu bastão.
-Juntem-se rápido -, grita ele para os membros do grupo.
Então com um sorriso o mago que havia matado simão ativa todas as cargas de cristais de energia que estavam colocados em baixo da mesa onde o grupo estava, e uma grande explosão acontece varrendo metade da sala onde eles estavam, criando uma enorme destruição, metade da parede havia caído, fumaça e poeira para todo o lado.
-Você esta louco Mesmero? Quer me matar junto? -, grita Nero que se levanta coberto de poeira.
Mas conforme a poeira vai baixando vem a mostra que o grupo não foi morto, Merlin com seu enorme poder conjurou uma poderosa barreira em volta deles, mas a explosão foi violenta de mais e o mago usou muito da sua energia, só restando uma coisa a se fazer.
-Sinto muito Artur-, diz ele se dirigindo ao príncipe que se levantava tossindo por causa da poeira.
Então com um movimento o homem conjura uma magia de teletransporte, levando Artur, Lancelot e Dagoneth pro lado de fora da cidade.
-Hahaha -, começa a rir Mesmero, -então você percebeu que eu havia lançado uma magia de destruição em você -, continuou ele enquanto dava risada.
-Ligação de alma -, diz Merlin ajoelhado exausto, - um truque tipico de alguém da sua laia -, diz o mago enquanto é cercado.
-Mate-o, mate ele -, diz Nero aos homens.
-Não façam isso! -, diz Mesmero, -Ligação de alma é uma magia bem poderosa e destrutiva, quando o aprisionei com as vinhas, eu a usei, pois sabia da sua magia de teletransporte, sem dúvidas suas habilidades fazem jus a sua fama meu amigo -, diz o homem se aproximando de Merlin.
-E o que é essa ligação de alma? -, pergunta Nero enquanto procura naquela destruição toda algo para beber.
-Quando eu a uso em alguém, se essa pessoa se afasta muito de mim ela explode, se ela fica sem energia, ela explode, se eu morro, ela explode, no final tudo termina em uma explosão não é mesmo? -, diz Mesmero parando na frente de Merlin.
-Então por que não podemos mata-lo agora? -, pergunta Nero enquanto se serve de uma jarra de vinho quebrada que achou nos escombros.
-Por que meu adorável futuro rei, se essas coisas acontecem com ele, acontecem comigo também não é mesmo? -, diz ele olhando para Merlin.
-Então o que me impede de ti matar agora? -, diz Merlin olhando bem nos olhos de Mesmero.
-Um sacrifício?? owwn que nobre, mas nós dois sabemos que você esta com quase nada de energia meu amigo, poderia tentar uma última magia, mas com essa energia não seria uma boa o suficiente e você se sacrificaria em vão, gostaria de tentar a sorte? -, diz ele enquanto da uma gargalhada.
Mas o mago nada diz, apenas abaixa sua cabeça, havia subestimado seu oponente, colocou a vida do seu pupilo e príncipe em risco, Merlin estava sentindo uma tremenda humilhação.
-Levem-no para o calabouço -, diz Mesmero aos homens.
-Quanto tempo vai durar essa magia? -, questiona Nero.
-Algumas horas, não da pra desfaze-la é uma faca de dois gumes, vamos trancafia-lo, preparei uma sela com várias magias, ele não poderá sair de lá nem se teletransportar la de dentro, ficara la para sempre-, diz Mesmero com um tom confiante.
-Então podemos mata-lo quando terminar o efeito não? -, pergunta Nero.
-Se você quiser arriscar em entrar em uma cela com o maior mago do mundo com as energias já restauradas vá em frente, só me avise antes para eu estar bem longe! -, diz Mesmero enquanto se dirige para a saída.
-Bom trabalho Mesmero, agora vá preparar as tropas para a guerra civil, caso seus assassinos não consigam encontrar Artur -, diz Nero enquanto pega um pedaço de carne para comer.
-Irei preparar as tropas, dois dos maiores cavaleiros do reino estão com ele, tivemos sorte em conseguir matar um aqui, Lancelot vai estar em alerta agora, eu não confiaria que conseguiremos pegar o garoto -, fala Mesmero sumindo na porta.
-EU QUERO A CABEÇA DELE MESMERO, OU SERÁ A SUA!!! -, grita Nero enquanto joga a carne e sua taça na parede.
Do lado de fora da cidade.
-Merlin, Simão! -, diz Artur caindo ajoelhado, com os olhos lacrimejando, -, mas como? porquê?-, diz ele enquanto cai no choro, totalmente sem consolo.
-Temos que ir Alteza, seu tio provavelmente vai mandar gente atrás de você, se a intenção era assassiná-lo ele não vai parar agora, sinto muito -, diz Lancelot enquanto coloca a mão no ombro do rapaz.
-De um tempo para ele Lance! -, diz Dagoneth.
-Não há tempo a perder, sinto por Simão e Merlin-, Diz Lancelot,- mas eles morreram protegendo o senhor, não podemos deixar que tenha sido em vão, o senhor tem que ficar em segurança rápido -, diz ele se dirigindo a Artur, que começa a se levantar limpando as lágrimas.
-Sim, você tem razão, Nero pagará por isso, com sua vida -, diz Artur disparando um olhar furioso para a cidade.
-Temos que sair das estradas, e tomar um caminho diferente para Camelot -, diz Lancelot, -Vamos para o sul, depois para o Oeste, paramos na cidade de Heisemburg, la pedimos um contrato com a guilda de aventureiros, mais algumas pessoas podem disfarçar nosso grupo em uma caravana mercante -, termina Lancelot.
-Mas com que dinheiro criaremos um contrato na guilda? -, pergunta Artur.
-Nós temos nossas bolsas com capacidade ilimitada, temos muito dinheiro guardado dentro delas -, completa Dagoneth.
-Então vamos, não há tempo a perder, livrem-se de suas armaduras e itens brilhantes, teremos que nos misturar a pessoas comuns para não chamar atenção -, diz Lancelot.
Então logo após se organizarem o pequeno grupo parte para o sul.
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2020.09.19 19:41 Russ_it Sou o babaca ou só tô reclamando atoa?

Eu já falei algumas vezes por aqui o quanto eu me frustro com meu pai. Depois de muitos meses pensando, tentando entender o que raios acontecia pra tanta raiva eu cheguei a uma conclusão que NÃO só eu concordo, mas meu irmão, mãe e uma única funcionária também concordam:
Meu pai superprotegeu a mim e a meu irmão quando nos mudamos para onde vivemos hoje em dia (concordo que não seja o melhor lugar do mundo para se viver, mas muito disso vem do preconceito com pessoas de periferia, cês já devem entender onde eu quero chegar com isso). Entendo o lado dele de querer proteger quem ama, o mundo é um lugar nada amigável, mas nisso a gente tem o efeito contrário: superproteger causa ou dependência dos pais, gente que não sabe como se virar quando chega na fase adulta ou cria filhos que vão odiar os pais, o meu caso é o último. Sempre me incomodei com o fato de que eu não podia fazer nada sem ele estar por perto, sem ouvir um "não" quando queria ir na casa de um amigo ou brincar na calçada, era muito melhor que eu ficasse em casa na visão dele. Minha mãe nunca concordou, mas meu pai sempre fazia um dramalhão sem igual. Tive minha adolescência negada porque eu tive que trabalhar pra poder sustentar a casa com os negócios de família (desde a crise de 2015 nunca conseguimos nos recuperar 100%), e foi nessa época em que tudo piorou. Eu não saia de casa pra nada; um cara extremamente tímido, baixa autoestima, sem ter com quem conversar.
Todos concordam que meu pai tem medo. Medo ao ponto dele virar e dizer que não é medo, é só cautela. Na realidade não é isso que nós enxergamos, e é muito pior ele fingir que não é assim, só pra parecer pros outros como é um cara esforçado pra caralho, que bate no peito e vai pra cima de tudo quando na verdade é um cara que faz mais do mesmo só pra provar um ponto. O mundo conspira contra ele, outras empresas conspiram contra a nossa pra querer ferrar com a gente (maluco, nós somos uma ME, que porras uma empresa vai perder tempo com isso?). Diz que os filhos podem fazer o que quiser da vida, mas nunca apoia nenhuma grande decisão na vida dos mesmos. Sempre fala que vai ser difícil conseguir aquilo que almejamos, mas não é como se quisesse mostrar um fato, é com o tom de "desista disso, fiquem no trabalho que eu sei o que é bom pra vocês", "mas é muito caro, tem que ter dinheiro", "vai achando que mudar de país é fácil assim, tem que trabalhar muito", eu tenho mais de dois neurônios na cabeça, consigo pensar e entender sozinho. Sabe, pros outros é fácil realizar um sonho, mas pra gente é negativo. A funcionária que trabalha conosco é muito amiga dos meus pais e conversa de tudo. Hoje eu fui saber por ela que ele não quer que eu saia daqui; "Tá doida? Ele não pode sair daqui não" (estavam conversando sobre facul e trabalho, e nessa conversa ela estava me incentivando muito a ir procurar algo fora daqui).
Tenho tanta coisa pra falar, mas acho que já é o suficiente pra entender.
Eu quero sair daqui, cansei. Não consigo sequer olhar nos olhos dele. Me dá repulsa
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2020.09.19 14:53 TezCalipoca A ignorância é uma bênção

A ignorância é uma bênção. Não sei se alguém já cunhou essa frase antes, mas cada vez mais consigo perceber o quão verossímil ela é.
Não me refiro a ignorância bruta, à forma humana agressiva e violenta, de tratar das coisas sem conhecimento. A ignorância de não saber o que aconteceu com o computador e tentar consertar através de golpes na máquina. A ignorância de um homem que é incapaz de compreender a liberdade e a independência de uma mulher e com isso, parte para agressões, como maneira de justificar a posição superior que supõe estar.
Falo de uma ignorância intelectual. De uma falta de interesse sobre o mundo. Até mesmo de uma falta de ambição. Uma despreocupação com o futuro, com o que se passa em Brasília, com qualquer outra coisa que não seja o agora. Grande parte da população brasileira (quiçá latino-americana) se encontra nesse âmbito da ignorância.
Essas pessoas não possuem grandes metas de vida. Normalmente, no caso masculino, a grande preocupação, o grande sonho, é possuir um carro. Não precisa ser um carro completo, não tem problema pagar 72 prestações de R$500,00. O importante é ter um carro para chamar de seu, que possa usar nos fins de semana, ou quando quiser “dar uma banda”, como se diz por esses rincões gauchescos.
Até mesmo o carro pode ser algo simples. Afinal, o Gol caixa de 1992 é estiloso. Esses homens, que denomino aqui como ignorantes (e veja bem, não me cancele antes de entender o significado e a razão pela qual uso dessa nomenclatura!) almejam, simplesmente, um carro. Trabalham suas oito horas por dia em fábricas, lojas, mecânicas, eventualmente escritórios, com seu salário em torno de R$1.700,00 por mês. Não precisam de mais do que isso. É o suficiente para pagar as prestações do financiamento, os boletos de água, luz, internet e da TV a cabo que não usa. Até consegue fazer sobrar um dinheiro para sair beber uma cerveja com os amigos no fim de semana, ou ir em uma “baladinha pegá as mina”. Ou para tornar esse texto mais próximo da minha realidade geográfica, “pra pegá muié”.
Qual é a meta desses homens, após conseguir seu carro? Investir em uma educação, para poder ter um emprego melhor e que lhe seja mais aprazível? Preparar-se para viajar para lugares diferentes do mundo? Abrir um empreendimento? Não. O homem ignorante não tem ambição, não tem a capacidade de planejar. Para ele, alcançado o seu sonho de ter um carro com 24 anos de idade, é hora de seguir com a vida.
Muitos passam mais alguns anos usando o salário para fazer investimentos. Mas não em ações, negócios ou educação. Investimento no carro. Rodas, som, estofamento de couro, qualquer coisa é suficiente para que o homem ignorante queira usar seu suado dinheiro para fazer seu Kadett 1988 ficar mais atraente, mais potente, mais bonito. Outros homens, porém, não sentem tanta atração assim pelo seu carro. Que fazem então com seu salário? Usam com sua namorada.
A namorada. A mulher. Todo homem ignorante quer ter uma companheira. Não significa que ele seja fiel a ela, ou que ele a ame de verdade. O mesmo talvez seja verdade para com a mulher. O homem ignorante quer uma mulher porque para ele, somente assim ele poderá ter uma família. Mas que tipo de mulher iria se interessar por esse tipo de homem?
A resposta é muito simples. A mulher ignorante. Assim como sua contraparte masculina, ela também não tem ambição, não tem metas, não tem planos. Findo o Ensino Médio, com sua gloriosa festa de formatura, momento mais alto de sua vida, onde está embebida do carinho (nem sempre verdadeiro) de suas amigas. Onde recebe elogios pelo simples fato de respirar. Onde sente que alcançou uma conquista deveras relevante – e que talvez realmente o seja, se considerarmos o contexto da mulher ignorante.
Após esse apogeu da sua juventude, a mulher ignorante segue o mesmo caminho do homem ignorante. Algum trabalho simples, com pouco esforço intelectual, em lojas, supermercados, eventualmente como secretárias ou recepcionistas. Ninguém quer lhe oferecer uma função melhor. Ela não quer uma função melhor.
Qual o sonho dessa mulher ignorante? Ao contrário do homem, não é algo que se materializa em um carro. É algo maior: uma família. Em cidades interioranas, a forte presença de ideários machistas ainda faz as mulheres sonharem em ter um casal de filhos e um marido, em um casamento onde dificilmente haverá amor. Mais justo dizer que há uma obrigação nesse casório. Não querem ter suas vidas, seus sonhos, seus projetos. Querem apenas um lar para cuidar.
É nesse momento que os dois ignorantes se encontram e assim, dão início a sua longeva vida como casal. Talvez se conheçam em uma festa genérica. Talvez se conheçam nas redes sociais, com uma conversa genérica. Talvez sejam apresentados por amigos em comum, também genéricos. Independente de tudo, os ignorantes se encontram e começam sua vida ignorante de maneira conjunta.
Aos poucos os filhos nascem. Normalmente os ignorantes querem um casal de crianças, para que o guri seja educado pelo pai e a guria pela mãe. Assim como seus progenitores, esses pequenos também serão ignorantes, também herdarão essa falta de ambição, de visão, de planejamento.
Mas não vamos nos adiantar. Antes, vamos analisar o casal ignorante. Muitas vezes as amarras machistas se mantem nesses casais, onde a mulher assume o papel de dona-de-casa, como isso função natural feminina. Mas existem casos – muito mais movidos pela necessidade material – onde ambos trabalham. De qualquer forma, a rotina da família é sempre a mesma. As crianças estudam, pai e mãe trabalham. Às vezes há a visita de familiares, primos e tios igualmente ignorantes. As férias, no máximo, consistem em viajar para uma praia. E durante todo o tempo, a família ignorante vai para a mesma praia e faz a mesma coisa. Sentam-se na areia olhando para o nada, bebendo cerveja e mexendo no celular. As crianças, como lhes é próprio da infância, aproveitam para brincar no mar. A imaginação faz com que qualquer grão de areia possa ser único e divertido à sua maneira.
Mas as crianças viram adolescentes. Adolescentes ignorantes. Não há um interesse em estudar, a maior preocupação são as fofocas dos amigos (e dos inimigos) e dar uns beijos, eventualmente. Pai e mãe não fazem essa cobrança dos estudos. Afinal, única coisa que importa é passar de ano. Para que exatamente, não se sabe, mas é importante.
Durante toda essa existência familiar, esse homem, essa mulher e essas crianças ignorantes não almejam nada que esteja fora do alcance. Talvez não saibam da possibilidade disso. São facilmente maleáveis pelos fluxos constantes da sociedade, em suas vertentes sociais e políticas. O pai não entende nada de economia, mas sempre dá sua opinião infundamentada sobre alguma coisa. Normalmente leva em conta o que alguém lhe disse em uma mesa de bar. A mãe, se quer se preocupa com esses assuntos. À mulher ignorante lhe interessa apenas a fofoca, a intriga, os assuntos mundanos próximos da sua realidade. O arroz está caro? Que pena, mas sabia que a tia da Neusa, que era casada com o Robson, agora se casou pela terceira vez, dessa vez com um paranaense?
E os adolescentes ignorantes? São esponjas de ondas políticas e sociais, nem sempre com boas intenções. Quantos por aí sequer abriram um livro na vida? Não possuem nenhum senso de cultura a não ser aquilo que a massa consome. Tom Jobim? Legião Urbana? Djavan? O que lhes interessa é o MC alguma coisa, a dupla sertaneja de nomes genéricos, no máximo alguma cantora pop de renome internacional, como uma Anitta.
Ainda assim, essas pessoas são felizes. A maior preocupação é o entretenimento. O homem ignorante só quer sair nos fins de semana com seus amigos beber cerveja, comer carne e assistir ao jogo de futebol. Mesmo depois de casado, sua maior preocupação continua sendo o futebol e uma eventual bebedeira com seus amigos. A mulher ignorante, mais limitada ainda, só se preocupa com a vida dos outros. Nada lhe deixa mais feliz do que se reunir com suas amigas para conversar sobre a vida das vizinhas. Não há satisfação maior na vida.
E aqui venho novamente dizer que a ignorância é uma bênção. Por quê?, talvez você me pergunte. Afinal, após toda essa crítica a esse lifestyle dos ignorantes, como posso afirmar que isso é uma bênção?
Certa manhã, estava eu, estudando, como tenho feito nos últimos meses. Após estudar o que havia planejado, decido ouvir um pouco de música. Minha criação não foi a mesma de uma pessoa ignorante. Desde criança, minha mãe sempre me incentivou a estudar. Quando eu tinha cinco anos, ela me comprou uma Revista Recreio. A partir daí, desenvolvi um grande interesse pela leitura, pelo conhecimento. Paleontologia, arqueologia, história, até mesmo a criação geológica do planeta, tudo isso me fascinava e me instigava a ir atrás de explicações, de respostas.
Mas estou divagando. Voltemos à música. Meu gosto musical, não sei como foi desenvolvido, mas é um tanto, digamos exótico. Sou um grande aficionado por estilos musicais que não são muito ouvidos pelos rincões do Rio Grande do Sul, onde vivi minha adolescência e meus primeiros anos como adulto. Tango, salsa, jazz, blues, bossa nova, só para mencionar alguns. É claro, não quero dizer que sou um erudito, até porque também gosto de ouvir estilos musicais mais populares.
O ponto que quero tratar aqui, é que nessa manhã, após os estudos, decido ouvir um tango, enquanto me arrumava para sair. A elegância e a qualidade musical me deixaram estupefato de maneira única e logo comecei a refletir sobre meu futuro e como adoraria, em alguns anos, visitar novamente Buenos Aires.
Logo que penso nisso, vejo o que tenho feito da minha vida. Quantas preocupações, ânsias, tormentos não tenho passado por conta do futuro? Em pensar se terei sucesso no que almejo? Não pretendo compartilhar meus sonhos, mas com certeza é algo muito mais grandioso (é claro que é relativo, mas me refiro no sentido de esforço) do que um simples carro.
Pensar em quanto eu e tantos outros, que estão fora dessa categoria de ignorantes, se preocupam com essas questões, me deixou reflexivo. Basta ver a quantidade de pessoas ansiosas no Brasil. Ansiosas por esses mesmos temores: será que terei sucesso? Será que conquistarei o que almejo? Será que vai dar tudo certo? Preocupações essas que os ignorantes não possuem. Afinal, a cerveja da sexta-feira é garantida.
É claro, os ignorantes ainda se preocupam em quem sabe perder o emprego. Mas normalmente, seus trabalhos não requerem muito esforço. Os ignorantes só querem receber o salário, sem se preocupar em buscar uma posição melhor, uma renda melhor.
Com isso concluo que a ignorância é uma bênção. A ignorância lhe permite ter uma vida feliz. Uma vida simples, sem variar muito, mas sem dúvida feliz. Uma vida protegida das hostilidades do mundo, uma vida abençoada, pela ignorância. Através desse véu que ilude e que engana, os ignorantes são satisfeitos.¹
¹É claro que existem inúmeras questões sociais em torno do que compõe os ignorantes. Educação fraca, ausência de ações sociais, pobreza, enfim. Mas o propósito desse devaneio, não é questionar esses problemas, ou sequer apontar as consequências dessa ignorância intelectual. É refletir sobre como a vida é simples para aqueles sem conhecimento. Se você considera como boa, ou ruim, depende de você.
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2020.09.14 01:08 Just_a_Neko_03 "Você Está Demitida"

Olá Luba, Editores e Turma. O que eu vou contar agora é um pouco longo mas peço que você de isso uma chance e leia :).
Então eu já mencionei em outro post o meu antigo trabalho e eu gostaria de compartilhar o que aconteceu comigo lá. Por volta dos meus 17 anos eu entrei no Jovem Aprendiz da minha cidade e fui contratada para trabalhar no posto de saúde na área administrativa já que eu cursava Técnico Em Administração na época. Eu estava extremamente feliz pois seria o meu primeiro trabalho e eu sempre tive vontade de trabalhar.
Eu ficava em uma salinha junto com a Secretária de Saúde da minha cidade, meu trabalho era mais focado no computador, documentação e atender pessoas em especifico quando precisavam de um medicamento que não tinha no município, dentre outras coisas. O tempo foi passando e a quantidade de trabalho foi aumentando e foi ai que as coisas começaram a desandar um pouco para mim. Um dia do nada me colocaram na recepção quando o posto de saúdo estava cheio, não me deram o minimo treinamento para saber como fazer as coisas lá e eu sempre foi muito tímida o que fez a situação ainda pior. Tive que aguentar xigões o dia inteiro, gente gritando na minha cara.
O meu primeiro ano trabalhando lá começou a ser exaustivo, eu nunca neguei em ajudar em nada, qualquer coisa que eles pedissem eu ia lá e fazia, as vezes limpava até o chão, fazia café para as enfermeiras e ajudava as moças que limpavam a organizar as coisas. Minha chefe fazia eu ir no banco para ela em particular, havia dias que ela criticava as roupas que eu estava usando, meu cabelo e muito mais o que me deixava triste.
Havia dias que ela trazia a filha menor e eu tinha que ficar de olho nela. Muitas vezes minha chefe falou mau de mim pela minhas costas, reclamava sem eu saber e eu fazia tudo que ela pedia. Na época eu estudava de manhã e trabalhava das 13:00 as 18:00 todos os dias. Ela mentiu para mim dizendo que eu não podia tirar férias, tive que trabalhar no natal e no ano novo, não tive a minima folga.
Em Janeiro de 2019 eu tentei tirar uma folga dobrando o meu trabalho já que assim daria certo, começava a trabalhar as 7h da manhã, saia as 11:45 para almoçar e voltava correndo sem descanso para sair novamente as 18h. Tudo isso para conseguir uma semana de folga que no fim fez eu para no UPA nas minhas "férias" mas esse não é o ponto agora.
Voltando das minhas "férias" voltei a trabalhar novamente e o meu trabalho havia quadruplicado, a maneira que ela me tratava, falava comigo, me julgava e reclamava começaram a me afetar muito e eu estava estressada por ser meu ultimo ano no colégio. Tinha vestibular, enem, formatura, provas, tanta coisa para resolver q eu fui ficando mentalmente cansada de lidar com ela, com Karens, nice people e muito mais, eu vi de tudo la e mesmo nos dias q eu estava de mau humor ou cansada demais sempre mantive o profissionalismo e continuei trabalhando.
Por volta de agosto de 2019, eu estava trabalhando no computador, era quase horário de ir embora, ela fechou a porta do escritório e olhou para mim e falou "Você está demitida". Quando ela falou isso eu não sabia como reagir e eu n sabia o que falar, senti vontade de chorar e ela prosseguiu dizendo mais ou menos assim "Você não faz nada, você é muito lenta e ta tudo atrasado por sua culpa. Se você quiser conversa com a Fars para ela te mudar de setor" e depois disso ela saiu.
Eu fiquei tão de cara com aquilo q eu não fui embora após ela dizer isso, eu estava tão em choque q eu cheguei a cumprir meu horário antes de ir embora. Eu não sabia como contar isso para minha mãe, em resumo quando eu fui conversar com a Fars que resolvia tudo dos jovem aprendiz, eu pedi as contas, não quis trocar de setor pois o outro setor era a creche e eu sabia q n tinha perfil para trabalhar la. Descobri q eu podia ter sim tirado férias e como eu nunca de fato tirei férias eu recebi dinheiro a mais por isso.
Meu salário era por volta dos 400 reais e as vezes menos, trabalhei por quase dois anos sem parar e muito mais.
Eu sei que é meio aleatória mas eu queria desabafar sobre isso, já que isso me causou muitos problemas quer vc acredite ou não.
Edit 1: Esqueci de adicionar, isso pode ser relevante ou não. Mas 2 ou 3 vezes ela me pediu que eu fosse até a casa dela para buscar algo. A casa dela era literalmente do outro lado da cidade. E quando eu digo que o meu trabalho havia quadruplicado, eu tive que fazer coisas que eu nunca imaginei, carregar caixas pesadas da prefeitura até o posto de saúde, ir no mercado para comprar comida para os funcionários, ir no bar comprar refrigerante para as enfermeiras.
Eu NUNCA era convidada para as festinhas do trabalho, NUNCA. Eles nunca me incluiram no amigo secreto, nos aniversários feitos no próprio posto de saúde quando não estava em funcionamento ( na cozinha). Eles me excluiam de tudo porque minha chefe não me queria junto.
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2020.09.11 16:16 El_Buga O vírus questionador. É frustrante.

Comecei a me dar conta disso nos últimos minutos, depois de postar meu comentário nesta thread do brasil, mas é algo que tem me afetado há uns bons anos.
Não apenas partilho da sensação de absoluta falta de controle sobre minha própria vida, como estar exposto a isso constantemente me faz querer questionar tudo. Até os alicerces mais básicos da vida em sociedade.
E isso é uma MERDA.
No momento me pego questionando por que raios eu tenho que perder meus dias trabalhando. Quem definiu que tem que ser dessa forma? E por que temos essa visão tão sacrossanta sobre o trabalho? Não foi Deus que desceu dos céus e ordenou isso. Então, fica aquela coisa na minha cabeça: por quê?
Costumo dizer que meus dias são vencidos, e não vividos.
Nosso sistema de trabalho atual presume que todos nós temos habilidades que se encaixam em nichos diferentes do mercado. O que, na prática, não acontece: tem diversos ramos de atuação que não encontram nada além de um beco sem saída.
Meu caso, por exemplo. Gosto de ilustrar e escrever. Onde isso me coloca? Em vagas que envolvem trabalhos que transformam em linha de produção algo que precisa de tempo pra maturar, pra ficar pronto. Trabalho fazendo logos e mascotes, e me dá asco a quantidade de porcaria digital que tenho que cuspir por conta do prazo de 3 dias (que estipulam EM CONTRATO) e do pavor que todos naquela agência têm de dialogar com um cliente e chegar a um denominador comum. Acham que se disserem qualquer coisa que não seja “sim, senhor”, o cliente vai embora. É frustrante demais trabalhar em um ambiente com essa mentalidade tendo um cargo de cunho CRIATIVO.
Eu não sei, sou todo errado. Só sei o que é dormir direito nas férias, onde acordo quase meio-dia. Os dias de uns tempos pra cá se passam como um borrão indistinto por causa do sono e do cansaço, perenes. Acredito que sou uma das chamadas “almas artísticas” (por mais que isso me soe pretensioso pra caralho). São aquelas pessoas que não querem se comprometer com prazos e resultados. O que eu faço estará pronto quando estiver pronto, e só assim ficará bom. O ritmo é o meu ritmo. As regras são as minhas e nenhuma outra. Não tenho horror a trabalho, eu quero trabalhar, mas nos meus termos. Criatividade leva o tempo que ela quiser, não posso forçar uma ideia a sair. Do jeito que trabalho atualmente, uma correria sem fim todo dia (que já está invadindo meu horário livre pra evitar acúmulo de tarefas) eu produzo tanta MERDA que não consigo parar de pensar que estou contribuindo ativamente pra foder ainda mais a situação do Design no Brasil, e isso não ajuda. Em nada.
Dizem que a vida é o que você faz nos intervalos, mas eu não consigo concordar com isso. A porra da vida é minha, caramba. A vida tem que ser o que eu quiser que seja. Por que outros têm o poder de determinar o que a minha vida vai ser? O que há de bonito em só fazer algo decente em menos de 1/3 do meu tempo de vida?
Enfim, essa é a minha frustração, e a origem do meu desabafo. É frustrante estar sempre perdido nessas questões e não conseguir tocar o barco como a maioria. Eu não consigo, acho tudo tão errado, o tempo todo.
Acho que contraí um vírus questionador…
Enfim, desculpem o rant.
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2020.09.08 19:39 Malarazz Resultados do censo do /r/futebol 2020

Introdução
Primeiramente, obrigado a todos que responderam o censo! Tivemos 371 respostas esse ano, comparado com 68 em 2018.
Essa thread vai ser enorme. Nela, vou descrever e comentar sobre as estatísticas mais interessantes de cada uma das perguntas, principalmente respectivas aos 13 clubes grandes do Brasil. Quem preferir visualizar sozinho de maneira mais completa pelo google forms, aqui está o link do censo. Já quem gostaria de comparar com o último censo de 2,5 anos atrás, aqui está ele. Lembre-se que o censo foi separado em 4 categorias. Sinta-se à vontade pra pular pra categoria mais interessante (na minha opinião a 3) se não quiser ou não aguentar ler tudo. As perguntas estão numeradas e na mesma ordem que estavam no censo, então vocês também podem pular pra discussão das perguntas que acham mais interessantes.
Parte 1: Perguntas Demográficas
1) Aonde você nasceu? -- De 2018 pra cá, o subreddit ficou bem mais diversificado com esse quesito. Apesar de São Paulo continuar liderando, proporcionalmente o estado caiu muito. 76 (21%) dos usuários nasceram lá, enquanto que 22 (32%) ano passado. Rio Grande do Sul vem em segundo e Rio de Janeiro em terceiro, com 67 e 55 membros respectivamente (18% e 15%).
Curiosamente, apesar de ter metade da população e um futebol menos tradicional, o Paraná tem mais usuários do que Minas Gerais: 34 vs 25 (9% vs 7%). Outro fato bastante curioso são os estrangeiros. Os 4 portugueses nós já esperávamos, até por causa do Jorge Jesus. Mas além deles, 2 usuários nasceram em outro país da América do Sul, 3 na América do Norte, 2 em outro país da Europa, e 1 na Ásia, pra um total de 12 (3%) usuários que são estrangeiros. A proporção esse ano ficou parecida com a do censo passado, quando 2 (3%) dos usuários nasceram fora do Brasil. Fico muito curioso pra saber da vida desses usuários: se vêm de pais brasileiros ou simplesmente falam português e gostam da cultura e/ou futebol brasileiro.
2) Aonde você mora? -- Ranking muito parecido com o de nascimento, porém claro, com mais usuários morando no exterior do que nascendo lá. 30 (8%) usuários moram no exterior, sendo 13 (43% deles) na América do Norte. Essa proporção foi um pouco menor que os 9% de 2018.
3) Qual é o seu gênero -- 8 (2%) usuários são mulheres, enquanto em 2018 eram 2 (3%). Nenhuma surpresa aqui, quando combinamos duas coisas extremamente masculinas (futebol, e reddit para brasileiros).
4) Qual é sua cor ou raça? -- Similar ao censo do /brasil que agora perdi o link, 275 (75%) dos usuários são brancos, 70 (19%) pardos, 12 (3%) negros, 6 (2%) asiáticos, 2 (1%) árabes e 1 indígena. Tanto aqui quanto no gênero a gente vê que a população do /futebol não é nem um pouco representativa da população brasileira em geral.
5) Qual é sua idade? -- Semelhante ao censo passado, a faixa etária mais comum é 23 a 27 anos com 138 (37%) usuários. Em seguida vem 18 a 22 anos com 114 (31%), 28 a 32 anos com 66 (18%) e menos de 18 anos com 25 (7%). Os 2 (1%) usuários mais velhos têm entre 43 a 47 anos.
6) Qual é o seu grau de escolaridade? -- 159 (43%) usuários atualmente cursam o ensino superior. 77 (21%) têm graduação completa, 33 (9%) estão cursando pós-graduação, e 32 (9%) têm pós-graduação completa. Acho que seria bom ter separado mestrado e doutorado nessa questão. Talvez seja uma ideia interessante pro próximo censo.
7) Se você cursou ou está cursando o Ensino Superior, qual é sua área de formação? -- Dos 307 respondentes, 64 (21%) fazem ou fizeram Engenharia, 58 (19%) ciências sociais ou humanas, 47 (15%) ciência da computação ou similares, 35 (11%) administração e negócios e 34 (11%) direito. Essa é um pergunta complicada de analizar porque muitas pessoas escreveram "Other: xx" quando talvez se encaixava numa das opções dadas.
8) Qual é sua situação no mercado de trabalho? -- 146 (40%) usuários apenas estudam, enquanto 94 (26%) estudam e trabalham, 91 (25%) só trabalham e 34 (9%) estão desempregado.
9) Qual é seu status de relacionamento? -- Confirmando um estereótipo do reddit, 256 (69%) usuários estão solteiros. 79 (21%) em um relacionamento estável, 26 (7%) casados e 7 (2%) noivos. Me pergunto qual as porcentagens pra população brasileira em geral pra essa faixa etária. PS: não leiam as respostas manuais.
10) Há quanto tempo você usa o reddit? -- 89 (24%) usuários usam o reddit há mais de 5 anos, enquanto 69 (19%) usam há entre 1 e 2 anos. Apenas 41 (11%) usam há menos de 1 ano, sendo 17 desses (41% dos 41) há menos de 6 meses.
Parte 2: Futebol Como Passatempo
11) Há quanto tempo você acompanha o /futebol? -- Curiosamente, ao contrário da última pergunta, a maioria dos usuários são novos no pedaço. 133 (36%) entre 1 e 2 anos, 90 (24%) entre 6 meses e 1 ano e 73 (20%) há menos de 6 meses. Apenas 39 (11%) estão aqui há mais de 3 anos.
12) Que tipo de usuário você é? -- Aqui a gente vê algo que já é conhecido no reddit afora. A regra de Pareto, 80% do conteúdo é criado por 20% dos usuários.
228 (62%) usuários lêem as threads e/ou comentários mas raramente fazem o próprio, enquanto que 110 (30%) escrevem comentários mas raramente criam threads. Sobram apenas 30 (8%) que criam threads com certa frequência.
13) Como você descobriu o /futebol? -- Essa foi uma das questões mais surpreendentes pra mim. 207 (56%) usuários descobriram o /futebol no /brasil ou em outro lugar do reddit, enquanto que 148 (40%) simplesmente digitaram futebol no reddit torcendo pra existir. Apenas 7 (2%) vieram aqui por indicação de um amigo, enquanto que só 3 (1%) acharam o /futebol pelo google.
Para os veteranos que lembram do golpe ano passado, imagina se a gente tivesse migrado pro /FutebolBR? Ia perder um monte do fluxo de novos usuários.
14) Quantas partidas você costuma assistir por semana? -- 181 (49%) usuários assistem futebol 1 ou 2 vezes por semana, enquanto que 104 (28%) assistem 3 ou 4 vezes por semana e 33 (9%) assistem entre 1 vez por mês e 1 vez por semana. Apenas 19 (5%) usuários assistem 7 vezes ou mais por semana, enquanto que só 6 (2%) nunca ou quase nunca assistem. Uma ideia pro próximo censo seria separar as opções por 1, 2, 3, etc. invés de "1 ou 2".
15) Como você mais costuma assistir as partidas em casa? -- 159 (43%) costumam assistir por streaming, enquanto que 90 (24%) pelo premiere, 63 (17%) por TV a cabo sem ser premiere e 45 (12%) por TV aberta.
16) Você assistiu a quantas partidas no estádio em 2019? -- 178 (48%) usuários não assistiu nenhuma partida no estádio em 2019, o que eu achei bem curioso. 84 (23%) assistiram a 1 uma 2 partidas e 37 (10%) assistiram a 3 ou 4 partidas. Surpreendemente, 40 (11%) assistiram a 9 ou mais partidas ano passado.
17) Você costuma assistir partidas sem ser nem seu time nem seu rival jogando? -- Essa foi uma pergunta meio confusa que acho que precisa ser reformulada no próximo censo. Só não sei pra o que. Ainda assim, 188 (51%) usuários costumam assistir apenas jogo importante, enquanto que 138 (37%) aceitam assistir qualquer tipo de partida mesmo sem ser importante ou do seu time. 34 (9%) não costumam assistir partidas sem ser nem seu time nem seu rival jogando.
18) Você acompanha as ligas nacionais de quais países? (Selecione todas que acompanhar) -- 321 (87%) acompanham o Brasileirão, 231 (63%) a inglesa, 135 (37%) a espanhola e 100 (27%) a alemã. Apenas 57 (15%) acompanham a liga francesa do Neymar, e só 22 (6%) não acompanha nenhuma liga.
Há algumas diferenças interessantes perante ao censo passado. O Brasileirão caiu por 12% (67 ou 99% dos usuários em 2018) e a francesa caiu por 40% (17 ou 25% dos usuários em 2018), enquanto a alemã aumentou em 69% (11 ou 16% dos usuários em 2018). Interessante também os usuários que acompanham as ligas do Japão, da Austrália e da Nova Zelândia.
19) Você costuma assistir campeonatos estaduais? Se sim, quantos jogos? -- 187 (51%) usuários assistem vários jogos, inclusive contra times menores, enquanto que 118 (32%) assistem apenas jogos importantes e 59 (16%) raramente ou nunca assistem, ou só assistem só a final.
20) Se você acompanha campeonatos estaduais, você acompanha os de quais estados? (Selecione todos que acompanhar) -- Pra surpresa de ninguém, o Paulistão é o estadual mais badalado com 191 (55%) usuários acompanhando. Porém, apesar de termos mais gaúchos do que cariocas, o Campeonato Carioca ganha audiência de 162 (47%) usuários enquanto que o Gauchão apenas 106 (31%). Faz sentido, pois tem muita gente de outros estados que torcem pra times cariocas, e também porque simplesmente é um estadual mais competitivo.
Talvez por motivos parecidos, 49 (14%) usuários acompanham o Campeonato Mineiro enquanto que só 28 (8%) acompanham o Paranaense. Apenas 4 estados, Acre, Alagoas, Piauí e Roraima têm seus estaduais completamente ignorados pelo /futebol. Os resultados são parecidos com 2018, porém na época haviam 10 estados com 0 espectadores.
21) Como você acha que devem mudar os estaduais? (Tente selecionar a opção mais próxima da sua ideia) -- Chegamos à primeira pergunta suculenta e polêmica do censo. Apesar de eu ter pedido pra selecionarem uma das opções, muita gente quis detalhar sua ideia, o que efetivamente vira um voto nulo pro censo. Mas tudo bem.
119 (categoria A, 32%) usuários acham que o formato atual tá bom como tá ou deve apenas ser levemente reduzido, enquanto que 89 (categoria B, 24%) acham que times grandes devem entrar direto no mata-mata e 145 (categoria C, 40%) acham que times grandes devem parar de disputar estaduais.
Algo interessante que já era de se esperar foi a correlação entre a frequência que a pessoa assiste estaduais e sua opinião sobre o atual formato. Dos 159 usuários que assistem vários jogos, 43% tem opinião na categoria A, 16% na B e 41% na C. Dos 127 usuários que assistem apenas jogos importantes e/ou clássicos, 27% pertencem à categoria A, 35% à B e 38% à C. Dos 54 usuários que raramente ou nunca assitem, 29% pertencem à categoria A, 17% na B e 54% na C. Nos números deste parágrafo foram ignorados os usuários que “votaram nulo” no censo.
Apesar de fazer sentido na minha cabeça, não pôde ser visto uma correlação entre o entusiasmo do usuário sobre futebol e sua opinião sobre o formato de estaduais (i.e. usuários que assistem 2 ou menos partidas de futebol por semana vs usuários que assistem 3 ou mais partidas por semana).
22) Enquanto continuar existindo estaduais no formato atual, você acha que clubes grandes deveriam disputar com força máxima ou com reservas/sub-23? -- Semelhante à última pergunta, 179 (49%) usuários querem força máxima em clássicos e decisões e sub-23 nos demais, 150 (41%) querem sub-23 sempre e apenas 33 (9%) querem força máxima sempre.
23) Antes da pandemia, você jogava futebol? -- 202 (55%) usuários não costumavam jogar. Até que faz sentido pela demografia (ou estereótipo) do reddit. 61 (17%) usuários jogavam menos de 1 vez por mês, enquanto 45 (12%) 1 vez por semana. Apenas 8 (2%) jogavam 3 vezes por semana ou mais.
24) Você costuma assistir futebol feminino? -- 249 (68%) usuários não assistem, enquanto que 101 (28%) assistem às vezes e apenas 12 (3%) assistem com certa frequência. Além disso, 4 usuários escreveram "somente olimpiadas ou copa do mundo".
25) Além do futebol, qual outro esporte você costuma assistir? (Selecione todos que assistir) -- Esse foi talvez o meu maior erro no censo. O Ayrton Senna tá se revirando no caixão, tadinho. Eu esqueci de incluir Fórmula 1! Num censo pra brasileiros! O esporte que eu vejo meu vô assistir todo domingo! Esqueci o Tênis tambem mas no Brasil esse é esquecível, azar. Em minha defesa eu ainda dei um google "esportes mais assistidos no brasil", mas só apareceu um monte de artigo sobre os esportes mais praticados.
Anyway, essa pergunta me surpreendeu um monte. O grande líder foi e-sports com 143 (39%) usuários dando audiência. Basquete veio em segundo com 131 (36%) e futebol americano em terceiro com 95 (26%), enquanto que 86 (24%) usuários só assistem futebol. Me surpreendeu também que os esportes que eu achava populares no Brasil, luta e vôlei, só tem 56 (15%) e 46 (13%) usuários assistindo, respectivamente. E o futsal que é o mais parecido com o futebol só tem 28 (8%) espectadores. Curiosamente, temos um usuário que assiste xadrez, um curling e um punhobol. Não me pergunta o que é isso. Also, tivemos 4 usuários que selecionaram tanto um esporte quanto “nenhum, só o futebol.” 🔔🔔 Shame 🔔🔔 Shame 🔔🔔 Shame 🔔🔔.
No próximo censo, além de acrescentar Fórmula 1, acho que seria uma boa ideia separar e-sports em CS, LoL, DotA e FIFA/PES. Não sei se esses são o top 5 ou tem mais.
Parte 3: Futebol Como Paixão
26) Qual é o principal clube pro qual você torce? -- Essa pergunta foi bem interessante. Era óbvio que o Flamengo iria ganhar, por ter a maior torcida e tar em ótima fase. 71 (19%) tem o Flamengo como time principal. Mas a grande surpresa pra mim foi o Grêmio aparecer em segundo com 49 (13%), atropelando o Corinthians com seus 35 (10%). Tu pode pensar “faz sentido porque muita gente coloca o Corinthians como segundo time”, mas não, apenas 1 usuário colocou, enquanto 2 colocaram o Grêmio.
Fora isso, temos Inter e São Paulo empatados com 33 (9%), Palmeiras com 24 (7%) e Vasco com 20 (5%). O Atlético-MG com 15 (4%) tem quase o dobro que o Cruzeiro com 8 (2%). Isso pode ser um sintoma da fase horrível do Cruzeiro.
27) Aproximadamente o quão longe você mora do estádio do seu time? -- Outra surpresa, 114 (31%) usuários moram a mais de 500km do estádio do seu time. Apenas 77 (21%) moram a menos de 10km, enquanto que 60 (16%) moram entre 10km e 30km e 38 (10%) moram entre 30km e 100km.
28) Você se considera torcedor de dois clubes brasileiros? -- E aqui temos outra pergunta polêmica, que quer saber não apenas sim ou não como tambem tua opinião. Nessa, a descrição vai ser longa. Daqui em diante vou chamar os usuários que responderam sim de “bitorcedores.”
Superficialmente, apenas 59 (16%) usuários torcem pra dois clubes. 145 (39%) não mas respeitam, 72 (20%) não e nem tem opinião e 91 (25%) não e acham um absurdo. Mas a gente não vai parar na superfície.
Acho que todos nós esperávamos que o Flamengo seria o clube mais popular entre os bitorcedores. E de fato ele foi. Mas eu esperava que seria por uma diferença muito mais gritante. Apenas 12 dos 56 (21%) bitorcedores torcem pro Flamengo. Em segundo lugar vem o São Paulo com 9 (16%), e em seguida, de maneira surpreendemente, Grêmio e Inter empatados com o Corinthians com 7 torcedores cada (13%). Por outro lado, 2 (4%) bitorcedores torcem pro Santos, e 1 (2%) pra cada um de Cruzeiro e Atlético-MG. Segue a tabela completa mais pra baixo, mas antes disso deixa eu explicar ela melhor.
Comparando a quantidade de bitorcedores com o total de torcedores pra cada clube, vemos que a grande maioria (8 dos 13) tem entre 13% e 19% da sua torcida torcendo pra um segundo clube. A maior proporção foi do Athletico, onde 3 dos 11 (27%) torcedores torcem pra um segundo clube. Já as menores foram do Botafogo (0 dos 5) e Atlético-MG (1 dos 16, 6%). São Paulo tem 9 dos seus 38 (24%) torcedores torcendo pra outro time, enquanto o Santos tem 2 dos 8 (25%). Note que o Flamengo, alvo desse stigma, tem uma proporção normal, considerando que 12 dos seus 71 (16%) torcedores torcem pra um segundo time.
Por último, vemos a proporção de usuários por clube que acha um absurdo torcer pra 2 times. O Atlético-MG foi disparado o clube mais intolerante, onde 11 dos seus 16 (69%) torcedores acham um absurdo uma pessoa ter dois clubes do coração. Já o Athletico tem 5 dos seus 11 (45%) torcedores pensando dessa forma, enquanto o Flamengo tem 7 dos 76 (9%) e o São Paulo 3 dos 38 (8%) achando um absurdo torcer pra dois times. A tabela completa com toda essa informação para os 13 grandes aparece abaixo.
Time X Dos usuários que torcem pra 2 times, o número que torce pro time X Dos usuários que torcem pra 2 times, a % que torce pro time X Dos torcedores do time X, a % que torce pra 2 times Dos torcedores do time X, o número que acha um absurdo Dos torcedores do time X, a % que acha um absurdo Número total de torcedores do time X
Athletico 3 5% 27% 5 45% 11
Atlético-MG 1 2% 6% 11 69% 16
Botafogo 0 0% 0% 0 0% 5
Corinthians 7 13% 19% 8 22% 36
Cruzeiro 1 2% 13% 3 38% 8
Flamengo 12 21% 16% 7 9% 76
Fluminense 2 4% 17% 3 25% 12
Grêmio 7 13% 14% 17 33% 51
Inter 7 13% 19% 12 33% 36
Palmeiras 5 9% 19% 3 12% 26
Santos 2 4% 25% 1 13% 8
São Paulo 9 16% 24% 3 8% 38
Vasco 4 7% 16% 7 28% 25
29) Qual é o segundo clube (aquele que fica geograficamente mais longe de você) pro qual você torce? -- Essa pergunta ficou meio confusa porque usuários organizaram de forma diferente o primeiro e o segundo clube. Não sei como reformular ela no próximo censo. Talvez “qual é o segundo clube (aquele que for “maior”) pro qual você torce”?
De qualquer forma, as estatísticas interessantes já aparecem na última pergunta. Aqui, vemos que 275 (77%) usuários não têm segundo clube, enquanto 5 (1%) torcem pra cada um de Flamengo, Vasco, São Paulo e por incrível que pareça, Paysandu. Curiosamente, 3 (1%) escolheram o Milan.
30) Fora o maior rival, qual clube você mais quer ver perder? -- Outra pergunta suculenta sugerida por algum usuário aqui há muito tempo atrás. Essa também vai ter uma discussão enorme, então botem o cinto gurizada.
Superficialmente, pra surpresa de pouca gente, nós vemos o Flamengo sendo o clube mais desprezado do Brasil, com 96 (26%) usuários querendo vê-los perder. Curiosamente, isso é muito maior do que a quantidade de usuários que apenas querem o mal pro rival (60, 16%) e que não querem o mal pra ninguém (36, 10%). O Corinthians é claro vem em segundo com 60 (16%). Palmeiras tem 38 haters (10%) e São Paulo 14 (4%). Pra minha surpresa, apesar de todas suas falcatruas, Cruzeiro tem apenas 11 (3%) e Fluminense só 8 (2%). Meu tio sempre teve a opinião de que o pessoal fora do RS não gosta do Grêmio por considerar ele um time argentino, mas não vemos isso aqui. 0 usuários escolheram ele, enquanto apenas 2 (um torcedor do Caxias e outro do Grêmio) desprezam o Inter.
Mas podemos ir mais fundo. Primeiramente, tal como ilustrado acima, houve muitos usuários que selecionaram o nome do seu rival invés de selecionar “Apenas quero o mal pro meu rival.” Talvez fosse melhor reformular essa pergunta pra “qual clube de outro estado você mais quer ver perder.” Enfim, pra diminuir esse problema com os dados, eu editei cada usuário que escolheu o nome do seu rival para “apenas quero o mal pro meu rival.” Clubes gaúchos, mineiros e paraenses foram fáceis. Para os cariocas, eu considerei o Flamengo como rival de todos os outros três grandes, enquanto que o Vasco e Fluminense são simultaneamente rivais do Flamengo, mas o Botafogo não. Já em SP, o Corinthians, São Paulo e Palmeiras são simultaneamente rivais um do outro, enquanto o Santos ficou sem rival.
Levando em consideração apenas torcidas de tamanho médio (4 ou mais), sobram 351 usuários. As maiores diferenças são no Palmeiras e São Paulo. O primeiro caiu para 27 (8%) usuários que o desprezam, enquanto que o São Paulo caiu para 4 (1%).
Os clubes que mais desprezam o Flamengo são o Santos (6 dos 8, 75%), Atlético-MG (10 dos 15, 67%), e Palmeiras (14 dos 24, 58%). O único clube com muitos torcedores (10 ou mais) que não quer ver o Flamengo perder mais que todos os outros foi o Inter. 8 dos 31 (26%) colorados desprezam o Flamengo, enquanto que 17 (55%) despreza o Corinthians. Isso faz sentido, porque o Corinthians “roubou” um Brasileirão em 2005 enquanto o Flamengo meteu 5 a 0 no Grêmio ano passado.
Dos clubes com poucos torcedores, Ceará (0 dos 5) e Santos (0 dos 8) são os com mais desgosto no coração (0 torcedores “não querem o mal pra ninguém”), enquanto que Cruzeiro é o mais pacífico (3 dos 7, 43%). Dos clubes com muitos torcedores, Atlético-MG (0 dos 15), Athletico-PR (0 dos 11) e Inter (1 dos 31, 3%) são os com maior antipatia por outros clubes, enquanto que o São Paulo (4 dos 37, 11%) é o mais pacífico.
Segue a tabela completa para quem quiser ver. Para ler a tabela: 20% dos 15 torcedores do Atlético-MG, por exemplo, querem o mal apenas pro seu rival, 7% pra cada um de Corinthians e Fluminense e 67% pro Flamengo.
31) Fora o(s) seu(s) clube(s) do coração, com qual clube você mais simpatiza? -- Uma pergunta um pouco diferente da de dois torcedores. Temos usuários que torcem pra dois times e simpatizam com um terceiro. Temos usuários que torcem só pra um time mas simpatizam com outro. E temos usuários que não simpatizam com nenhum - especificamente, 103 (28%).
Dos times com simpatizantes, pra minha surpresa, a Chape ficou apenas em segundo com 22 (6%) usuários. O time mais simpático do /futebol é o Vasco com 26 (7%). O Bahia fecha o pódio com 19 (5%). Fora isso, podemos ver algumas curiosidades ao analizar mais profundamente.
Dos 86 torcedores da dupla grenal, 3 (3%) deles simpatizam com o arquirival, enquanto que 1 vai mais longe e considera o arquirival seu segundo time. Curiosamente, essa pessoa mora em Porto Alegre ou região (i.e., a menos de 10km do estádio). Nenhum dos 24 Cruzeirenses e Atleticanos torce ou sequer simpatiza com o rival. Nenhum dos 20 Coritibanos e Athleticanos torce ou sequer simpatiza com o rival. Dos 5 torcedores do Botafogo, 1 (20%) simpatiza com o Fluminense, enquanto que dos 76 torcedores do Flamengo, 1 simpatiza com o Botafogo. Curiosamente, 2 (3%) torcedores do Flamengo e 1 dos 25 (4%) torcedores do Vasco desprezam o Botafogo acima de todos os outros. Dos 38 torcedores do São Paulo, 3 (8%) simpatizam com o Santos, enquanto que dos 36 torcedores do Corinthians, 1 (3%) simpatiza com o Santos.
32) Você participa de alguma torcida organizada? -- Gostei dessa pergunta. E até fiquei surpreso com os resultados. Temos 9 (2%) usuários do sub que atualmente participam de uma torcida organizada. Além disso, temos 2 (1%) usuários que já participaram delas. Um falou que parou por “questões de tempo, responsabilidades e etc.” enquanto o outro comentou “acho que são importantes no estádio, mas a estrutura e cultura delas é lamentável” (eu gostaria de ouvir mais sobre isso).
Fora isso, 182 (49%) usuários responderam “não, e sou indiferente,” 93 (25%) “não, mas apoio elas,” 59 (16%) “não, e odeio elas” e 20 (5%) “não, mas tenho amigos que participam.” Dos usuários que escreveram sua propria resposta, um colocou “gosto da festa e não gosto da briga,” outro “não, mas sei que a maioria dos seus integrantes não são bandidos infiltrados,” mais um “não, e acho que as vezes atrapalham o futebol, porém algumas fazem um trabalho fenomenal (Fortaleza),” e por último “não participo, gosto da festa que fazem, mas são problemáticas na questão da violência.”
Parte 4: Futebol Como Profissão
33) Você já tentou seriamente virar jogador de futebol profissional? -- Uma pergunta interessante que eu não tinha muitas esperanças de receber um “sim”, mas ainda assim recebemos. 1 usuário conseguiu enquanto 24 (7%) tentaram mas não conseguiram. Outros 22 (6%) tiveram parentes que conseguiram. 318 (86%) simplesmente nunca tentaram.
Outra coisa interessante foram as respostas manuais. Um usuário escreveu “joguei em categorias de base mas nunca tive ambição,” outro “jogo nas categorias sub 17,” e o meu favorito, “não, mas tive um ex-colega que treinou no Internacional e teve chance de ir para o Real Madrid, mas foi tonto e perdeu a chance porque não quis ficar longe da família.” Imagina se o Messi tivesse pensado dessa forma. Imagina se tivesse alguém com ainda mais talento que o Messi mas que pensou dessa forma e o talento nunca floresceu. Perguntas interessantes.
34) Você já tentou ganhar a vida do futebol sem ser jogador, pelo menos por um tempo? Se sim, como? -- Pergunta parecida com a anterior, porém mais ampla. Ainda assim, não gostei dela. Ela teria que separar “tentei e não consegui” de “tentei e consegui,” e talvez “tentei, consegui, e continuo conseguindo.” Mas não tenho nem ideia qual o melhor jeito de fazer isso.
De qualquer forma, 344 (93%) usuários nunca tentaram. Dos 26 que tentaram, 10 (38%) foram como apostador, 5 (19%) como jornalista, 2 (8%) como técnico, 1 (4%) como dirigente e 1 como narrador. Nenhum usuário selecionou Youtuber da lista, mas um escreveu “além de Youtuber, também planejo ser Técnico ou Preparador.” Além disso, um usuário escreveu que já estagiou em medicina do esporte no Athletico, outro “Quadra de Futebol Society,” mais um “Faltou e-Sports aí na lista,” enquanto outro afirmou ser diretor do Criciúma!
Conclusão
Então é isso. Termina mais um censo do /futebol. Espero que vocês tenham achado interessante. Mas lembrem-se que não dá pra extrapolar muito os dados desse censo, e que a população do /futebol não é nada representativa da população de torcedores brasileiros de futebol. Agora pra sair outro censo acho que talvez só em 2022, então aproveitem esse.
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2020.08.28 13:43 sonic_star_2 Gosto muito de uma pessoa, mas não sei o que fazer pra ela sentir o mesmo.

Bom, no meu último post eu falei sobre ter sonhado com essa pessoa, e o quanto eu amo ela, mas vou explicar aqui melhor o que eu sinto por ela, e como é nossa relação:
Eu estudava com essa menina desde que nasci, e a gnt cresceu juntos, apesar de não sermos amigos super próximos, eu tinha um carinho imenso por ela, quando eu sentava perto dela eu me sentia seguro, sla, era bom ficar perto dela, e a gnt conversava de vez em quando, e lá por 2014 ela saiu do colégio, e eu fiquei muito triste, por que eu amava ela de verdade, e agora ela tinha sumido, eu pesquisava o nome dela no face, no insta, twitter, mas tudo que eu achava eram contas antigas, nada novo. Pensei que ela só preferiu sumir (pq ela n gostava de ngm da nossa escola, sofria bullying, etc), e então eu desisti da minha busca dps de um tempo...
Quando este ano eu postei uns ngc aleatório no twitter e ACHEI A CONTA DELA, uma conta nova, e eu resolvi seguir, dps de um tempinho ela mandou DM no meu instagram, com a print do meu tweet e falando que sentia muito do que eu tinha escrito, e a partir dai meu amigo, aquela chama que queimava dentro de mim e eu pensava que estava apagada, voltou a queimar na mesma intensidade de antes. A gnt conversou muito por uns 4 dias, até que a gnt parou um pouquinho, e dps voltou, na msm intensidade, e a gnt conversa até hj, sobre absolutamente tudo, sobre série, filmes, artes, trabalho, a gnt se dá bem em tudo e é muito incrível falar com ela. Ela até tava pensando por esses dias em fazer um podcast comigo, e eu me senti muito feliz dela ter me incluido em algum plano dela, muito mesmo. Só que eu não acho que ela sinta (ainda) algo por mim desse jeito que eu sinto por ela (eu já falei que antigamente eu tinha mt carinho por ela, e ela falava o mesmo), MAAAS eu acredito que algum dia eu consiga fazer ela sentir algo parecido comigo, com ela é diferente, a gnt já tem uma certa aproximação, e eu sinto que com ela eu consigo, ainda mais por que ela é a pessoa que eu literalmente mais amei (no sentido de sentir alguma coisa) na minha vida, desde que eu conheci ela eu sinto isso.
Eu lembro que ela postou em algum lugar que quando ela se apega por uma pessoa era pra ela se preparar que ela mandava coisa td hora, e assim, ela n faz isso comigo atualmente, mas qnd a gnt tá conversando, geralmente nossas conversas são super longas, super, eu adoro conversar com ela, e ela parece se engajar com as minhas conversas, só que eu não sei como fazer essas conversas serem mais prazerosas pra ela (no sentido de ela se sentir à vontade pra me chamar qlqr hora que quiser, ou algo assim, eu quero ser próximo dela). A coisa que eu mais quero é sentir que ela sente algo por mim também, por que eu sei que com ela todas as imagens que eu sempre idealizei do lado dela poderiam se tornar realidade, sentar de baixo de uma árvore num parque escutando uma fita k7 de blues, ou assistir um filme juntos e poder finalmente dar as mãos pra ela, e saber que ela sente o mesmo, e que não tiraria. Meu maior sonho é poder um dia namorar com ela, sair com ela sabendo que ela olha pra mim com os olhos lindos dela e pensa "eu gosto dele" e esse provavelmente é o meu maior sonho em questão de amor, desde criança, pq eu tenho um carinho imenso por ela. Ela uma época tinha mandado uns ngc que ia pro psicólogo e tava meio com um pé a tras, ai eu dei uns conselhos pra ela, ela falou que tinha sido suave como eu tinha falado, eu fiquei felizinho com isso :3
Queria me aproximar mais dela, e ter privilégio desse tão sonhado "apego que ela tem por mim, de se sentir a vontade pra mandar qualquer coisa e tal, interagir mais comigo, sentir que eu sou amigo próximo dela" sabe? E com o tempo fazer ela sentir algo por mim, eu tava pensando em baixar a primeira temporada de DARK (que ela me mandou baixar pra assistir pq era legal de mais discutir sobre essa série) e perguntar se ela não quer assistir comigo, e a partir dai desenvolver algo a partir dai, ai essa companhia pra ver série se tornaria de pouco em pouco interesse sabe? Aiai, é meu maior sonho, e finalmente eu tenho essa idéia de que pode dar certo, só não sei como fazer direito :c
Como fazer ela sentir algo por mim? Me ver mais do que um amigo, ou apenas alguém que ela gostou de se lembrar pq estudava junto? Alguém que ela queira conversar cada vez mais e mais.
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2020.08.28 04:09 Howlitte Como assim você RECLAMA quando te dão BAN sem motivo? Inadmissível!

olá Luba, Editores, Turma, Falecidos Papelões, Gatas, Portas, Armários, Torneiras e afins. Hoje, estamos (sim, "estamos". É mais de uma pessoa organizando esse post) aqui para compartilhar uma história de angústia, desprezo, ódio, com talvez um pouquinho de amor. Um detalhe: a história é beeem grande e têm vários detalhes, então, preste atenção.
No começo do ano, em Janeiro, nós tínhamos um grupo de amigos bem divertido. Pra não usar os nomes reais dos envolvidos (além de nós), vamos usar alguns fictícios: Emílio, Laura, Renato, Enzo e Iago. Pra dar um pouco de contexto pra história, todos nós já éramos amigos desde 2017, e a gente era até que bem unido. Fazíamos call todos os dias pelo Discord, e era bem legal, ríamos bastante, enfim. Mas lá pra setembro de 2019, eu (How) resolvi sair daquele grupo, dei block em geral e sumi da internet (hoje eu vejo que isso foi nada a ver, mas na época eu sentia que precisava fazer isso). No exato primeiro dia de Janeiro desse ano, eu havia voltado. Tinha dado unblock na Lógica, uma amiga minha que fazia parte desse grupo, ela disse que sentia muita saudade, me senti bem mal com isso, pensando em como eu não deveria ter feito aquilo. Também dei unblock no Emílio, que era o meu melhor amigo daquele grupo inteiro. Então eles dois mandaram eu criar uma conta no Discord (tinha perdido e-mail e senha da antiga), aí eles me adicionaram num server e num chat. Tinha dois guris novos no grupo: A Laura e o Enzo. A Laura até que era legal, eu só não curtia muito o Enzo, mas eu não falava nada nem fazia confusão (ele é tipo aqueles "sadboys" que ficam fazendo drama por tudo, sabe?). Mas no dia em que entrei no servidor, a gente tava numa call brincando com bots. E nessa call, todos nós estávamos abusando do poder de administrador, ensurdecendo e mutando (a gente era de boa, todo mundo tava fazendo isso com todo mundo e ninguém tava reclamando). Até que a Samanta, que era nova no grupo pra mim, tinha mutado o Enzo. Ele já estava mutado, e todos estavam fazendo isso, e ela resolveu envolver ele na brincadeira, mas aí ele saiu da call. Xingou todo mundo e saiu do server, daí eu já imaginei que não era um cara muito legal. Depois deste ocorrido, uns dois dias depois, a Samanta foi banida do server por nada. O Iago, que era dono do server, tinha feito uma votação entre nós quatro (Eu, Laura, Emílio e Renato). Eu falei que não era pra banir, pois eu não conhecia ela o bastante e porque ela não fez nada. Os três votaram em sim, que deveria banir ela, eu perguntei o porquê, eles disseram que ela era chata e por isso deveria ser banida. Ainda acho isso extremamente injusto. Tinha achado aquilo muito estranho, eles não eram de ficar tirando os amigos do grupo por um caso nada a ver.
Enfim, esse foi só o contexto. Lá pra 27 ou 26 de janeiro, eu estava conversando com a Lógica, enquanto os outros estavam em call jogando Brawlhalla. Eu tinha achado estranho o Enzo estar na call junto à eles, porque uma semana antes, ele havia dito que não poderia participar mais do chat. Tinha saído sem mais nem menos. No momento eu tinha achado que era um dos dramas dele, mas foi porque ele ia no trabalho com a mãe, e ficavam ligando pra ele. Então eu fui perguntar a Laura do por que o retorno dele (eu tinha perguntado sem grosseria ou algo do tipo, eu só queria saber se ele já podia participar das calls ou estava de férias) e então ela disse:
Eu realmente tinha perguntado sem confusão nenhuma, mas ela devia ter achado que eu não queria ele presente, porque ela sabe que eu já tinha dito ao japonês que eu não gostava do Enzo por conta de outras coisas. Mas eu só tinha dito mesmo. Daí eu deixei isso pra lá e entrei na call que estavam fazendo. Daí o Emílio, a Laura e o Renato saíram e todo mundo tinha ficado calado, como se o discord havia bugado. E então o chat sumiu para mim. Eu disse pra Lógica que o chat tinha bugado pra mim, daí ela pediu para eu entrar na conta dela pra ver uma mensagem do Emílio. A mensagem dizia:
Minha reação na hora foi só fechar o Discord e passar horas chorando sem saber o que fazer. Nem havia me dado conta que meus próprios amigos quiseram me tirar do grupo por nada.
No dia seguinte, o Lógica tinha conversado com o Emílio para entender o que tinha acontecido. Ela me mandou as prints que eram assim:
https://imgur.com/a/HcmPZxE
Primeira imagem: Eu nunca chamei "todo mundo de hipócrita". Apenas chamei ele e o Renato de hipócritas por estarem me banindo do chat acada 5 minutos (Sem exagero nenhum). E eu também não falei mal de todo mundo. Como eu disse, apenas perguntei do porquê a volta do Enzo e óbvio que ele tirou isso do contexto.
Segunda imagem: Renato era o líder do grupo, então Emílio e Laura pediam para me banir, e assim ele fazia. Sim, o Emílio pedi para me banir e depois ele vem dessa de "Quem bane é ele, não eu!"
Daí essa conversa acaba com o Emílio dando block na Lógica. Exatamente, ela não pode utilizar seus super argumentos! Mas daí ela foi terminar a conversa com ele pelo insta. Logo no começo ele começou a dizer que estava arrependido. Depois ele seguiu dizendo que nada foi culpa dele e que ele só "seguiu na onda dos outros" e que eles mandaram que ele fizesse isso. Também pediu múltiplas vezes desculpas pra Lógica (Sei que parece meio estranho ele estar pedindo desculpas pra ela, já que ele só fez coisa comigo. Mas na verdade, antes da briga começar, ele espalhou foto uma foto dela quando ela pediu que não mandasse. Daí ele falou que queria recomeçar tudo do zero, recomeçar a amizade com todo mundo... eu esperei uma semana pra isso acontecer, e ainda eu tive que ir falar com ele, porque ele nunca cumpre com a palavra.Depois dessa conversa da Lógica no insta, eu falei com o Hiyusaki, que fazia pate do grupo e não sabia o que tinha acontecido, ele falou que concordava comigo e saiu do grupo do Emílio junto com a Lógica. Enfim, fui banido do círculo por não ser amiguinho do Enzo. Exato, o Emílio é um ditador que queria forçar minha amizade com um cara aleatório que eu não gostava, mas NUNCA fiz confusão.
Bem, esse foi "só" o início da história, ainda tem bem mais sapecagens de nosso querido Emílio. Se QuIsErEm QuE cOnTiNuEm, DêEm LiKe No VíDeO gAlErA.
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2020.08.19 03:34 kitanabk94 Problemas com cólicas e gases

Há muitos anos sinto uma dor do lado esquerdo do abdômen em baixo e muitos gases. Dores fracas mais frequentes, há alguns anos fiz um teste e descobri que sou intolerante a lactose. Cortei o leite da minha dieta mas mesmo assim continuei tendo esses incômodos. Cortei o feijão e melhorou mais um pouco. Mas fico muito preocupada do que pode ser. Durante o início da pandemia comecei a comer muito pouco, pois ficava em casa o dia inteiro em homeoffice, então a noite meu estômago e intestino começaram à roncar e fazer barulhos. Fiquei muito preocupada e com essa pandemia e stress tudo piorou, no meu pico de desespero eu tive muita queimação no estômago e vontade de vomitar. Vejo que esses sintomas estão diretamente ligados ai meu emocional. Mas não sei como controlar. No meu antigo trabalho todos caçoavam de mim de peidorreira, pois como precisava entregar as demandas da empresa não poderia ficar saindo da sala para peidar. Mesmo pq, quando eu levantava a vontade passava. Quando estou nervosa e stressada tenho muita vontade de soltar gases. Quando estou ficando com uma pessoa a primeira vez é muita dor e gases. E se seguro doi mais e parece que aumenta. Já estou há 6 anos sozinha, sem namorado e só trabalhando. Moro sozinha e posso saltar quantos gases eu quiser. Sei que os vizinhos até escutam, mas é libertador! Essa semana decidi fazer um ultrassom para ver se tem algo, me falaram para tomar 5 copos de água para chegar la com a bexiga cheia. Chegando lá a atendente me perguntou se eu estava de jejum e eu disse que não fui instruída para isso, mas que bebi 5 copos de água e estava muito apertada. Ela disse que eu nãos poderia urinar, então meu stress aumentou e eu pedi pra ir no banheiro e ela deixou mas falou para nao fazer tudo. Demorou mas o médico me atendeu, expliquei para ele que meu problema era no trabalho e ele me deu uma má resposta dizendo que isso não interessava para ele, pois não era no âmbito da medicina anatomia. Fiquei calada e durante a ultrassonografia ele disse que não viu nada de especial. Só queria ter um intestino normal, ir no banheiro defecar em qualquer lugar. Não ficar dias com vontade de fazer cocô e não sair nada.
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2020.08.18 22:17 Mili_Tf Sou babaca por supostamente "separar" meus primos do meu tio?

Olá Luba Barbudin, Gata lindonaas, Papelões que ainda tem um pouco de pulmão e turma que esta a ver. Hoje conto uma história maravilhosa sobre drama e palavras de baixo calão (faz uma voz decente, igual a da Lady gaga).
Uma vez meu tio Angelicano ( nome qualquer) pediu para eu passar as férias em sua casa, eu fui e quando chegei lá com meus pais fomos supreendidos por um BANHO DE COCA COLA. Detalhe: Ele mora na Europa e a gente no Brasil então eu tinha acabado de sair de um hotel. Pode parecer mesquinha e tals, mas eu ODEIO quando me sujam, acho desnescessário e infantil ainda mais para um homem de 60 anos. Após essa supresa eu fiquei brava, muito brava, falei qualquer tipo de palavrão ate ele não conseguir argumentar mais, entrei na sua casa para tomar um banho. Consegui ouvir os gritos que meu pai deu com ele e de como ele tinha sido idiota com essas brincadeiras.
Meu tio não queria mais falar comigo, meus pais estavam sem dinheiro para voltar porque Angelicano disse que pagaria a viajem após todos os momentos "maravilhosos" que iriamos passar. Seus filho desseram que tinham que ouvir todo dia fofocas dele reclamando de mim e de como eu era mal criada. Eles já não aguentavam mais e falaram para ele que ou Angelicano pedia desculpas para mim ou iriam passar a ignorar o seu própio pai.
Angelicano é o tipo cara de filmes "aqui não há espaço para nós dois" e mandou eu e meus pais embora, sem dinheiro! Eu voltei lá e obriguei ele me dar o tal dinheiro que iria usar para pagar a nossa volta e disse que se ele não desse o dinheiro iria chamar a policia.
Angelicano já se meteu com tráfico ilegal de animais e sua ficha é bem suja pelos seus vizinhos que sempre o denunciam pelo seu som alto as 3 da madrugada. Não quria enfrentar um problema de sua sombrinha dr 15 anos indo a policia para que ele desse o dinheiro, então ele cedeu e deu o dinheiro.
Voltamos ao Brasil, quando voltei percebi que todos estavam diferentes, chamei minha tia que é divorciada dele para conversamos em uma lanchonete que meus pais são donos. Ela aceitou e quando chegou lá foi botando para fora sem eu ao menos perguntar. A conversa foi +/- assim:
-Quando seu Angelino te botou para fora, os seus filhos foram juntos?
Não, porque?
-Então eles fugiram, já faz 3 semanas que Angelino procura eles, a familia nem fala mais com voce porque ele afirma que voce os sequestrou, mas eu sei que vc nunca faria isso.
Luba, meu mundo caiu, meus primos foragidos e a primeira suspeita era EU! Ele afirmava que era eu, minha familia não queria mais falar comigo e eu recebia semanalmente ofensas de meus avós e tios se perguntando de como eu podia fazer aquilo.
Tempo vai e eu consigo entrar em contato com meus primos, marquei um encontro para saber se era eles mesmo (pq a conta parecia fakezona) e eles foram, me contaram o como ele passou a tratar os filhos todas as vezes que citavam meu nome ou o do meus pais, diziam que não aguentavam aquela pressão toda e sairam de sua casa, mencionaram também que eles tem 20 e 27 anos e não queriam que fossem tratados como crianças. Oque por mim está certo, são adultos com dinheiro e familia fora daquele país, não foram rapitados ou sequestrados para serem abusados em cativeiro, são homens e fazem oque quiser da vida.
Contei isso há minha tia e ela surtou, disse que Angelicano estava sendo totalmente mesquinho só porque eu xingei ele. Disse também para eu entrar em contato com Angelicano e explicar a situação de seus filhos.
Fui toda pinpolha no Instagram dele para conversamos, quando vi que ele SUBSTITUIO os filhos e estava CASADO, antes de eu entrar em contato com meus primos minha tia falou com a policia Europeia, que foi a casa de Angelicano, porque estavam acusando que ele matou os filhos. Com a ficha toda negra da policia que ele tem, arranjou uma espécie de "filhos de alugue" para dizer que não matou. Colocava bio de dia dos pais e seu casamento foi ontem.
Fiquei tão brava que nem falei para ngm, mas uma hora vão descobri.
Fui babaca por causar toda essa situação?
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2020.08.18 16:42 Akitemcoragen To desperdiçando minha vida?

Não me sinto bem, sla, sinto que estou desperdiçando minha vida, tenho medo de estar com depressão, fico desanimado, sem vontade de fzr as coisas e só fico pensando se estou jogando minha vida fora ou não.
As vezes eu sinto que precisava de alguém junto de mim, nunca namorei e desisti de tentar passei a ver namoro como forma de sexo fácil e só. Eu sempre tive dificuldade em arranjar alguém, praticamente perdi dois anos da minha vida atrás de alguém que me manipulava, falava que me amava e tudo mais, nunca tivemos nada sério. Ter parado de conversar com ela foi o melhor que fiz, depois disso tive mais decepções amorosas mais nada que se comprava o de antes, eu sempre fiquei na friendzone e odiava isso, dps de 2019 parei de tentar, eu me senti mais feliz e liberto de querer me pressionar a ter alguém.
Pode parecer bem merda essas coisas mais foda-se, eu nem sei pq to escrevendo isso, talvez seja pra me sentir mais tranquilo sla.
Eu sigo fznd EAD e isso é um puta saco do krl, odeio acordar cedo e isso me desanima, eu fico num meio termo entre fazer ou não. Por enquanto eu faço, não sei por quanto tempo mais vou fazer minha mãe praticamente me obriga a fzr essas tarefas, ela é bastante super protetora, por um lado é bom por saber que ela se preocupa e tem medo de algo acontecer cmg sla, por outro lado é ruim pq sinto preso e sem liberdade de fzr o que eu quiser, não me importo de sair na rua e acabar pegando corona, n ligo, n tenho medo dessa merda, mas ela n me deixa sair, as vezes a gente sai pra ir num supermercado sóq nada dmais. Nunca fui uma pessoa que gostasse de sair de casa, mas essa quarentena aumentou minha vontade de sair mais que tudo, me sinto preso, eu quero sair, quero ver uns amigos, quero curtir e não desperdiçar minha vida dentro do meu quarto.
Quero aproveitar cada bom momento que posso, mas n posso aproveitar pq n to vivendo bons momentos, só queria ter coragem de tacar o foda-se pra tudo e fzr tudo o que eu quero fzr. Eu sou bastante fechado e n gosto de falar sobre meus sentimentos, eu só coloco um sorriso na cara e tento fzr de todo momento um bom momento, difícil eu falar sobre o que sinto pras pessoas, eu nunca falei pessoalmente, só por mensagens, e ainda me senti desconfortável.
As pessoas ficam meio que endeusando relacionamentos como se namoro fosse a cura pros problemas, eu sei que não é e que tudo depende de mim e não de outra pessoa na minha vida, mais eu ainda sinto vontade de ter alguém. Vejo várias pessoas saindo e curtindo e eu n saio por causa de terceiros, eu n aguento isso mais, não ta dando.
Eu realmente nem sei pq escrevi isso, talvez eu só esteja desperdiçando minha vida e meu tempo.
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2020.08.16 13:35 Nicocchi606 Sou babaca?

Bom, nunca tentei fazer isso, mas realmente não sei mais o que fazer. Essa história vai ser meio longa, mas obrigada de coração para quem puder me ceder esse tempo.
Contexto: Sou filha única e ilegítima, nunca conheci meu pai por isso, ele nunca quis me encontrar, não me reconheceu e nunca mandou nenhum tipo de suporte e minha mãe não pede ao governo. Ele não é br e mora em outro país com a mulher e dois filhos. Minha mãe conheceu ele na Itália e sempre amou esse país. Ela veio me ter no Brasil mas sempre quis voltar para lá. Anos atrás, quando eu tinha 12 ela entrou em contato com um ex namorado italiano por e-mail, e em 2 anos decidiram se casar. Obviamente eu era contra, mas ela me levou para Itália contra a minha vontade mesmo assim, e minha família não fez nada já que era "uma chance de um futuro melhor". (Não discordo, o ensino é melhor mas é muito pesado, sem feriados e sem consideração, o Brasil é bem melhor nisso).
O problema: Desde que desci do aeroporto não fui com a cara do homem, mas aguentei pela minha mãe. Mas semanas depois o casamento não deu certo. O cara era um escroto, e nós dois não nós dávamos NADA bem. Naquele mesmo ano, minha mãe me colocou na escola (eu não sabia a língua, e valem duas coisas, ela me fez duas promessas. Não vou te colocar na escola até você se acostumar com a língua. E se não se acostumar em 2 meses a gente volta). Bom, como dizer....foi o inferno literalmente, eu sempre fui tímida, e não sabia a língua, logo fui excluída pela sala. E uma professora parece que se aproveitava de eu não poder me defender pra me humilhar na frente de todos. Enquanto isso em casa, eu passei a nem mesmo sair do quarto, nem para comer pois não aguentava nem ver o marido da minha mãe. E ela não se impunha com a desculpa de "a casa é dele, temos que respeitar". Nesse ano acabei com depressão e fobia social aliás. E agora não duvido nada que ainda tenha Distúrbio de personalidade Esquiva, suspeitas tenho muitas mas só o psicólogo pra confirmar. Me mudei de escola e passei um ano mais ou menos. Mudei de novo, de escola e de casa, nisso tinham passado 2 anos. Outro inferno, minha mãe não conseguiu manter o apartamento onde estávamos morando só as duas. Não tinham móveis em condições de uso, e passei muito tempo tendo que dormir no chão por isso, sozinha em casa a maior parte do dia. Alí a escola estava igual ao primeiro ano, ignorada por todos. E aquilo tudo piorou minha situação, comecei a ter crises de pânico e ansiedade e não consegui mais ir para a escola 15 dias antes de tudo ser fechado pela pandemia, mas não consegui nem mesmo participar das aulas online pelo medo de viver tudo aquilo de novo. Por pouco não perdi o ano... Agora é o 4 ano morando aqui. Nos mudamos de novo, para a casa do pai do ex marido dela, que é como um pai para a minha mãe. E é horrível aqui. Ele tem 86 anos, logo viveu em tempos de guerra e não entende que as coisas mudaram, nem tenta entender os outros, acha que todos tem que viver do mesmo jeito que ele, é REALMENTE teimoso e cabeça dura. Um exemplo: Eu estou de férias, logo quero dormir um pouco mais tarde, o que já é difícil já que em todos esses anos e ainda agora, divido um quarto com a minha mãe, então nem a minha privacidade eu tenho. Ontem não estava conseguindo dormir, acabei pegando no sono as 04:00, acordei às 10:00 e fui tomar café. Ele já entrou na sala falando de como era um absurdo isso. Que eu tinha que comer mais cedo. Razoável? Talvez se fosse só isso. Ele quer que eu siga esses horários dele: dormir às 21:30, acordar às 06:00, almoço às 12:00 e janta as 18:00. Principalmente o almoço, meio dia eu TENHO que estar na mesa. Uma vez eu tava de cama sem respirar por uma crise alérgica e não desci. Ele começou a berrar, jogou o chapéu no chão e saiu falando que eu estraguei o dia dele, que bem ou não, com fome ou não, meio dia eu tenho que descer e assistir eles comerem. Então comer fora? Nem pensar. E minha mãe não fala nada por que "é a casa dele" eu já tô tão irritada com isso! Quer dizer, nas FÉRIAS, eu não posso pegar um dia pra sei lá, almoçar fora com ela, comer um pizza fora, NADA. Por que se não a princesa em casa surta! Desculpa, eu sei que ele tem a idade e mentalidade dele, mas pelo amor de Deus. As vezes sinto que tenho que pedir permissão pra respirar, me sinto sufocada! Minha mãe fala que está tentando melhorar as coisas esse tempo todo, e sou eu que não me esforço. Na verdade tenho medo de quando a escola começar, eu falto bastante por crises de pânico/ ansiedade, é HORRÍVEL mas sei que esse cara vai fazer uma cena maior ainda de me ver em casa.
No final, falando assim, é um pouco do que eu passei, mas viver assim, todo dia em 4 anos, com uma pressão enorme de "ter que fazer tal coisa por tal pessoa ou eu sou mal educada" ou de ter que ser perfeita i tempo todo para agradar fulano porque é a casa dele vem acabando comigo. Minha família e uma psicóloga que eu fui (que eu tive que infernizar a minha mãe para me levar quando comecei as crises) me disse que quando eu tiver 18 vou poder fazer o que quiser..mas não sei se resisto até lá.
No final eu sou babaca? Por que não me esforço para ajudar a minha a "melhorar as coisas" (honestamente eu nem sei o que fazer pra ajudar, ela praticamente me largou na escola e parece que coloca todos antes de mim) e por ficar mal por toda essa situação? De verdade, eu não sei, talvez eu devesse dar mais suporte para a minha mãe? Tratar ela melhor ou algo? Eu realmente não sei mais o que fazer com tudo isso...ou com essas pessoas com quem moramos/ morávamos, é muito insensível da minha parte querer viver? Porque eu tô na Itália, e nunca fui visitar lugar nenhum, Veneza, Milão, Genova, Pisa, nada. Eu só queria um pouco de liberdade nisso tudo.
Desculpem o tamanho do texto, mas obrigada de verdade a quem leu até aqui. Realmente precisava colocar isso para fora.
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2020.08.14 03:05 Nonsense_09 A nova Funcionária - Sexo com colega de trabalho (conto)

Obs inciais: é a primeira vez que escrevo um conto aqui, espero que gostem e estou aberto a críticas de como melhorar, eu sou um leitor que gosta de detalhes e coloquei uns bons detalhes na história novamente espero que gostem! A história é baseada em eventos que já passei misturados com um pouco de fantasias minhas
Era manhã e eu estava no trabalho, apenas mais um dia normal para em estagiário solteiro, fazia um certo tempo desde a última vez que havia transado e já sentia os efeitos da abstinência forçada, desde o último mês eu havia percebido que a nova funcionária do meu trabalho me olhava mais que o normal, ela era meu tipo de garota, negra, magra, cabelos cacheados, gostava no nome dela Marcela.. tinha seios pequenos e uma bunda normal mas só em pensar nela nua meu pau ficava duro, tinha vergonha de me aproximar com essas intenções até porquê é meu ambiente de trabalho, não sei se seria coerente fazer isso e...
-- Oi, Bom dia!
disse ela quando passou pela minha mesa com uma pilha de papéis nas mãos.
-- Está quase na hora do intervalo... quer ir comigo lanchar?
nesse momento meu coração deu um leve pulo em meu peito, o sorriso dela era tão doce quanto o seu perfume, não sei exatamente por qual motivo mas senti meu pau ficar duro e me inclinei para frente em uma tentativa de esconder a ereção.
-- É... claro... sim! eu vou! estou com fome também.
-- Que bom bb, em 10 min venho te chamar!
Ela deu uma piscada com seu olho esquerdo, seus olhos eram um verde vivo, davam a ela um ar de mistério e inocência, 10 min mais tarde novamente na minha sala ela apareceu, me olhava fixamente, eu as vezes achava estranho e ficava meio desconfortável mas aquilo tudo me envolvia, e pra ser sincero no fundo eu gostava, pedi permissão ao meu chefe e fui com ela.
Ao sair do prédio onde trabalhamos, o sol estava quente mas não estava desconfortável, ela começou a puxar conversa enquanto nós íamos até a lanchonete do outro lado da rua.
-- então, como tá o trabalho?...
-- bom está a mesma coisa de sempre sabe? as vezes tenho muito o que fazer, outras não tenho nada, as vezes me dar raiva estar lá já outras... bom.. você sabe, aquele tédio de sempre
ela deu um sorriso com o olhar e um leve sorriso com a boca, após um breve silêncio devido estarmos comendo pastel ela me lança um olhar ousado e um pouco atrevido
-- Sei que não faz tanto tempo que nos conhecemos mas quero te perguntar uma coisa, promete que não fica com vergonha?
-- Claro, por que eu ficaria com vergonha?
-- Bom, eu noto como você fica vermelho quando eu falo com você, sua cara branca tá rosada até agora
dizendo isso ela solta uns risinhos e eu fico um pouco sem jeito, e foi aí que reparei na blusa branca com calça jeans e o belo colar fino e dourado que ela usava em volta ao pescoço, ela tinha seios pequenos mas aquela blusa conseguia fazer eles se destacarem, e a calça valorizada a bunda dela.
-- Bom, o que eu quero saber é... você tem namorada?
na mesma hora meu coração deu um novo pulo e bateu muito forte eu mal conseguia esconder que tinha ficado nervoso
-- Bom... Não... é.. por que a pergunta? haha
-- Bom, eu tava pensando... se você quiser claro, que tal dar uma passada lá em casa, eu to morando sozinha, e quero te conhecer mais, o que acha? cê topa?
-- Claro! Sim! eu vou
eu ainda tremia um pouco percebi que minhas suspeitas na verdade não eram paranoias, por que ela me chamaria pra casa dela? a idéia disso me deixava um pouco mais nervoso, mas na minha calça... simplesmente não consegui esconder minha ereção, tomara que ela não perceba
-- Moro descendo a rua na casa de número 36, da uma passada lá hoje a noite, pra gente bater um papo e tals, não gosto de conversar por whats
e era verdade por mais que nos falássemos pelo whats ela não era de puxar muita conserva apesar de me mandar diversos memes
-- Tudo bem, eu vou!
logo após voltarmos ao trabalho e ao passar do dia trocávamos uns flertes, alguns sorrisos, as pessoas do trabalho pareciam perceber apesar de ninguém falar nada (pelo menos na nossa frente não) com o final do expediente ela se despediu de mim com um abraço forte e disse que ia me esperar, combinamos melhor o horário e de 19h estava ótimo, ao final da tarde tomei um bom banho, levei o pênis bem, apesar de eu ser branco meu pau é mais escuro que o resto do corpo, com veias e uma cabeça levemente arosada e de tamanho normal, aproveitei pra me depilar bem, assim que sai do banho me olhei nu no espelho, não se se todos são assim mas ao me ver pelado fiquei excitada, sou magro, apesar de comer muito hahaha, comi um pouco antes de sair de casa e ir para a dela, passei um perfume e fui, no meio do caminho diversos pensamentos me veio a cabeça, assim que cheguei na porta da casa 36 me dei conta que havia me esquecido da camisinha, mas será mesmo que vou precisar, talvez eu esteja me iludindo não sei, antes mesmo que eu batesse na porta e chamasse por seu nome "Marc.." ela abriu a porta, esteva com seus cabelos escuros presos e vestia uma camisa muito muito maior que ela, era como se fosse camisa e saia ao mesmo tempo já que chegava até metade da coxa dela
-- Poxa, chegou bem na hora, gosto de caras pontuais hein rsrs
-- É, eu tava sem fazer nada em casa e pensei que fosse demorar um pouco pra vir pra cá e...
-- Tudo bem bb, entra! eu tenho uns filmes pra gente ver.
entrei pela porta de madeira e dentro da casa era tudo muito comum e normal uma sala grande que dava para um quarto a direita aonde ela dormia e ao final da sala tinha uma espécie de cozinha, ou seja lá o que isso é, me sentei no sofá e foi ai que reparei nas coxas dela, negras como ébano, lisas, até reluzia a luz, não consegui meu pau foi ficando duro, ela sentou do meu lado e ligou a TV, olhou pra mim com aqueles olhos verdes e disse
-- a Tv alta é um bom fundo sonoro não acha?
-- Como assim?
-- Bobinho rsrs, te deixo nervosa não é?
-- Bom... um pouco
-- Eu gosto disso, percebi seus olhares pras minhas coxas, sente isso!
ela pega minha mão e coloca na coxa dela, passei alisando e senti ela arrepiar, meu pau ficou mais duro do que já estava, dava pra sentir a cueca ficando molhada, ela se deita no meu ombro e diz..
-- eu adoro e seu jeito, meio inocente, gosto disso, é virgem?
-- Não! não sou
-- poxa... tenho um fetiche de tirar a virgindade de alguém rsrs
dizendo isso ela passa a mão na minha calça e sente o meu volume..
-- bom a essa altura acho que nem preciso dizer que tenho vontade de te dar né bb?
-- Rsrsrs bom, não vou mentir que tenho vontade de fuder você... em um bom sentido claro
ela rir alto e me beija, que beijo doce, tinha um hálito suave, e seus lábios grandes e cheios sabiam beijar como nenhuma outra, não sei se é minha tara por negras ou se era ela mas meu coração estava a ponto de explodir em meu peito, após um beijo molhado e demorado com alguns intervalos para selinhos e risos, eu decido tomar a iniciativa mais ousada, empurrei ela no outro lado do sofá e tirei o camisão dela, ela estava sem sutiã nem calsinha, tinha os peitos um pouco maiores do que eu pensava, com bicos grandes e pretos, estavam pontudos, ela tinha um piercing no umbigo e entre as coxas uma buceta com pelos pequenos e bem aparados.
-- Nossa bb gostei rsrs espero que goste da minha larrisinha! rsrs
beijei-a mais e fui descendo, primeiro pelo pescoço e logo em seguida para o seios dela, ficaram ainda mais duras com minhas lambidas, não fazia idéia de quanto tempo havia passando só estava ali naquele momento, e que momento! quando desci para a buceta fui beijando-a na barriga, ela se contraia parecia sentir cocegas, gostava daquilo, quando cheguei na buceta estava tão molhada que senti um gosto de gozo, não era comum, me lembrava de relações anteriores que não achei o liquido vaginal com gosto não muito bom mas ela era diferente, era um gosto bom que me instigou a cada vez mais chupar, a cada chupada ela um gemido abafado de tesão e prazer que eu sentia que apenas me motivava cada vez mais 'ai.. ai... ah... isso... mais devagazinho...", introduzir dois dedos e dentro da vagina diz uma forma de gancho pra estimular o ponto G dela, pelo visto consegui fazer direito, não demorou muito ela estava gemendo alto e gozou ali mesmo 'AH,ah... isso... não para pvf.. iss.. a.. ahh..", ela se contorceu e gozou na minha boca, aquilo me deu um prazer imenso pois satisfez dois fetiches meus, um de transar com uma negra outro de uma gostosa gozar na minha boca, fui subindo e beijei ela, com a boca gozada e tudo, ela estava ainda trêmula e com uma cara de prazer imenso enquanto me olhava com seus olhos verdes.
-- Adorei sua oral, nunca pensei que alguém tão tímido fosse me fazer gozar desse jeito
-- obrigado.. bom, gosto de dar prazer e também de receber rsrs
-- prometo que será uma oral que fosse não vai esquecer gatão!
sentei no sofá, nem me lembrava que a televisão estava ligada e sinceramente nem me importei, tirei o tenis, a camisa e quando fui tirar a calça ela me impediu e pediu pra ela tirar, assim que ela mesma terminou de me deixar nu, e olhou meu pau mesmo na frente dela, babando de um jeito que eu mesmo nunca tinha visto, ela olhou pra mim e foi aproximando a boca da cabeça da minha rola, e bem devagarinho foi colocando boca a dentro sempre me olhando com aqueles olhos verdes, aquela pele tom de ébano que me deixava cada vez mais louco de prazer, e foi assim pelos próximos minutos, sempre me olhando com um olhar de prazer enquanto fazia a lingua dançar sobre minha rola, a sensação que senti foi intensa e ela parecia sentir o que eu sentia, toda vez que eu pensava que estava próximo de gozar ela diminiu a intensidade e depois voltava, parecia que queria me torturar mas eu estava amando meu coração mal se continha no peito, a sensação de prazer, uma coceira boa não sei como dizer ela tinha um dom na lingua e nos lábios com a cabeça da minha rola que nenhuma ex teve, alterava entre beijos e gargantas profundas até que eu estava prestes a gozar
-- ah.. ahh... não.. isso.. vai... vou gozar tira a boca
-- Não! quero que você goze na minha boca! vai safado goza!
tentei segurar, mas não consegui, nunca tinha gozado tão intenso senti até o coração parar e depois voltar quando voltei a abrir os olhos ela sorria, com o rosto melado e a boca babada, pulou rápido em mim e nos beijamos prolongadamente, não me importei de ter provado meu prórprio gozo pela boca dela, mas só em ter-la nos meus braços sobre mim, aquilo sim, conseguio me alcamar bem, apos alguns minutos abraçados e nos beijando ela disse bem baixinho ao meu ouvido
-- agora quero que fosse foda minha buceta
aquilo me vez arrepiar e já me sentia pronto pra mais uma rodada, me deitei no sofá e ela montou em mim, passei um bom tempo, gemendo assim como ela, sentindo o quão gostoso é a buceta dela, e pensando no quão sortudo eu sou de tá ali, depois me perdi de mim mesmo, gozei várias vezes e ela também, trocavamos de possição e depois começava tudo denovo, naquela noite me entreguei ao prazer que ela me deu entre as pernas e tudo aquilo que consegui dos seus lábios, não me lembro como mas quando nos demos conta tinhamos perdido a conta de quantas vezes tinhamos transado e já eram 3 da manhã e nós dois ainda tinhamos que trabalhar, dormi com ela, de conchinha, transamos mais algumas vezes até as pernas doerem mais do que já doiam não aguentarmos mais, não sei como consegui me levantar da cama assim que acordei, não sabia se realmente tinha transado tanto com ela ou se alguma parte daquilo foi só um sonho, mas ao vê-la do meu lado com aquele nariz pequeno e fino com um biquinho na boca enquanto dormia cabeos meio bagunçados e nuas com a bunda pra mim... ah aquilo vez meu coração até errar as batidas, era como um anjo no corpo de mulher, eu estava cansado e ela também assim que acordamos nos arrumamos nas pressas e mesmo assim chegamos atrasados ao trabalho mas que importa? a noite foi incrível, naquele mesmo dia assim que acabou nosso horário e fomos nos despedir...
-- gostei muito do que tivemos ontem a noite... minha buceta tá com saudade da sua língua rsrsrs
-- quando quiser uma nova visita é só avisar
-- bom... que tal hoje de noite novamente, no mesmo horário, no mesmo sofá, tudo como um belo replay bb??
-- Já estou lá! rsrsrs
Bom aos que leram até aqui eu agradeço, é um conto inspirados em algumas fantasias minhas misturadas com experiência sexuais que tive! aceito dicas e críticas sobre minha escrita e o que acharam dessa história da Marcela? kkk
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2020.08.06 06:08 denesfernando Sou Babaca Por Querer Que O Namorado Da Minha Amiga Não Passe Mais A Quarentena Aqui E Volte Pra Casa Dele?

Olá Luba, editores, gatas e Turma. Essa história que vou compartilhar aqui é recente, ainda estou tratando em terapia, mas ela começa um pouquinho lá atrás.
Um ""pouco"" de background para situar a todos de onde tudo isso começou.
Em 2013 comecei namorar um cara que vou chamar de Karen, por ele ser muito, mas muito CUSÃO (inclusive, ele se parece muito com você Luba e por vocês serem tão idênticos, eu passei um bom tempo sem assistir o canal, pois não conseguia te ver sem lembrar dele). Mas, enfim, em 2015 ele e o grupo da faculdade dele decidiram morar todos juntos em uma casa perto da faculdade, pois estava exaustivo para todos trabalharem em pontos distintos da cidade (São Paulo, para se alguém quiser se situar).
Então, em janeiro de 2016, eles se mudaram e eu ia para lá aos fins de semana, até que acabei me mudando para a casa em Junho do mesmo ano, no dia do meu aniversário.
Pois bem, foi uma fase horrível da minha vida por causa do meu ex, terminamos em maio de 2017 e tive que sair da casa. Esse meu ex era um abusador, um aproveitador, a pior pessoa que eu poderia ter conhecido na minha vida. Os abusos psicológicos que ele cometeu comigo, afetaram totalmente minha confiança e em como eu viria a me relacionar com outros caras, fora as crises de ansiedade que eu arrasto até hoje.
Mas então, eu fiquei amigo dos amigos dele da faculdade e em especial da Karls que virou minha melhor amiga.
Em 2017 eles terminaram a faculdade e em 2018 o contrato da casa venceu e eles finalmente poderiam se mudar, áquela altura ninguém suportava mais olhar pra cara do Karen.
Então, foi nesse momento, que a Karls e o Akarls me chamaram para vir morar com eles numa nova casa. Sem o Karen. E hoje nós três vivemos como uma família feliz com os nossos pets.
2019
Eu conheci um cara, eu vou chamar ele de Lars.
Lars e eu começamos a trocar mensagens, se conhecer, nos aproximarmos. Até então, antes dele, todos os outros caras que eu acabei ficando, não davam certo, (tem muito gay problemático nessa cidade). Mas Lars foi diferente, conforme nos conhecíamos, ele ia transpondo todas as muralhas que eu usava como defesa, pois meu maior medo seria voltar para um relacionamento abusivo, tóxico e doentio.
Com o Lars eu fui bem devagar, realmente queria conhecer ele, pra ver se o que eu estava sentindo era o certo e se ele não iria me fazer mal.
Nesse tempo conhecendo ele, eu desabafava com Karls todas as minhas inseguranças, pois ela tinha vivido todo o meu drama com o meu ex, ela sabia dos meus medos, receios, inseguranças em me relacionar com alguém e ela me dava todo o apoio, pra poder voltar a acreditar e saber que nem todo mundo é igual o Karen, que na verdade eu dei azar com o Karen, mas que não seria assim de novo.
Depois de tantos embates sobre minhas agruras eu acabei me desarmando e me permiti começar algo com o Lars.
Um mês e meio depois, finalmente decidi trazer ele em casa, para conhecer meus amigos e 😏.
Então, foi nesse fim de semana de novembro de 2019 que coisas aconteceram.
Depois de ficarmos, acabei aceitando os meus sentimentos por ele, pensei que depois de tanto tempo solteiro, passando por aventuras fracassadas com pessoas que não se encaixavam, onde a química só proporcionava uma reação inicial. Ali estava talvez o momento de poder compartilhar momentos com alguém.
Mas aquele início de sonho desmoronou muito rápido. No domingo quando ele estava pra sair para trabalhar, Lars me contou que iria para o Beto Carrero com um amigo. Fui pego de surpresa, pois ele não havia mencionado nada nas nossas conversas durante a semana.
Na época, Lars trabalhava como bartender numa cafeteria e reclamava de trabalhar muito, não ter finais de semana livres e só folgar nas segundas-feiras.
Como não tínhamos oficializado nada, nossa primeira vez foi na noite anterior e o fato de estar disposto a querer começar a construir uma relação tinha sido algo que eu havia arrazoado no meu coração, achei absurdo demais eu questionar porque ele não tinha me falado nada antes.
Tudo bem, ele iria no Beto Carrero com um amigo, logo após sair da cafeteria. Pegaria o ônibus na estação do Tietê no domingo a noite, passaria o dia no parque, já que a folga seria na segunda, e na segunda a noite ele voltaria e iria trabalhar na terça-feira de manhã. Eu, pelo menos, imaginei que seria assim.
Na segunda-feira, eu fui trabalhar normal, vi as fotos dele no Beto Carrero, os stories no Instagram aparentemente nada de estranho, mas a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato dele não ter postado um único story com o amigo, mas até aí, se eu encucasse com isso, seria uma atitude tóxica e eu não queria isso. Numa relação deve existir confiança.
Nós não nos falamos o dia inteiro, pois eu não iria ficar o importunando num passeio como aquele, que ele aproveitasse o máximo possível. Foi quando às 18:00 eu resolvi mandar uma mensagem para ele, já que eu estava saindo do trabalho.
A mensagem era mandando um "oi" e desejando que ele tivesse se divertido bastante e fizesse uma viagem tranquila de volta.
Foi quando ele me respondeu que não voltaria aquela noite, que ele iria para Balneário Camboriú com o amigo passear de barco. Eu fiquei completamente sem reação, foi um choque. Ele só reclamava de como o trabalho explorava ele, não era flexível e do nada, de uma viagem totalmente espontânea que aconteceu aleatoriamente pra aproveitar um dia de folga num bate e volta, surgiu uma folga no dia seguinte.
Eu não tive como não ser arrastado de volta para os tempos do Karen, onde eu fui trouxa por anos, onde ele matava aula pra transar na escada da faculdade, dizia que ficava até mais tarde no serviço pra não pegar trânsito, mas na verdade ia para dates furtivos de apps de pegação (inclusive tenho uma história ótima com relação a isso da época do Karen), enfim, meu cérebro e meu coração ligaram o sinal vermelho, as sirenes começaram a zunir no meu ouvido, a última coisa que eu queria era ser enganado como fui na minha última relação.
Voltando, Lars não falou mais nada depois disso, fui pra casa naquele dia. Na terça-feira de manhã, outro sinal de alerta, não tinha nenhuma mensagem no celular. Isso poderia ser irrelevante, se a gente não tivesse passado o último mês e meio, trocando várias mensagens e memes da hora que acordava até a hora de dormir. Me senti mal, a conversa tinha morrido da noite para o dia, fiquei angustiado, pois eu estava começando a gostar dele e aquilo mudou da noite para o dia.
Terça-feira se foi, ele em Balneário Camboriú, fotos e stories no Instagram se seguiram e nada desse amigo misterioso.
Finalmente, a noite ele estava voltando e mandou uma mensagem dizendo que estava exausto, mas estava voltando. Nesse momento, minha mente já tinha formulado mil e uma histórias, mas resolvi ser prudente, apesar da angustia que estava sentindo.
Foi difícil dormir aquela noite, na manhã seguinte, ele mandou uma mensagem dizendo que havia chegado, estava exausto, mas estava indo trabalhar.
Nossa conversa, já não era a mesma, algo tinha mudado, as palavras ou a ausência delas são um termômetro para o coração, escrever para outra pessoa é um ato de conexão e o nosso elo havia se rompido.
Foi quando resolvi confrontá-lo.
Segue abaixo a conversa no whatsapp:
[28/11 11:56] Denes: Desculpa, Lars.
[28/11 11:56] Denes: Eu não sei de fato o que aconteceu
[28/11 11:56] Lars: Pelo o que ?
[28/11 11:56] Denes: mas desde terça que eu sinto que nossa conversa morreu
[28/11 11:56] Lars: :(
[28/11 11:56] Lars: Eu que peço desculpas
[28/11 11:57] Denes: se vc puder me dar uma luz
[28/11 11:57] Lars: Questão de conversa tbm não sei ... :(
[28/11 11:58] Lars: Não quero ser cuzao contigo
[28/11 11:58] Denes: me diz o que tá acontecendo
[28/11 11:59] Lars: Gosto olhando no olho
[28/11 11:59] Lars: Gosto de vc
[28/11 11:59] Denes: talvez não haja olho no olho se eu não entender o que está acontecendo
[28/11 12:00] Denes: eu tb descobri que estou gostando de vc
[28/11 12:00] Denes: descobri de uma maneira bem ruim
[28/11 12:00] Denes: só quero que vc me diga
[28/11 12:00] Denes: sem medo
[28/11 12:02] Lars: Eu recebi uma ligação de alguém antes de viajar que me deixou balanceado
[28/11 12:02] Denes: prossiga
[28/11 12:02] Lars: Não gosto da ideia por aqui
[28/11 12:03] Lars: Mas tá bom ...
[28/11 12:03] Denes: por favor, agora que começou, não pare
[28/11 12:03] Lars: Pouco antes de conhecer vc eu tinha acabado um relacionamento ...
[28/11 12:03] Denes: hum
[28/11 12:04] Lars: E tipo ainda algo que me deixa balançado e tal ...
[28/11 12:05] Denes: entendi
[28/11 12:05] Denes: ah...
[28/11 12:05] Lars: E tipo não quero mentir pra vc
[28/11 12:05] Lars: Nem ser um cuzao contigo me entende
[28/11 12:05] Lars: Quero ser sincero sempre
[28/11 12:05] Lars: Não só com vc mas comigo mesmo
[28/11 12:06] Denes: então, o livro de Harry Potter que está com vc, foi um presente de um amigo meu que faleceu esse ano, será que posso pegar com vc na catraca amanhã da Santos Imigrantes
[28/11 12:06] Lars: Sim ... Claro ... Mas queria conversar mais com vc pessoalmente
[28/11 12:06] Lars: Se não se importar
[28/11 12:07] Lars: Tenho um presente pra vc
[28/11 12:07] Denes: eu vou me importar
[28/11 12:07] Denes: por favor, sem presentes
[28/11 12:07] Lars: Tudo bem :(
[28/11 12:09] Denes: amanhã as 8:30 te encontro na Catraca
[28/11 12:09] Lars: :( eu lhe entendo sabe ... Mas confesso que gosto de vc e queria que vc permanecesse na minha vida independente de qualquer coisa
[28/11 12:09] Denes: não será possível
[28/11 12:09] Lars: Tudo bem eu entendo vc ... :(
[28/11 12:09] Lars: Me desculpa
[28/11 12:10] Denes: te encontro amanhã na catraca sem falta
[28/11 12:21] Lars: Hj vc sai que horas do trabalho?
[28/11 12:24] Denes: Desculpa, Lars. Mas eu só pretendo te encontrar para pegar o meu livro. Não, temos nada para conversar. Você não me deve satisfações, justificativas ou esclarecimentos. Apenas o meu respeito. Mas, mesmo assim. Esse ponto final precisa ser colocado.
[28/11 12:25] Lars: Tudo bem eu entendo e respeito vc ... Falei de hj pq posso te entregar hj o livro
[28/11 12:25] Lars: Ele está comigo aqui no trabalho
[28/11 12:26] Denes: Eu saio às 18:00
[28/11 12:26] Lars: Posso te entregar hj o mesmo horário ... Na estação melhor pra vc
[28/11 12:27] Denes: Que horas na Santos Imigrantes vc vai passar por lá?
[28/11 12:27] Lars: Umas 19h a 19:30
[28/11 12:28] Lars: Mas espero a sua hora
[28/11 12:28] Denes: Okay, as 19:00 estarei lá
[28/11 12:28] Denes: Se chegar antes estarei sentado em algum dos bancos da plataforma
[28/11 12:29] Lars: Tá bom
[28/11 12:29] Lars: Sei o que vc vai falar ... Mas desculpas :(
Quando ele falou dessa ligação do ex e ficou balançado, eu senti uma enxurrada de sentimentos negativos, o tsunami de chorume que eram as mentiras do Karen voltando a tona. Todas as desculpas esfarrapadas, parecia que eu estava vivendo tudo outra vez.
Eu estava cego, na gana de não querer cometer os mesmos erros do passado, acabei sendo seco, duro e intolerante, condenando um pelos erros de outro.
Eu já tinha sentenciado dentro de mim que aquela viagem foi algo que ele tinha programado com o ex e que tinha ido com ele e que eles tinham se acertado e que ele queria me manter como step se nada desse certo. Enfim…
Nesse mesmo dia, fui buscar o meu livro (um fato curioso, esse livro que foi presente de um amigo que veio a falecer em 2019, foi um presente pra me lembrar o quanto eu sou uma pessoa corajosa, era a edição de 20 anos da Pedra Filosofal nas cores da Grifinória e dentro ele escreveu a famosa frase da Luna "As coisas que perdemos sempre acabam voltando para nós. Mas nem sempre na forma em que pensamos." https://imgur.com/a/ebJFd2U
Ironicamente, quando paro pra olhar isso em particular, penso na grande ironia de tudo.
Eu cheguei antes na estação, fiquei esperando, sentado num banco na plataforma, vendo vários trens passando, várias pessoas descendo na estação vindo depois de mais um dia de trabalho. A minha ansiedade estava a mil, eu queria chorar, estava angustiado com tudo aquilo, pior, sem entender como "tinha cometido" o mesmo erro outra vez.
Ele chegou uns 15 minutos depois, estava com o livro na mão, eu peguei o livro e então ele me estendeu os braços pedindo um abraço, fiz com ele o que eu devia ter feito com o Karen, olhei para ele com a minha pior cara de desgosto e nojo e falei "Adeus", virei as costas e deixei ele lá.
Hoje, não me orgulho do que eu fiz, sinto vergonha quando penso, mas para que vocês entendam aquele gesto, mesmo ele não sabendo, era algo traumatizante, no término com o Karen, quando coloquei minhas malas e meus livros no táxi, ele chegou até mim e na maior cara de pau, na sua maior interpretação pra burguês ver, ele me pediu um abraço e o trouxa aqui cedeu esse abraço, então ele sussurrou no meu ouvido "Sou eternamente grato por tudo o que a gente viveu e você vai sempre poder contar comigo para o que você precisar" e quando eu precisei o que eu ouvi? "Não tenho obrigação nenhuma de te ajudar."
Quando eu saí da estação, bloqueei o Lars em todas as redes sociais, Facebook, Instagram, Whatsapp e até o número dele pra ele não me mandar SMS ou ligar. Não queria nunca mais ouvir falar dele pelo resto da minha vida.
Alguns dias se passaram e a Karls me contou que Lars havia mandado mensagem para ela no Instagram dizendo que estava preocupado comigo, queria falar comigo e eu irredutível falei que nunca mais queria saber nada a respeito dele.
Então ali eu tinha colocado uma pedra em cima desse assunto, vida que segue.
Dezembro de 2019
Karls é uma garota muito linda, mas em todos esses anos de amizade ela só se envolvia com os piores caras do Tinder, uma fase da vida dela que fazemos piada, mas que se você olhar atentamente, era bem triste.
Ela tinha o sonho de conhecer um cara bacana, compartilhar momentos, viver toda aquela fantasia de namoro, dormir abraçada, assistir anime, cantar músicas da Disney e cozinhar todos os pratos possíveis de todos os programas de culinária que existem no mundo.
Depois de anos, esse cara apareceu. Vamos chamá-lo de Darls.
Darls é um cara super carismático, que faz amizade por onde ele passa, falador, contador de piada, solicito, uma pessoa que todo mundo iria adorar ter como amigo.
JANEIRO 2020
Parecia que Darls sempre esteve nas nossas vidas, Akarls e eu o recebemos de braços abertos, pois víamos o quanto ele fazia Karls feliz.
Logo ele começou me pedir dicas e mais dicas de coisas que fariam a Karls feliz e nesses 5 anos de amizade eu era a pessoa que mais sabia de tudo o que a Karls gostava.
FEVEREIRO 2020
Eles oficializaram o namoro, (meio rápido, mas…), então ela entrou numa tour para conhecer todas os amigos dele, pois ele queria apresentar a namorada para as pessoas importantes na vida dele.
Darls mora a 35km de distância, num bairro distante, 2 horas de viagem no mínimo, mas ele sempre estava vindo passar mais tempo aqui.
MARÇO 2020
Pandemia chegou, isolamento social foi instaurado, pessoas em casa. Eu sou editor de vídeo, então estou trabalhando em casa desde que esse inferno começou. E quem acabou vindo para cá, também? Exatamente, Darls.
A companhia dele era agradável, e por vermos Karls feliz, nada objetamos, aceitamos naturalmente a estadia dele aqui. Mesmo que nunca tenhamos conversado isso entre nós, foi natural olharmos para a felicidade dela.
ABRIL 2020
Um mês de quarentena, eu sou uma pessoa ansiosa. Solteiro que passou da barreira dos 30, já havia sentenciado que não conheceria ninguém e morreria só, pois já estava sem esperança de conhecer alguém em um mundo sem um vírus mortal, imagina em um mundo onde estar perto 2 metros de alguém pode ser sua sentença de morte.
Eu comecei entrar numa crise terrível, comecei trabalhar demais, a fazer 12 horas de trabalho por dia e no meu tempo vago eu comecei a assistir todos os filmes e curtas gays já foram produzidos no mundo. E nisso, fiz a burrada de assistir um filme que superestimei por anos.
Brokeback Mountain.
'O que eu fiz da minha vida?'
Eu fiquei tão mal, mas tão mal, que naquela noite eu fui dormir chorando e os dias que se seguiram eu tive tanto remorso pelo final daquele filme, que certo dia eu comecei chorar na frente da Karls e do Darls enquanto a gente almoçava.
No final de abril, meu tio implorou que eu fosse na casa dele, pois estava tendo um problema entre minha mãe e minha irmã e ele estava preocupado da minha mãe acabar se metendo em um avião e vindo pra São Paulo no meio de uma pandemia. Fui, como se eu já não estivesse colapsando, ainda tinha que resolver o problema de outras pessoas.
Naquela semana, eu assisti um vídeo, tenho 80% de certeza que foi no LubaTV os outros 20% acho que foi no canal do Henry Bugalho, que falava sobre perdão, algo do tipo "se não perdoamos, do que adianta pedirmos desculpas" e eu já estava muito reflexivo.
De noite, eu estava no apartamento do meu tio, quando recebi uma notificação de que alguém tinha me seguido no Twitter.
Abri a notificação e vi que era o Lars me seguindo quase 6 meses depois. Ele não tinha twitter e tinha criado uma conta por causa da quarentena.
Minha primeira reação foi bloquear ele, mas aí bateu aquele turbilhão de coisas acumuladas nessa quarentena. O final de Brokeback Mountain, a fala sobre perdão e um detalhe sobre o Lars que pesou muito, ele tem diabetes, acho que é um tipo raro, ele desenvolveu super novo, ele toma dois tipos de insulina, ele é grupo do risco.
Sentei no sofá e me perguntei, 'o que ele queria depois de todos esses meses? Ele não entendeu o meu "Adeus"?'
Pois, bem. Fui até o Instagram, desbloqueei ele e mandei a seguinte mensagem:
"O que você quer?"
Ele levou uma meia hora pra me responder, o 'digitando…' parecia eterno.
Resumindo, ele falou que se importava muito comigo, que eu marquei a vida dele, que nunca quis se distanciar de mim, que jamais foi a intenção me magoar com o que quer que tenha acontecido e que nunca dei a oportunidade dele se explicar.
E eu respondi, que não importava o que ele tivesse para me dizer, não ia mudar a opinião que eu tinha sobre ele.
Ledo engano, meus caros.
Fui dormir às 4 da manhã, tirei tudo de dentro de mim, tudo o que eu inventei na minha cabeça. Porque no meu relacionamento anterior eu ouvi tantas mentiras, que acabei jurando que qualquer um iria mentir para mim, era o único referencial que eu tinha.
Só para que vocês saibam, era realmente um amigo, as fotos que ele tirou junto com o amigo no Beto Carrero, foram todas no celular do amigo a folga da Terça-feira, o chefe dele estava devendo uma folga para ele e como ele não iria poder tirar essa folga a mais do que as que estavam previstas para Dezembro, o chefe deu a folga pra ele na terça para que ele aproveitasse mais um dia de viagem. E sim, o ex dele ligou, ele ficou balançado, pois eles tinham tido uma história recém terminada, mas ele me contou, primeiro porque eu insisti, mas também porque ele não queria mentir pra mim, já que eu tinha todo esse problema com mentiras, então ele queria ser honesto comigo desde o início e que nunca foi a intenção dele voltar com o ex, tanto que ele não voltou, ele queria estar comigo, e que mesmo tendo passado todo aquele tempo ele nunca tinha me esquecido e não tinha desistido de mim.
Eu falei para ele que não sabia como reagir a tudo aquilo, disse que não sabia se seria capaz de confiar nele. E que ele não tivesse esperança, mas que eu iria refletir sobre tudo aquilo.
Então eu voltei pra casa e compartilhei a história com Karls e Darls.
Karls ficou meio com o pé atrás, mas Darls me apontou os erros que eu cometi, me fez enxergar o quanto eu tinha exagerado pelo medo e desconfiança que eu tinha, que não tinha nada a ver com Lars e minha ficha caiu.
Agora, tudo o que me restava era o meu orgulho, eu precisava passar por cima disso.
Voltei a conversar com Lars, aos poucos, foi difícil no início, mas ele foi muito tolerante, eu expliquei que não estava sendo fácil voltar a conversar com ele, mas que compreendi que muito daquela situação era culpa minha.
Ele começou a me mandar mensagens de manhã e a noite, de bom dia e boa noite e esporadicamente algum meme. Foram duas semanas conversando quando houve a necessidade da gente se ver. Eu não sabia como iria reagir.
Sim, ele viria aqui em casa no meio de uma quarentena, mas antes que cresça os julgamentos, moramos próximo um do outro, ele viria a pé, sem pegar nenhuma condução e num horário de pouco fluxo.
MAIO 2020
Então comuniquei que ele viria aqui em casa para Karls, Akarls e Darls. Aparentemente, achei que todos tinham recebido a notícia de bom grado.
Ele veio, a primeira coisa que ele fez foi ir para o banheiro tomar banho, com Covid não se brinca. Depois, sentamos e conversamos, e mais uma vez, eu falei tudo de novo, dessa vez olhando no olho, colocando tudo a limpo, uma conversa franca, contei de todas as impressões que eu tive de tudo o que aconteceu, como a narrativa se construiu na minha cabeça e porque agi da maneira que agi.
Em contra partida, ele disse que estava tudo bem, disse que ficou muito chateado, mas os amigos dele conversaram com ele dizendo que tinha um motivo para eu agir como eu tinha agido. Ele me falou que nunca me esqueceu e queria ter uma oportunidade de conversar comigo e esclarecer as coisas, pois sabia que tudo tinha sido um grande mal entendido. Ele falou que mandou várias mensagens para a Karls, mas não obteve resposta. E quando ele me mandou o convite no Twitter, ele disse que seria a sua última tentativa de se aproximar de mim, se não desse certo, ele mesmo desistiria de tudo.
Ele passou três dias aqui em casa, eu não me abri tanto com ele com relação a isso, mas eu senti muito remorso por como as coisas aconteceram por minha causa.
Outra coisa, lembra na mensagem, quando ele falou que tinha um presente para me dar e eu falei que não queria? Ele trouxe o presente, ele guardou o presente todo esse tempo e disse que toda vez que via o presente, ele lembrava de tudo o que a gente viveu e a coisa que ele mais queria era me dar esse presente, que ironicamente ele comprou na viagem para o Beto Carrero.
Era um funko do Harry Potter, já que eu amo muito Harry Potter. (Não, não sou transfóbico, eu amo Harry Potter desde 2000). http://imgur.com/gallery/cah0Ry7
Ele voltou pra casa dele. Continuamos a nos falar, reatar laços, ter essa troca.
Compartilhei minhas impressões com Karls e Darls, eu estava relutante, desacreditado. As pessoas subestimam relacionamentos abusivos, mas a gente carrega coisas por anos, os estragos são terríveis, estava eu provavelmente estragando uma oportunidade de ser feliz por medo de ser feliz.
As coisas foram devagar, estávamos conversando de nossas rotinas na quarentena, ele o quanto sentia falta do trabalho e não aguentava mais assistir séries e eu o quanto estava trabalhando e engordando, já que editor de vídeo trabalha em casa, praticamos isolamento social antes disso "estar na moda" (✌️ salve editores do canal, eu juro que tô escrevendo essa história que já passa de 4 mil palavras, pensando se realmente o Luba lerá essa história na Turma-Feira, fico imaginando no trabalhão que vocês vão ter pra editar, se eu puder pedir, posta a Timeline pra eu ver como ficou no final, curto muito timelines [Sim, pra quem não entende, isso é meio creep]).
JUNHO 2020
Lars voltou, veio para estar comigo no meu aniversário, inclusive ele me presenteou com Find Me do André Aciman, ele disse que queria me dar a muito tempo, pois em novembro do ano passado eu estava lendo Call me by your name e eu estava namorando pra comprar o livro quando fosse lançado, mas não deu nem tempo dele poder comprar na época.
No meu aniversário, resolvi cozinhar para comemorar, fazer escondidinho de frango. Eu estava de folga e queria fazer algo especial para Karls, Darls, Akarls e Lars. Eu passei a tarde e começo da noite cozinhando e Lars me ajudando.
Então, aconteceu o estopim de todo o caos.
Karls e Darls desceram e viram que o escondidinho não estava pronta ainda, ela fechou a cara e disse "Nossa, ainda não está pronto?". Depois eles fizeram um sanduíche e comeram e subiram, bastou aquilo pra me entristecer, até entendo que ela poderia estar com fome, mas ela bater porta de armário e a porta da geladeira acabou todo o meu ânimo, me senti super mal.
Comi aquele escondidinho triste, o clima na mesa estava tenso e na boa o que era pra ser uma comemoração no que eu acreditava ser entre família, foi a porcaria de um jantar de aniversário que eu perdi tempo fazendo.
Lars voltou pra casa dele, continuamos nos falando e estreitando os laços, aproveitando a companhia um do outro, e finalmente no meio de toda essa situação de merda que estamos vivendo no planeta, senti uma esperança de que talvez tudo daria certo, pelo menos uma vez.
Mais uma vez, ele veio passar o fim de semana aqui em casa, e foi divertido, assistimos filme, contamos piadas e o melhor, eu estava podendo dormir abraçado com ele, por a cabeça no travesseiro e não me sentir só.
JULHO 2020
O mês do caos, eu odeio Julho, por tantos motivos, sério. Eu tenho inúmeras histórias de desgraças nesse mês que PQP (Gif da Xuxa).
Lars me mandou mensagem dizendo que ele teve uma briga terrível com o sobrinho dele, na briga eles só faltaram sair na porrada, ele falou que estava mal por estar na casa da irmã dele e por toda essa indisposição com o sobrinho que tem 18 anos e é um completo folgado. Ele disse que iria procurar um lugar pra ficar, mas até lá, ele perguntou se poderia ficar aqui até encontrar esse lugar.
E como eu já fui colocado pra fora de casa pelo meu tio e me vi sozinho, eu sei o quanto é importante ter alguém pra estender uma mão amiga nessa hora.
Eu respondi que sim, mas que ia comunicar o Karls e o Akarls. Expliquei a situação Lars e eles falaram que tudo bem.
A Karls começou a fazer um freela permanente em um grande estúdio aqui de SP, então ela já não estava ficando em casa e quando estava, ficava a maior parte do tempo com o Darls, que ficou aqui em casa, mesmo ela trabalhando regularmente, já que as coisas estão flexibilizadas por aqui.
A princípio, Lars ficaria aqui até dia 10, ele tinha acertado de ir morar com um pessoal que ele achou num grupo do Facebook, mas o lugar onde esse pessoal ia morar não deu certo, pelo o que ele me contou, foi lance com a Porto Seguro, ele ficou decepcionado, porque os meninos eram legais. Então, ele voltou para a busca de encontrar um lugar pra ficar, eu inocente disse que ele poderia ficar o tempo que precisasse.
Interiormente, eu queria me redimir por toda a injustiça que foi o nosso início, queria fazer certo dessa vez, pois ele estava sendo bom pra mim e eu nunca tinha tido isso, esse convívio.
Enquanto ele estava aqui, comecei a ter companhia para o almoço, passei a comer direito, já que ele é obrigado a comer certo por causa da diabetes, eu estava até me alimentando nos horários certos. As noites assistíamos séries abraçados, até a hora de dormir. Parecia um oasis no meio de todo esse inferno que estamos vivendo, por um único instante eu esqueci de tudo de ruim.
Nesse período, ele estava procurando vários quartos, mas só encontrava cativeiros sendo alugados por mercenários.
Conforme o mês ia passando, Karls estava bem estressada com tudo e quando estava todo mundo na cozinha, ela parecia evitar querer falar com ele. No início, eu pensei que fosse TPM ou alguma coisa em particular dela com Darls.
Mas eu tive certeza que era alguma coisa com o Lars, no dia que estávamos jantando e ela veio informar que o botijão de gás tinha acabado e ela tinha comprado um novo, mas ela insinuou que estávamos cozinhando demais. Eu fiquei, sem reação, pois não esperava por aquilo, como eu falei, ela e o Darls estavam fazendo todas as receitas que existiam na internet, como que o Lars 10 dia aqui era a causa do botijão ter acabado?
Então aquilo começou a ficar espinhoso e o meu erro foi não ter confrontado. Eu comecei a me sentir acuado com o Lars e não sabia o que fazer, ele já estava numa puta situação frágil por ter saído da casa da irmã por indisposição com o sobrinho e a coisa que eu mais queria era que ele se sentisse confortável na minha própria casa.
No meio de tudo isso, ele voltou a trabalhar e eu passei a acordar cedo junto com ele, pra tomar café e abrir o portão pra ele poder sair, num desses dias, eu levantei e fui no banheiro e enquanto eu usava, a Karls bateu na porta perguntando quem é que estava lá dentro de uma maneira meio ríspida, no caso era eu, mas o Lars viu a situação toda, ele não me falou, mas eu reparei que ele parou de tomar banho de manhã antes do trabalho. Dizia ele que o banho da noite era suficiente.
Depois, ele parou de tomar café da manhã, disse que tomaria café na cafeteria que ele trabalha.
A próxima coisa que aconteceu foi um dia que eu estava na cozinha e fui informado que Karls e Akarls decidiram que não iríamos mais fazer as compras de mercado juntos. E que só manteríamos os produtos de limpeza e higiene e que o resto era cada um por si.
Confesso, que na hora não compreendi o que estava acontecendo, eu estava muito desligado, na verdade não acreditava que os meus amigos estavam me excluindo por causa do Lars, eu estava sendo ingênuo, pois não imaginaria que aquilo estava acontecendo.
No meio desse caos todo, Lars, virou pra mim e disse que a irmã dele pediu que ele fosse na casa dela. Então ele iria direto do trabalho e dormiria lá no sábado para o domingo, já que estaria de folga e voltaria pra cá no domingo a noite.
Só que ele não voltou, ele disse que a irmã dele pediu para que ele dormisse lá mais uma noite. Pensei, okay, ele vem então amanhã direto do trabalho pra cá, mas aí ele não veio na segunda, foi quando o peso de tudo bateu.
A essa altura eu já estava angustiado com tudo aquilo e direcionei minha frustração para o lado errado, em vez de confrontar quem estava causando toda essa situação insatistória, eu cobrei dele, porque ele não estava aqui. Perguntei, porque ele não queria estar mais aqui. Ele falou que queria. Então, eu perguntei porque o domingo, virou segunda e agora a segunda virou terça? Ele hesitou, aí eu perguntei se era por causa da Karls e ele disse que só não queria incomodar ninguém.
Eu fiquei mal, por ele se sentir mais incomodado na minha casa do que na casa da irmã dele com o sobrinho folgado que estava fazendo da vida dele um inferno.
Fiquei desapontado, ele veio na quarta, conversei com ele, disse que iria conversar com a Karls sobre toda essa situação. Mas já era tarde.
Era a última semana de Julho, e antes mesmo que eu pudesse conversar com a Karls, Akarls chegou dizendo que não dava mais para dividirmos a conta de água como estávamos fazendo, por 3, teríamos que dividir por 5, já que a conta ficou mais cara.
Na sexta-feira daquela semana, Lars encontrou um quarto numa casa que ele meio que alugou as pressas e ele se mudaria na primeira segunda de agosto. Quando eu pude confrontar Karls, no sábado, sobre tudo aquilo, já era tarde. Falei que fiquei chateado deles quererem repartir a conta da casa por 5 com o Lars pelo mês que ele passou aqui, mas isso nunca foi nem cogitado nos 5 meses do Darls aqui. Falei que fiquei decepcionado por ela não ser capaz de enxergar a minha felicidade. Por não ser capaz de ver o quanto eu estava feliz, como eu enxerguei a felicidade dela com o Darls e o recebemos de bom grado dentro de casa por causa da felicidade dela. Disse que foi muito cômodo pra ela ter alguém pra poder dormir junto, assistir coisas juntos, ter os momentos a dois e quando eu pude ter o mesmo, ela não olhou para mim com os mesmos olhos.
Enfim, Lars se mudou, tomei esse tempo que poderia estar assistindo uma série com ele para escrever tudo isso. Angustiado e decepcionado. Darls não tem culpa de nada do que está acontecendo, mas agora acho completamente injusto ele estar aqui e o Lars não estar, não sei o que fazer, minha vontade é de falar, "acabou a quarentena para os dois, pode voltar para sua casa". Me sinto injustiçado e triste por alguém que eu amo tanto, não ter sido capaz de enxergar que eu estava feliz. É isso, estou esperando a próxima sessão da minha terapia e Karls e Darls estão lá no quarto dela e eu estou só.
E para finalizar, essa foi minha conversa agora a pouco com o Lars.
Lars https://imgur.com/gallery/PRrxEI6
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2020.08.06 04:56 Hecate_-_ Como eu venci o bulling

Olá Luba, Galadriel, Misty, editores, espíritos de papelões, LED's agora simétricos, editores e turma que está a ver. Essa história é de uns anos atrás, quando eu estava no primeiro ano do ensino médio. Logo na segunda semana de aula, eu peguei dengue hemorrágica, e depois de quase três semanas afastada das aulas eu voltei, vários quilos mais magra, com alguma manchinhas na pele ainda, muitas manchas roxas de veias estouradas, e ainda deslocada por estar voltando à minha rotina. Eu tinha poucos amigos, dentre eles o único garoto gay assumido da escola, era estudiosa, jogava RPG, usava óculos e aparelho nos dentes, nunca tive espinhas e tenho cabelo cacheado (numa época em que chapinha era uma verdadeira ditadura). Eu inventei o bulling! Meu contato com o bulling começou logo quando voltei às aulas. Diziam que eu era uma viciada (por conta das manchas roxas nos braços, o emagrecimento vertiginoso e a indisposição). Era só um boato, eu não liguei. Depois chegou a primeira semana de provas. Eu tirei as melhores notas das sala em pelo menos 90% das matérias. Aguentei mais alguns boatos sobre como era possível que eu tivesse boas notas sem ter frequentado metade das aulas até ali. Diziam que os professores tinham pena de mim, que eu estava fazendo favores sexuais aos professores e professoras (até meu corpo era um problema, tendo 104cm de busto com quinze anos, diziam que eu tinha "peitos de vadia"). Eu deixava os comentários entrarem por um ouvido e sair pelo outro. Criaram uma comunidade no Orkut pra falar sobre como meu cabelo era feio, ou sobre como eu deveria estar mentindo a idade com minha falta de espinhas ou meus "peitos de vadia". Eu seguia em frente na companhia desse meu amigo, que também enfrentava muitos comentários odiosos, coisas pesadas, mas nesse momento não tinha chegado em agressão ou nada físico, até o início do segundo bimestre. Vendo que eu não ligava pra comentários ou comunidades no Orkut, começou a ficar pesado. Tive coisas roubadas, cadernos rasgados, chicletes colados no meu cabelo... Mas era tudo anônimo, nunca consegui encontrar os culpados. Até o dia da lista. Correu na minha sala, duas listas. Uma das garotas mais bonitas, e outra das mais feias. Eu nem quis ver, tava de fato cagando pra isso. Mas uma garota que vamos chamar de Karen, veio trazer aquela lista pra mim, eu fiz que nem era comigo, então ela de irritou e disse várias coisas pra me irritar, eu abri um bocejo, e perguntei de ela já tinha terminado. A Karen, ficou puta, disse q eu podia fazer essa pose de quem não se importava, mas que sabia o quanto eu estava chorando por dentro e que eu era uma nada e mimimi mimimi, professor chegou e acabou por aí. Eu pensei assim. O problema foi que os meninos acharam que era uma ótima ideia atribuir pontos às garotas, e quem "pegasse" a garota, recebia os pontos. As mais bonitas tinha pontuações altas, e quanto mais ia descendo sua colocação, mais diminuía a quantidade de pontos. Mas no meu caso e de mais duas meninas consideradas "as mais feias", era atribuída uma pontuação alta, pq o cara que tivesse "coragem de pegar" ganharia pontos pela "caridade" e pela coragem. Karen veio "esfregar" isso na minha cara dizendo que nem assim, nenhum garoto ia querer me beijar. No dia seguinte, depois que acabou o recreio, eu me dirigi à minha sala mas não me deixaram entrar, uns garotos que estavam com a tal lista na mão me encurralaram, disseram que eu não ia entrar se não pagasse o "pedágio". Eu recuei e tentei me afastar, entraria qdo o professor chegasse. Mas um deles não deixou, vamos chamá-lo de Karon, ele disse algo sobre precisar de pontos até o fim de semana, e me prendeu, segurando meus braços junto ao meu corpo na altura dos cotovelos. Fiquei em pânico, eu odeio que me toquem, ainda mais de forma tão invasiva. Ele foi se aproximando pra me beijar à força, eu me afastei e dei com a cabeça na boca dele, quando ele baixou a guarda, dei uma joelhada na virilha e ele me soltou. Eu poderia ter parado por aí, mas pensei rápido, tinha vários garotos ali e poderiam torcer a história, como se eu viesse do nada e batesse no garoto, então continuei batendo nele, consegui derrubá-lo, subi em cima e socava ele no rosto, com toda a minha frustração, descarreguei nele cada vez que fingi que o bulling não me afetava. Só parei de bater nele qdo me arrancaram de cima dele. Ele estava desmaiado, ou fingindo, não sei, mas o nariz dele sangrava muito. Me mandaram pra diretoria, no dia seguinte eu não entraria sem um responsável. No dia seguinte, estava eu com meu pai, o garoto com a cara roxa e a mãe dele. Quando me perguntaram o pq de tanta violência, eu disse q ele tentou me beijar à força, meu pai tinha um sorriso que não desmanchava por nada. A mãe do Karon tentou me refutar na hora, mas qdo olhou pra ele, e ele com aquela cara de cachorro que cagou na sala, ela viu que era verdade. Ela deu vários tapas nele, dizendo que o que ele ganhou era pouco, e que se ele quisesse consertar o nariz quebrado, ele que trabalhasse e pagasse pela cirurgia. Ele pegou suspensão. Comigo não aconteceu nada, só fui obrigada a ir ao psicólogo e fazer terapia de controle da raiva. Nunca mais fizeram nada físico comigo. As hostilidades femininas ainda duraram por mais tempo, acabei com elas tbm, mas já é outra história. Nunca mais mexeram com meu amigo tbm. Os garotos tinham medo de apanhar igual ao Karon. Pouco tempo depois, ele se transferiu. Me lembrei dessa história pq recentemente, Karon me seguiu no Instagram e curtiu fotos, olhei a foto do perfil dele. Quase 15 anos se passaram e o nariz dele ainda é torto! Amo seus vídeos Lubisco, até minha mãe se parte de rir com vc! Amamos vc! Um beijo se vc quiser <31
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2020.07.28 18:30 lethy_yaoi "Sua mãe deveria ter te abortado"

Aê mermão. Fala Luba, editores, gatas, papelões falecidos e queimados e white girls, Essa história não é bem minha, por mais que eu tenha participado dela, e sim de uma amiga minha, vamos chamá-la de Geovana, pra que o luba não precise criar mais nenhum Carls, ela me deu permissão de postar aqui já que, de acordo com ela, o luba não vai ler mesmo(mostrem que ela está errada). Enfim, a Geovana é minha melhor amiga desde os nossos 7 aninhos de idade e devido a isso, nós duas conhecíamos a família uma da outra e também os dramas que envolviam as mesmas.
Era normal para nossas mães que nós passássemos uma noite na casa da outra e tals, assim como ficar pro almoço ou jantar ou qualquer outra refeição com a família. Nossa história aconteceu ano passado, os pais da Geovana são separados desde que ela tinha uns dez anos, mas como eles tinham guarda compartilhada a Geovana passava uns dias na casa do pai dela, que era bem perto de uma praia daqui do Ceará (da Sabiaguaba caso queira saber) e dessa vez não ia ser diferente, exceto pq dessa vez ela fez pirraça com a minha mãe para que me deixasse ir(eu tô exagerando com o "pirraça" mas que ela ficou enchendo o saco da minha mãe pra deixar eu ir, isso ela fez), depois de conversar com a mãe da Geovana, minha mãe me deixou ir passar os dias lá.
Estava tudo nos conformes, eu já tinha feito minha pequena mala com todas as coisas que eu poderia precisar (de acordo com a minha mãe, por mais que eu não entenda porque eu precisaria de um casaco em uma casa perto da praia) assim como a Geovana, quando fiquei pronta me despedi da minha mãe e fui pra casa da Geovana para esperarmos o pai dela com o carro para nos levar.
Eu conhecia o pai da Geovana antes da separação então eu sabia como ele agia normalmente, ele é um pai severo mas ao mesmo tempo ele nunca aumentaria a voz pra gritar com a própria filha ou algo do tipo, pelo menos era o que eu pensava. Estávamos na casa da Geovana, tínhamos planejado sair cedo para que pudéssemos chegar na casa e nos arrumarmos para ir tomar um banho de praia, acho que ainda não passava das oito da manhã então o pai dela chegaria daqui uns trinta minutos e enquanto isso ficamos conversando. Passaram trinta minutos, quarenta, uma hora e nada do pai dela chegar, minha mãe me ligava a cada dez minutos para saber se já tínhamos saído e cada vez que eu dizia que ainda não ela me dizia que era pra voltar pra casa kkkkk.
A Geovana começou a ligar pro pai, pra madrasta, pro filho da madrasta e era sempre a mesma resposta "já vamos", quando ia dar dez horas descemos pra comer alguma coisa enquanto esperávamos, como era a primeira vez que eu iria "viajar" com o pai da Geovana, eu não sabia que ele demoraria tanto, mas aparentemente era normal ele se atrasar até mais que isso. Eu estava tão ansiosa que a cada carro que passava na rua eu pensava que era o pai dela( e a Geovana e a mãe dela rindo da minha animação). Quando ele Finalmente chegou, eu já nem lembro mais quanto tempo tinha passado, a madrasta dirigia o carro e o pai dela estava no banco do passageiro, não sei se alguém notou(provavelmente sim), mas ele estava com um fedor extremo de cerveja (daquelas bem vagabundas).
Ele entrou na casa parecendo um fucking zumbi e gritou pra que entrássemos logo no carro enquanto a madrasta ainda tava lá, eu ainda demorei um tempo no quarto da Geovana mandando mensagem pra minha mãe e dizendo que ele Finalmente tinha chegado e eu já estava indo, quando desci ouvi os pais dela brigando e ela do lado só ouvindo.
Mãe: Qual a p**** do conceito de cedo pra você?
Pai: Eu já cheguei, não cheguei? Para de ser louca.
Mãe: As meninas estão te esperando desde as oito.
Pai: Se queria convidar aquela menina deveria ter avisado que o mundo não gira ao redor dela e que eu também vivo.
Geovana: Você tinha combinado com aquela menina uma hora então você deveria seguir com o combinado.
Pai: Eu estou falando com a sua mãe. Eu sabia que ela não era uma boa influência pra você, vestindo roupas curtas e maquiagem demais, eu não te criei pra ser vagabunda assim.
Sei que eu não tenho muito direito de me sentir mal com a situação e tals, afinal não sãos os meus pais, mas esse tipo de comentário sempre me deixa mal e na minha cabeça, o pai dela deveria saber, são comentário tão constante mas que aínda assim me entristecem. Foi com esse pensamento que eu decidi mandar mensagem pra minha mãe que eu tinha desistido de ir, eu não ia ficar no mesmo ambiente que aquele cara nem que me pagassem.
Quando desci para a sala de novo a discussão ainda continuava mas agora era entre o pai e a filha enquanto a mãe ia até a cozinha e ela me viu, contei que não queria mais ir mas ainda ia ficar mais tempo pra me despedir da Geovana quando ela saísse. Os dois já estavam gritando bem alto naquele momento.
Geovana: Eu não dou a mínima se você não gosta mas ela é minha melhor amiga e é negra e ela vai com a gente.
Pai: Cala a boca, eu sou seu pai e eu que deveria estar gritando com você sua ingrata, eu cuidei de você a sua vida inteira e é assim que você me trata? Tá aprendendo a ser uma malcriada com aquela menina é?
Como eu ainda estava na cozinha (que era um cômodo de distância da varanda que era onde eles tavam) eu não ouvi o que a Geovana disse mas que irritou o pai dela isso eu sei. A mãe dela decidiu que já deu e com isso ela foi até onde a algazarra estava.
Mãe: Já chega. Se você pretendia ser um pau no c* Você conseguiu. A Geovana agora não vai pra lugar nenhum e você vai embora da minha casa.
Pai: ela também é minha filha e você não pode impedir q eu leve ela pra minha casa se ela quiser também.
Mãe: esse é o ponto, você acha que depois disso ela ainda vai querer sair?
Pai: Eu vou contar para o juiz que você não me deixa ver minha própria filha e está fazendo a cabeça dela contra mim.
Mãe: você começa a xingar e a culpa é minha?
Pai: A culpa é sua por ter tido ela, sim. E ter criado ela como uma vagabundinha que se veste com roupas curtas.(me recuso a repetir oq ele disse de verdade)
Virada dramática até a filha
Pai: desde que você nasceu sua mãe ficou insuportável por culpa sua, se eu soubesse eu teria obrigado ela a te abortar.(ele não disse abortar de fato, mas é uma coisa regional então eu achei melhor colocar de um jeito que todos entendam)
A briga continuou por mais um tempo até q os dois decidiram que era melhor que o pai fosse embora para que não tivesse mais nada demais, lê-se barraco. Quando ele saiu a torta de climão já tinha sido servida e ficou um silêncio.
No final de tudo eu só fiquei pro almoço e depois fui pra minha casa, eu não sei o que aconteceu quando eu saí, mas eu imagino q não foi a melhor coisa do mundo. Essa é a história, beijos a todos.
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2020.07.28 16:35 OmikePepino Como fui de um Nice guy para um cara realmente legal. Kkkkkk

(para auxiliar na voz, eu sou um homem baixo de 25 anos) kk Oi, Luva, Editouros, gostosos e gostosas que estão acompanhando. Eu gostaria de contar a história de como eu fui um nice guy do qual tenho vergonha e ter sido. A história é grande mas eu juro que o "final" É a melhor parte
Em meados de julho de 2017 eu fazia uso do app do foguinho vulgo "chindler". Fazendo uso do app, eu dei match com uma garota gostosa e burra do jeito que eu gosto (é meme kk) nós conversamos pelo Tiinder e mesmo antes de nos encontrarmos eu já tive meu momento draminha em um assunto meio delicado. Eu sou tatuador, mas na época era apenas um aprendiz sem tatuagens visíveis. Certo dia falei pra ela que tinha intenção de fazer tatuagem na mão por que achava bonito (hoje tenho). Ela disse "se você fizer acho que eu não teria coragem de ficar com você". Não compreendi a motivação dela de dizer isso e disparei "Não vai ser agora que vou me privar de algo que eu gosto. Fui criado por uma família religiosa e já fui privado de uma infância e também de uma juventude saudável, não será agora que eu ou arrumar mais correntes pra me brecarem". Sinto que exagerei nesse momento, ela disse que falei de forma rude, chorou e blablabla. Eu, inocente como até hoje sou, me senti extremamente mal por tê-la magoado. Então pedi desculpa nos resolvemos, então marcamos de nos encontrarmos (no mesmo dia em que entrei para um estúdio de tattoo como aprendiz [pior coisa que fiz] kkk). O estúdio sugava minha sanidade de um lado por me fazerem de escravo, e ela do outro por achar que eu era responsável pela felicidade dela. Eu não podia dar presentes pra ela mas ela queria lanche quase sempre mas eu não recebia pra trabalhar no estúdio. Era simpesmente trabalhar e observar pra aprender algo útil. Nesse vai e volta (dependendo da reação do publico a essa história conto o quão agonizante foi pra mim esse "vai e volta" <3), quando era novembro, aniversário dela, eu queria fazer uma surpresa pra ela, peguei um trocado emprestado com meu irmão (50R$) e comprei uma caixa de doces gourmet com minha amiga e dei de presente pra ela. Ela adorou mas nessa altura nosso relacionamento já estava muito desgastado. (Foi no dia do aniversário dela também quase a matei trocando os medicamentos dela acidentalmente mas não assumo toda a culpa por isso mas é história pra outro momento). No mesmo final de semana desse ocorrido, ela quis ir só Outback, e eu, como um cavalheiro que sou, me senti na obrigação de pagar para ela. Peguei 200 reais emprestado com meu pai e a levei (foi Rolê mais humilhante do meu ponto de vista). Foi eu ela e alguns amigos. Um dos amigos dela falou que se mudaria para Portugal e pra encurtar, ela usou isso de pretexto pra dar total atenção pra ele (ficava abraçada com ele na minha frente enquanto eu estava sozinho sem ter assunto com os amigos dela) e me ignorou totalmente. Me senti deslocado e humilhado. Mas assumo total responsabilidade por não ter aceitado antes que não havia mais um relacionamento. Quando íamos embora ela anunciou que iria pra casa de um amigo dela em Suzano (amigo gente boa. Não desconfio que tenha rolado nada entre elas mas na época eu era ciumento e não compreendia) mas foi nesse momento que me caiu a ficha. Eu desisti de tentar, fui seguir minha vida, sai do estúdio pois não tinha mais sanidade pra permanecer. Fui cuidar de mim e esperar a notícia do término. Então, durante uma festa de halloween, eu fui o maquiador da turma. Enquanto eu fazia uma maquiagem que seria a campeã da competição de fantasia, veio a mensagem: "Michael. Quero terminar" Apesar de já saber disso eu fiquei quebrado, não consegui dizer nada além de "a gente pode ao menos conversar pessoalmente?" Ela disse que não queria me ver ainda. Pra eu esperar uma semana que ela viria até mim ou eu iria até lá. Eu estava muito depressivo e tenho anemia crônica. Meu peso normal é 65kg por que sou baixo. Eu estava com 53kg. Mas eu melhorei, voltei a me alimentar, treinar, fiquei saudável, até que no Réveillon eu me autosabotei da pior forma possível. Eu mandei mensagem desejando feliz ano novo pra ela (eu estava sob efeito de droga). Ela foi super gentil, me desejou de volta. Poderia nascer uma linda amizade nesse momento, mas não. Eu pedi pra voltar. Foi o último não que eu recebi antes do pior momento da minha vida. O ano de 2018 começou intenso. Me envolvi com drogas cada vez mais pesadas, cheguei até mesmo a vender. Só assim pra fingir que ela não existia. Porém, em março eu tomei um baque que foi a notícia que ela estava namorando novamente (direito total dela). Eu decidi que iria voltar a ser um bom filho/ irmão. Pagar tudo que peguei emprestado pra tentar fazer ela feliz (Nice guy falando). Arrumei um emprego, voltei pra academia, ia competir em um campeonato de fisiculturismo quando conheci a minha atual namorada. essa minha atual namorada, é a garota mais inteligente que conheço. Ela me dá orgulho por ser quem é. Minha sogra é um anjo na minha vida. Mas em dezembro de 2018 ela teve uma briga com o padrasto dela e veio morar comigo na casa da minha mãe. Ela prometeu que em janeiro ela já estaria procurando por outra casa e foi exatamente o que ela fez. Em fevereiro ela já estava se mudando para própria casa e disse pra mim: "Se você quiser continuar com sua mãe eu vou entender, mas adoraria que viesse comigo". Nesse momento eu estava desempregado pois estava novamente foco total na minha carreira de tatuagem. Por ela me dar total apoio eu aceitei ir morar com ela até por que minha mãe fazia um esforço imensurável para que eu desistisse de ser tatuador. Focado na vida de casado agora também, eu tive problemas. Não conseguia fazer tatuagens por que a senhoria da casa onde eu morava ficava plotando quem eu levava para lá. Um inferno. As coisas começaram dar errado na minha vida novamente (eu sou um cara azarado mesmo, Lubinha). No mês de maio eu perdi totalmente o tesão na vida. Pensava em suicídio e os caraio por que minha vida passou a desandar. Nem mesmo o amor incondicional que minha namorada me oferecia me confortava. Eu já tinha desistido. Meus amigos me chamavam no portão e eu ignorava. Ficava deitado fingindo que não escutava. Minha namorada comprou ingressos para uma convenção de tattoo para me animar. Funcionou muito bem. Eu voltei a desenhar, entrei numa maré de empolgação que não duraria muito. Eu tomaria outro golpe da vida. Minha máquina de tattoo queimou. Eu estava cheio de esperança no marketing digital mas nem isso deu certo pra mim. Minha namorada vinha me dizendo que estava pesado pra ela cuidar das contas sozinha mas eu não consegui fazer nada. Comecei a procurar emprego e adiar novamente meu sonho por um bom motivo. Mas foram 5 meses sem resultados. No mês de novembro nós mudamos para uma casa maior um pouco mais cara mas onde eu poderia ter a liberdade de vender minha arte. Nessa casa eu consegui trabalhar, fiz bastante trabalhos mas ainda assim tudo voltou a dar errado quando o bico que eu fazia no autódromo parou de acontecer por que estávamos em época de chuva. Eu ganhava menos com tattoo no início da carreira do que como controlador de acesso nesse bico. Eu só me fodo. Kkkkk Minha atual disse que queria um tempo pra ela poder organizar a vida dela. Ela basicamente havia desistido de mim, mas também, quem confiaria em mim se nem eu mesmo acreditava mais??? Se eu não arrumasse um emprego não daria mais. Veja bem como a vida é justa. Nesse momento eu arrumei 2 empregos e o dono do estúdio que eu contatei na convenção me chamou para trabalhar com ele. Kkk vida injusta. Eu estava numa sinuca. Meu sonho e meu amor estavam na mesma mesa cada um rolando pra um lado e eu teria que escolher qual eu salvaria de cair. Depois de muito pesar eu decidi seguir meu sonho. Julguem-me. Minha namorada falava palavras duras pra mim, dizendo que estava exausta, que não daria mais. Chegou a dizer que não me amava mais. Eu insisti por 2 semanas mas decidi dar total liberdade pra ela escolher o que queria: "Você escolhe se quer ficar ou se quer ir. Saiba que eu te amo e vou adorar se ficar, mas se for eu vou ficar bem. Não se preocupe" Ela decidiu ficar. Tudo começou dar certo. Era fevereiro e eu pagava o aluguel e sobrava um bom dinheiro pra gente sair final de semana. Aí um chinês resolveu comer um morcego e todos os estúdios/comércios tiveram que fechar. Desandando novamente. Hoje estou tentando retomar minha clientela que se dissipou demais nesse momento, mas ainda não tenho conseguido produzir nem ao menos o necessário para pagar meu aluguel...
A vida vai continuar me dando essas rasteiras. Mas eu vou levantar sempre, de novo e de novo. Se não tá bom eu vou fazer ficar. Agora eu estou total focado em ficar cada vez melhor no meu trampo pra poder ganhar uns troféus e pra dar a vida que essa minha atual merece. Não sei se falei. Minha atual e minha ex se tornaram muito amigas. Somos isentos de ciúme (acho que é o mínimo necessário pra namorar um tatuador) kkkkk
Desculpa pelo histórião Luvinha. Mas eu tenho uma história dessa tanto pros relacionamentos quanto pra vida profissional quanto pra familiar. Kkkkk
Luba. Caso leia. Sugira pro YouTube colocar um botão pra curtir quando em tela cheia. É muito chato ter que minimizar o vídeo pra dar like. Kk
Plot twist. Acabei de terminar com a minha atual ex.
Amo vocês galera. Agora é eu por mim <3
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2020.07.25 03:33 victory_m "Vai lá tirar uma foto com teu pai e finge que tá feliz, mesmo que ele tenha te abandonado mês passado filha!"

Olá Luba, editores, gatas, Tio Oto, Tia Carminha, possível convidado e turma que está a lever. Essa história é meio triste e foi um dos dias mais estressantes da minha vida, aproveitem. O título vai ganhar contexto no meio da história ok? Ah, eu sou gaúcha então se alguém quiser ler com sotaque...
Tudo começa em 28 de junho de 2018 quando meu pai falou que ia embora de casa e já eras. O motivo, ele traiu a minha mãe por 18 anos (tenho 16), usou drogas por um período, gastava tudo em apostas e tinha uma namorada em outra cidade. Minha mãe tentou continuar fazendo eu ter contato com ele, o que me causou diversas crises de ansiedade. Um dia ouvi ela falando com ele sobre aparecer aqui no dia dos pais e levar nós duas pra almoçar num daqueles restaurantes chiques de gente esnobe.
Ele apareceu lá no dia dos pais depois de DOIS FUCKING DIAS SEM DAR NOTÍCIA, minha tia já tinha chamado a polícia. Minha mãe falou: "Carls, onde é que tu tava? Esqueceu do nosso compromisso ???" Bla bla bla, um monte de discussão na frente da minha casa e mais discussão no caminho a gente chegou naquela merda de restaurante, eu até cheguei a considerar não ironicamente descer do carro quando parasse no sinal (o restaurante era na cidade vizinha). A minha mãe foi falar com o garçom e ele disse que não tinha mais mesa, e mesmo tendo feito uma reserva a gente ia ter que esperar no jardim até um burguês safado terminar de comer pra vagar mesa. O lugar era bonito, tinha umas pedras, uma cachoeira num canto lá, vários bancos, árvores e uma ovelha andando por aí aleatoriamente, bem lugar de gente rica.
Daí minha mãe teve uma brilhante ideia, ela disse: "Farls (eu no caso) senta com o teu pai naquele banco pra tirar uma foto" eu tentei dizer não mas ela me puxou pelo braço até lá. Resultado, acabou que minha mãe não sabia tirar foto então eu fiquei um tempo com meu pai me abraçando pra perto dele como se ele nada tivesse acontecido. Daí quando ela achou a câmera no celular ela gritou "sorri Farls, olha que momento feliz"Ela disse isso, mas na minha cabeça foi como se ela tivesse dito "Vai lá tirar uma foto com teu pai e finge que tá feliz mesmo que ele tenha te abandonado mês passado, filha!" Mano nessa hora foi a gota d'água pra mim, eu tava de óculos escuros com lágrimas quase transbordando dos olhos. Eu sentia meu corpo todo tremer, tirei coragem não sei da onde pra dar uma cotovelada no meu pai e sair correndo, pulei de um barrancozinho que tinha lá (1 metro e pouco), sentei numa pedra e fiquei la chorando. Senti o olhar de todo mundo que tava no jardim queimando minhas costas, parecia que tudo tinha parado e eu estava presa naquele momento, não conseguia parar de tremer e chorar. Fiquei sentada naquela pedra chorando e ouvindo meus pais discutindo, colocando a culpa um no outro e não conseguia parar de chorar. Depois do que pareceram ser 15 minutos eles apareceram lá, me xingaram porque já tinham pago uma parte da mesa reservada e foram embora. Discutiram mais no carro e me levaram pra comer um bife numa lanchonete da nossa cidade mesmo, depois de uns meses me colocaram na terapia e continuo sem coragem para encarar meu pai sem chorar e sair correndo.
Com o dia dos pais chegando mais perto (na minha cidade já começou propaganda de dia dos pais na radio e algumas lojas já estão decoradas nesse "tema") eu me lembrei desse dia e estou compartilhando aqui pra tentar transformar um dos meus piores momentos em conteúdo pro canal do Luba.
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2020.07.25 03:22 itsririaun O show continuou sim, eu só não estava lá pra ver.

Ora pois olá Turma, Gala, Misty, editores, convidado, papelões, Luna e Luno. Ah, oi pra ti também viu Luba?
Venho aqui contar uma história que aconteceu comigo quando eu tinha 11 aninhos de idade e era um anjo de pessoa. Lá estava eu no Rock In Rio (sou carioca, pode fazer o sotaque se quiser) de 2017 com meu pai. Fomos no dia em que teve Tears For Fears e Bon Jovi. Com essa idade, eu não conhecia muitas músicas deles, e se conhecia era porque meus pais gostam bastante desse estilo, principalmente minha mãe (meu pai é mais pro lado Madonna, Abba, trilha sonora de Dirty Dancing, sabe como é).
Claro que antes de ir, fiz meu dever de casa pra saber cantar pelo menos algumas músicas. Gostei mais das do Boi Jovem (tanto que escuto até hoje na minha playlist) e VICIEI em Livin' On A Prayer. Fiquei animadíssima, até que chegou o grande dia do show. Já tinha ido ao RIR de 2015 antes pra ver a Katy Perry (9 anos, sem julgamentos ok), então tinha experiência com esses concertos maiores e cheios de atrações.
Tava indo tudo bem até o finzinho do show do Tias Fofinhas. Normalmente ficamos bem na parte da grade onde ficam as câmeras, é um bom lugar pra eu me apoiar e ver melhor, já que era mais baixinha com essa idade. Não foi diferente, continuamos lá. Só que nesse intervalo entre artistas, desci pra beber água, comer, sei lá o que foi, e depois voltei.
Ainda no intervalo, começamos a falar com uma moça que estava ali do lado, ela era bem gente boa e disse que eu poderia trocar de lugar com ela pra ver melhor, se precisasse. O show do Bon Jovi começou e eu voltei pra perto da grade. Por causa do movimento de pessoas, ficou mais apertado, mas não me incomodou, era bem magrela naquela época, além de ser pequenininha. No início, ainda estava no chão, mas descansei e voltei pra cima da grade. Na hora que subi, uma mulher ali na frente virou a cabeça pra trás e olhou pra mim com uma cara meio de "hm...". Nem liguei, tava animada esperando as músicas que sabia cantar.
A moça ficava olhando toda hora ali pra mim, não entendi o motivo mas algumas vezes ela ia mais pra trás ainda, parecia que era pra me provocar e ver minha reação ao ser esmagada. Lembro até que uma ou duas vezes eu quase caí da gradeKKJKKK mas vamos relevar. Eu senti que estava atrapalhando ela e desci da grade, só fiquei me segurando nela porque como eu disse, era bem apertado, tinha gente até sentada no chão e eu era facilmente derrubável.
A confusão começa quando essa mulher vira totalmente pra trás, olha pra mim e fala "Olha só, ce vai sair daqui ou vou ter que brigar contigo?" Meu pai respondeu a mulher, disse "Que isso, olha como você fala com uma criança!" e ela começou a dizer que eu estava empurrando e machucando ela. Comecei a chorar porque eu era bem chorona no meio de briga, mas calada, nunca. Eu disse que era ELA quem estava me empurrando, e fazia isso de propósito.
As pessoas em volta começaram a olhar, enquanto ela falava que estava naquele lugar primeiro e que eu perdi, tinha que aceitar. A moça com quem eu e meu pai falamos antes era irmã dessa mulher doida aí, então ela se meteu no meio querendo entender o que aconteceu. Eu falei chorando pra mulher (a grosseira, vamos chamar de Carls) que se ela quisesse mais espaço do que aquele, deveria ter pago a área VIP, porque não era minha culpa que tava cheio de gente. Eu também disse que "caso você não tenha reparado, eu não tenho um par de asinhas pra ficar aqui levitando e vendo o show enquanto você ganha mais espaço". Afrontosa a menina.
Meu pai perguntou a idade da Carls e ela tinha 33 anos. O argumento mais massa dele foi que ela tinha o triplo da minha idade, sem nenhum parentesco e estava gritando comigo por algo que eu não poderia consertar. Se ela quisesse reclamar, que falasse com ele, não com uma criança. "Jantou, manas" 🤩✌
Chegou num ponto em que meu pai convenceu ela a aproveitar o show e deixar a gente em paz, porque a gritaria também tava atrapalhando quem estivesse por perto. Acha que ela parou de virar pra trás? Naaaoo! Mas quando ela fez isso, a irmã dela (a moça legal que ficou igual uma planta no meio da briga) deu um puxão nela pra trocarem de lugar e acabar logo com isso. Devia estar na primeira ou segunda música ainda, mas a pobre menina de 11 anos não parava de chorar, porque comportadinha como sou, meus pais não gritavam comigo nesse nível (a Carls chegou a me chamar de mal educada, mimada, me xingar etc), ainda mais uma desconhecida me dando bronca.
Enfim, meu pai perguntou se eu queria ir embora e eu disse que sim, o clima do show tinha mudado totalmente pra mim (atualmente eu não iria, mas na hora eu fiquei traumatizada com a doida). Fomos embora e vimos o resto do RIR pela Multishow 🤡👌
PS.: Talvez o Luba faça um belo comentário sobre os gostos musicais do meu pai então já adianto aqui que sim, ele é yag, mas tá comprometido então nem venha
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2020.07.24 16:10 sweet_gih A porra do guarda roupa estranho

Eu comprei uma casa nova,ela já veio com guarda roupa,sofá e etc. Só que eu reparei já no primeiro dia que fiquei nela,q esse guarda roupa é velho,é da época do meu pai mais ou menos. Esse guarda roupa não me deixa dormir velho,esses dias quando eu acordei no meio da madrugada,o guarda roupa ficava estralando,eu tentava voltar a dormir mas o guarda roupa ficava estralando e mexendo as portas. Antes de ontem eu não dormi nada mano,pq essa droga parece q fica me atormentando,eu sla oq pode ser isso,esse guarda roupa deve ter sido usado por várias pessoas. E na noite passada eu vi a porcaria de um vulto passando,eu já liguei pro meu pai dizendo se ele não pode levar esse guarda roupa embora,ele pode vender pra algum amigo dele ou sla,mas o meu pai disse "Ah isso não é nada não! Larga de ser medrosa Giovana!" Isso me deixou irritada,namoral. Vou perguntar pro cara que estava vendendo a casa sobre isso,pq eu não quero essa porra no meu quarto não,se o guarda roupa não sair dessa casa,pode deixar q eu saio. Minha vida é um caos!! Mal cheguei na casa e está acontecendo essas parada,vai toma no cu! Poucas coisas me irrita nessa vida,mas quando alguma coisa do mundo espiritual fica me perturbando eu me irrito! Pq mano,se eu fosse um espírito eu não iria perturbar as pessoas,porra! É um espírito velho! Pode fazer oq quiser,pode correr entre os carros,pode se jogar do prédio,pode fazer tanta coisa! Mas a diversão deles é ver a gente se cagar de medo. Eu só não tenho medo pq minha mae sempre me falou que oq eles querem é que a gente sinta medo,mas não devemos ter medo não. Ceis vão achar q tô louca e os caralho,mas esse guarda roupa tem alguma coisa estranha,o pior é q é um guarda roupa bonito..os itens de antigamente são bonitos..Mas esse guarda roupa é muito estranho. Podem me chamar de louca e etc,eu nem vou ligar,pq eu sei oq eu vi e oq escutei. Vocês podem achar que tô drogada só pq sou eu contando,queria ver se fosse um de vcs mano,slc.
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